domingo, 20 de maio de 2012

Fecho e Agradecimentos

Após um período de metamorfose, a borboleta sai do seu casulo e voa em conquista da liberdade. Esse período de enclausuramento concedeu-lhe as asas que necessitava para explorar o mundo sob novas perspetivas.

A vida é feita de mudanças. Tudo tem um princípio e um fim. Assim, chegou também a hora deste projeto finalizar. Foram 3 anos em que com muito gosto partilhei convosco temas que me são caros. Nesse processo, amadureci ideias e cresci. Espero ter contribuído de alguma forma para o desenvolvimento e inspiração de quem, por uma única vez que tenha sido, escolheu esta página, entre milhões de outras páginas existentes na internet.

Os meus profundos agradecimentos aos meus seguidores e a todos os amáveis comentários que me foram dirigidos ao longo deste período. Desejo-vos uma vida plena de realizações e desafios superados.

Poderão continuar a seguir-me através dos seguintes links:
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sábado, 5 de maio de 2012

Dar asas aos sonhos


Muitas pessoas têm todos os recursos necessários para o sucesso mas mantém-se num estado permanente de letargia, o que no mínimo resulta num enorme desperdício de tempo, talento e poder.


Para que consigamos chegar a algum lugar precisamos tomar acções efectivas que nos conduzam a esse determinado ponto. Colocar-se dentro do seu automóvel, com um destino em mente mas parado em frente ao volante, não o capacita a chegar a nenhum lugar. É preciso colocar o carro em movimento e conduzi-lo até ao sítio pretendido. O que quero dizer com esta comparação é que é sempre necessário tomar uma acção específica. Não basta desejar e visualizar aquilo que se pretende alcançar. É preciso fazer, agir.

Todo aquele que não empreende acções específicas é alguém que nunca realizará os seus sonhos nem se atreverá a explorar o seu potencial. Talento, ideias, projectos e oportunidades nunca vingarão se falharmos na criação de um plano de acções.

Se tem a noção que o seu potencial é desperdiçado e que continua a procurar desculpas atrás de desculpas para não perseguir os seus sonhos, é altura de parar esse ciclo vicioso. Disponha-se a tomar acções específicas e assuma consigo próprio o compromisso de o fazer.

Seguem-se algumas sugestões úteis para que possa dar asas aos seus sonhos:

  • Dê o primeiro passo
    Este é o ponto mais importante de toda a questão. Alguém que tenha alguns conhecimentos de física saberá que é sempre mais difícil dar o primeiro passo do que manter-se em andamento. Assim, ganhe fôlego, chegue-se à frente e atreva-se a dar o primeiro passo. Depressa ganhará embalagem e as acções irão suceder-se umas após as outras, com um menor dispêndio de energia. Vai ver que mais tarde irá dizer: “Já devia ter feito isto há muito tempo atrás” ou ainda “Afinal não custava tanto como eu pensava”.
  • Adquira clareza e certezas
    Tenha a certeza daquilo que pretende da sua vida. Esforce-se por ganhar alguma perspectiva pois quanto mais clareza tiver acerca daquilo que quer, mais simples será para si manter-se focalizado e produtivo. Reserve algum tempo para estar só consigo próprio, nem que seja por um único dia. Disponha-se a ouvir a sua voz interior. Quando fazemos o esforço de procurar tempo, quietude e disposição para ouvir a nossa voz interior, a clareza começa a desenvolver-se.
  • Considere o custo da não mudança
    Imagine a sua vida dentro de cinco ou dez anos se não existirem mudanças na sua vida. Imagine-se com mais cinco ou dez anos a viver exactamente como até agora. Gosta desta imagem? Tenha noção que se continuar a fazer as mesmas coisas que tem feito até agora, obterá sempre os mesmos resultados.
  • Agarre as oportunidades
    Esteja atento a todas as oportunidades de mudança. Por vezes estas aparecem sem que estejamos à espera e é-nos exigido que tenhamos a coragem de as agarrar de imediato. Não se deixe dominar pelo receio nem pela inércia. Não desperdice oportunidades, pois a maior parte das vezes estas não voltam a surgir.
  • Alie-se a pessoas bem-sucedidas
    Experimente conversar com alguém que tenha alcançado as suas próprias metas e paixões. O objectivo é deixar-se contagiar pelo entusiasmo dessa ou dessas pessoas. O entusiasmo ajuda-nos a ultrapassar os medos, a arriscar fazer coisas novas, a agarrar oportunidades e a tomar decisões difíceis. Leva-nos a explorar os nossos potenciais e a encontrar mais recursos. Por outro lado, se verificar que não se consegue entusiasmar nem um pouco quando pensa nos seus objectivos, então precisará certamente de encontrar objectivos diferentes.

