sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Rei e o sapato

Era uma vez um rei que vivia num reino próspero.


Um dia, ele partiu para uma viagem a terras distantes do seu reino.

Quando regressou ao seu palácio, ele queixou-se que os seus pés estavam muito doridos. Era a primeira vez que ele ia para uma viagem tão longa e a estrada que ele tinha percorrido era muito áspera e pedregosa.

Ele então ordenou que cada estrada do país fosse coberta com couro. Definitivamente necessitaria de milhares de peles de vacas, e tudo isso custaria uma fortuna.

Então, um dos servos ousou perguntar ao rei:

- Porque é que tem de gastar essa quantia desnecessária de dinheiro? Porque não corta um pedaço pequeno de couro e cobre os seus pés?

O rei ficou surpreendido pela ousadia do servo, mas mais tarde concordou com a sugestão e mandou fazer sapatos para si.


Há realmente uma lição valiosa e simples nesta história:
Para fazer deste mundo um lugar feliz, você não precisa de  mudar o mundo, precisa apenas de mudar-se a si próprio.



Adaptado de texto de
Autor desconhecido

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Viver com sabedoria


Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração.
Nunca incomode ninguém por causa de sua religião.
Respeite os outros em seus pontos de vista, e exija que eles respeitem os seus.
Ame a sua vida, aperfeiçoe a sua vida,embeleze todas as coisas em sua vida.
Busque fazer a sua vida longa e de serviços para seu povo.
Prepare uma canção fúnebre nobre para o dia quando você atravessar a grande passagem.
Sempre dê uma palavra ou sinal de saudação quando encontrar ou cruzar com um estranho em um local solitário.
Demonstre respeito a todas as pessoas, mas não se rebaixe a ninguém.
Quando você se levantar de manhã, agradeça pela luz, pela sua vida e força.
Dê graças por seu alimento e pela alegria de viver.
Se você não vir nenhuma razão para dar graças, a falha se encontra em você mesmo.
Não toque o aguardente venenoso que transforma os sábios em tolos e rouba deles as suas visões.
Quando chegar a sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente.
Cante sua canção de morte, e morra como um herói indo para casa.




Tecumseh (líder indígena dos Shawnee)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Unicórnio de Porcelana (Porcelain Unicorn)


Esta é a curta-metragem vencedora em 2010 do Prémio "Philips Tell It Your Way Competition". Foi escolhido entre mais de 600 participantes de todo o mundo, todos aspirantes a cineastas.

O guião da curta-metragem era de caráter livre, devendo somente não ultrapassar os 3 minutos e conter o seguinte diálogo: “O que é isso? É um unicórnio. Eu nunca vi um de perto antes. Bonito. Fuja! Fuja! Sinto muito.”

Muito bem estruturada, em termos de conteúdo e de utilização do tempo, a curta-metragem retrata um homem idoso que lida com as memórias do passado de uma Alemanha de 1943, em que era um menino de 12 anos, membro da Organização da Juventude Hitlerista, e arrombou uma loja abandonada para descobrir uma menina judia que se tentava esconder de tropas nazistas. Um unicórnio de porcelana faz a ponte entre o passado e o presente. Funciona também como um símbolo de pureza, compaixão, fraternidade, união e esperança na Humanidade.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A importância de valorizar o presente

A maioria de nós encontra-se aprisionado no passado, não tendo capacidade para usufruir verdadeiramente o momento presente. Isso acontece sempre que insistimos em reviver, mentalmente, momentos do passado. Agarramo-nos por exemplo a momentos de felicidade e fazemos dessas recordações a nossa principal prioridade, não querendo enfrentar o que entretanto mudou ou é necessário mudar para que continue a haver progresso nas nossas vidas. Ou então, revivemos cenas de sofrimento e perda, multiplicando a dor através da sua infindável recriação. Em vez de sofrermos uma vez, estaremos a sofrer perpetuamente.

Outra variante será o vivermos permanentemente focalizados no futuro. Idealizamos o que viveremos quando encontrarmos o homem ou a mulher dos nossos sonhos, quando nos casarmos, quando tivermos filhos, ou mesmo quando entrarmos na reforma. Sonhamos com o feliz que seremos quando tivermos dinheiro para dar a volta ao mundo, para comprar aquela casa espetacular ou aquele automóvel de capa de revista. Muitas vezes esses momentos não acontecerão nunca ou, se acontecerem, não provocarão o impacto que nós imaginávamos.

O problema ao manter o foco no passado ou no futuro é que nos arriscamos a nunca viver na realidade. Estaremos sempre a viver de ilusões, uma vez que o único momento que temos para viver verdadeiramente é o Agora. Somente o presente existe. Não estou a viver quando revivo cenas do passado nem estou a viver quando idealizo momentos do futuro.

Assim, o mais sensato será fazermos um esforço para limpar a mente e aprender a extrair de cada pequeno acontecimento o seu significado mais profundo. Que coisas há no seu dia a dia que valham a pena?

A felicidade constrói-se quando tomamos consciência e nos focalizamos em cada acontecimento para nós significativo. Quando aproveitamos cada fração de tempo que nos toca a alma e enche o coração. Veja, por exemplo, o que sente ao imaginar:

  • O cheiro a terra molhada no jardim quando chove
  • O sorriso puro do bebé que o fita
  • As manifestações de carinho que recebe dos outros
  • O abanar da cauda do cão que o espera ou se cruza no seu caminho
  • O quadro ou objeto de arte que lhe cativou a alma
  • A música que lhe dá paz de espírito ou o põe a dançar
  • A passagem de um livro que o marcou
  • O passeio pela natureza que lhe transmitiu paz 
  • A conclusão de um trabalho bem feito
  • Explorar sítios novos
  • Manifestar a sua própria genuinidade
  • Tomar um banho quente em dias frios
  • O passar momentos com aqueles de quem gosta

De tudo isto, e de muito mais que não foi escrito, podemos no dia a dia retirar os nossos momentos de felicidade. É somente requerido que aprendamos a valorizar cada um desses acontecimentos, no preciso momento em que está a ocorrer e não antes nem depois.

Cada novo dia é um presente, uma oportunidade de renascimento, uma oportunidade. O passado é importante para avaliarmos o que nos aconteceu, que experiências foram acumuladas, que erros foram cometidos e as lições que nos proporcionaram. Digamos que o passado nos colocou no patamar em que agora nos encontramos. O futuro é importante para nos fazer situar mentalmente nas metas que pretendemos alcançar. O que quero ser? Onde quero chegar?

A partir daí, só o presente nos oferece espaço de manobra. Só no presente podemos analisar, questionar, refletir, explorar, mudar de direção se for necessário, recomeçar, em suma agir.

É necessário que aceitemos viver o momento presente, acreditando que as atuais circunstâncias em que nos encontramos, boas ou más, são as necessárias para avançarmos e progredirmos. É necessário aproveitar cada pequeno momento. Caso contrário, correremos o risco de não chegar a viver.


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