Artigo publicado na Revista Zen Energy de março 2012

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domingo, 22 de abril de 2012

Aprendi e decidi




E assim, depois de tanto esperar, um dia como outro qualquer decidi triunfar…

Decidi não esperar pelas oportunidades mas eu mesmo buscá-las,

Decidi ver cada problema como a oportunidade de encontrar uma solução,

Decidi ver cada deserto como a oportunidade de encontrar um oásis,

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver, resolvi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que o meu único rival não era mais do que as minhas próprias debilidades, e que nelas, está a única e melhor forma de nos superarmos,

Naquele dia deixei de temer perder e comecei a temer não ganhar,

Descobri que eu não era o melhor e quem sabe nunca o tenha sido,

Deixou de me importar quem ganha ou perde, agora importo-me simplesmente em saber mais do que ontem.

Aprendi que o difícil não é chegar lá a cima, mas jamais deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém “Amigo”.

Descobri que o amor é mais do que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.

Naquele dia deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e comecei a ser a minha própria luz deste presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não vais iluminar o caminho dos outros.

Naquele dia decidi mudar tantas coisas…

Naquele dia aprendi que os sonhos existem somente para se tornarem realidade,

Desde aquele dia já não durmo para descansar…

Agora simplesmente durmo para sonhar.

(Walt Disney)

sábado, 14 de abril de 2012

Os lençóis e a janela


Um casal de recém-casados mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis e comentou com o marido:

- Já viste que lençóis mais sujos? Acho que a vizinha está a precisar de um sabão novo! Se eu tivesse intimidade com ela, perguntava-lhe se ela quer que eu a ensine a lavar a roupa!

O marido escutou atentamente mas não disse nada.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

- A nossa vizinha continua a pendurar os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntava-lhe se ela quer que eu a ensine a lavar a roupa!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia o seu discurso, enquanto a vizinha pendurava as suas roupas no varal.

Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver a vizinha a estender uns lençóis muito branquinhos. Toda empolgada, foi dizer ao marido:

- E não é que a vizinha aprendeu a lavar a roupa? Quem será que a ensinou? Sim, porque eu não fiz nada!

O marido calmamente respondeu:

- Sabes, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela…




A tendência do ser humano em realçar os erros dos outros o impede de tomar consciência dos seus próprios erros.


Adaptado de texto de autor desconhecido.



domingo, 1 de abril de 2012

Acerca do papel do Life-Coach

Existe uma certa confusão acerca do papel do life-coach. A ideia mais generalizada é a de que este será como que uma espécie de especialista na área da felicidade. Logo à partida, talvez seja melhor frisar que o conceito de felicidade é muito vago. O que para mim é sinónimo de felicidade pode não o ser para o vizinho do lado.


O próprio life-coach, em última instância, encontra-se necessariamente em processo de desenvolvimento pessoal e espiritual. Então, como poderia classificar-se perante os outros como um especialista da felicidade?

Gosto de pensar que cada um de nós caminha da sua individualidade para o uno ao seu ritmo, ao seu próprio tempo. O que é neste momento o meu caminho, não é de forma alguma o caminho de todos. Uns estarão muito mais à frente, outros estarão para trás, outros ainda caminharão por percursos paralelos - ou perpendiculares ou mesmo opostos. Muitos certamente nem compreenderão o que significa essa metáfora de estar a fazer um caminho.

Não é função do life-coach retirar da cartola o roteiro dos passos que cada um deve dar para se encontrar com a sua própria felicidade. Não se podem oferecer perspetivas mentais nem dar palpites de como solucionar os problemas de cada um. Quando muito, ajuda-se a equacionar múltiplas alternativas para uma resolução, contudo a escolha compete sempre ao interessado.

Através do papel de life-coach, pretende-se apenas facilitar uma tomada de consciência de certos fatores que podem provocar “insights” capazes de transformar a forma como cada um apercebe a realidade. Não se indica um caminho. Não se oferecem soluções milagrosas. O intuito é apenas facilitar um contato do indivíduo com o seu interior, com essa sua parte sábia que conhece as respostas mais indicadas para a sua própria evolução.

Reconheço que o ideal seria que toda a gente confiasse em si próprio, que compreendesse no seu íntimo que o mundo exterior é simplesmente um reflexo do seu interior, que deixasse de procurar cá fora a sabedoria que já existe dentro de si. Que se amasse, valorizasse e dignificasse a si próprio – sem necessidade de aprovações exteriores. Em suma, que os serviços do life-coach não fossem necessários para nada.

Mas é precisamente aqui que o papel de um bom facilitador pode ser fundamental, na medida em que poderá ajudar os outros a percorrer algum do percurso necessário para que se encontrem a si próprios no aqui e agora. Porque ele já esteve no mesmo lugar onde grande parte das pessoas se encontra atualmente. Porque já houve um tempo em que ele caminhou afastado do amor por si próprio, perdido num labirinto sem conseguir vislumbrar uma saída. Ele sabe compreender os dilemas e, por vezes, desespero daqueles que o procuram. E, acima de tudo, ele já saiu do labirinto. Por ser conhecedor daquilo a que a sua alma verdadeiramente aspira, pode servir de impulso aos seus semelhantes. Pode dar assistência para subir os degraus necessários para a mudança e evolução.

Incentivo-o a desconfiar dos autoproclamados “gurus” da sociedade atual e a admirar a sapiência daqueles que reconhecem que não sabem nada. Porque ninguém é detentor de uma fórmula que o leve a si a realizar-se como ser humano. Ninguém a não ser você. Só você, bem no seu interior, sabe qual é o caminho que tem de percorrer para se encontrar consigo próprio. Só você pode saber que questões precisam ser trabalhadas e superadas, que competências precisam ser desenvolvidas.

Tudo o que um life-coach pode fazer por si é facilitar a ligação entre o seu consciente e a parte do inconsciente onde residem as respostas para os seus problemas. Através de perguntas direcionadas e de técnicas específicas, ele pode conseguir despertar em si o “leão adormecido”. E despertando esse “leão”, a sua vida pode de facto mudar.

Tudo o resto depende de si e do seu esforço. Não transfira nunca o seu próprio poder para outra pessoa. Não caia na ilusão de pensar que alguém o vai levar ao colo até ao pote de ouro no final do arco-íris. Grande parte do percurso terá de ser feita individualmente por cada um de nós. Solitariamente e por conta própria, enfrentando riscos e tomando responsabilidade pelas próprias decisões.

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domingo, 25 de março de 2012

Acerca dos filhos



Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."


E ele falou:


Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis dar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã,

Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.

O arqueiro mira o alvo na direção do infinito e vos estica com toda a sua força

Para que suas flechas se projetem rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:

Pois assim como ele ama a flecha que voa,

Ama também o arco que permanece estável.


(Khalil Gibran)



segunda-feira, 19 de março de 2012

O que carregamos?



Certa vez, dois monges viajavam juntos por uma estrada lamacenta. Chovia torrencialmente, o que dificultava a caminhada. A certa altura tinham que atravessar um rio, cuja água lhes dava pela cintura. Na margem estava uma moça que parecia não saber o que fazer:


- Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo!

- Venha, menina. - Disse o monge mais velho de imediato. E imediatamente a ergueu nos braços e a carregou, atravessando o lamaçal até à outra margem.

O outro monge ficou estupefato mas não falou nada até à noite, quando eles atingiram o alojamento do Templo. Então não se conteve mais e disse:

- Nós monges não nos aproximamos de mulheres. Especialmente se forem jovens e atraentes. É perigoso. Por que fez aquilo?

Imediatamente o outro monge respondeu:

- Eu deixei a moça lá. Você ainda a está carregando?


Parábola budista.

domingo, 4 de março de 2012

Saber lidar com as dificuldades

A nossa vida é feita de altos e baixos e, por mais que o desejemos, não dá para modificar essa realidade. Faz parte da dinâmica e do equilíbrio do Universo. Por outro lado, os maus momentos e as dificuldades podem resultar em oportunidades de aprendizagem e evolução. Podemos é não ter essa perceção na altura em que estamos mergulhados no contexto em si.

Seguem-se alguns métodos que poderão ajudar a lidar com as dificuldades:

  • Proceda à avaliação real da situação
    Em primeiro lugar, deverá enfrentar e analisar o contexto em si. Utilize tanto a racionalidade como aquilo que sente.
    O que está a acontecer em concreto? Porque é que isso aconteceu? O que lhe deu origem? Foi originado por si ou por sua causa? Qual é o grau de gravidade? Que efeitos poderão daí advir no futuro?
    Através desta análise é possível chegar à conclusão que o problema não é assim tão difícil de superar.
  • Proceda às devidas correções
    Se na origem do problema estiver um erro seu, admita-o e procure a devida correção.
    Pode pedir desculpas? Faça-o. Pode fazer correções? Identifique quais e aplique-as o mais rápido possível. 
  • Não se deixe paralisar pela inação
    Quando não se procuram soluções, os problemas mantêm-se ou até mesmo pioram. Muitas vezes, temos a tendência para “deixar as coisas andar”. Se bem que, por vezes, certas coisas se resolvam por si com o passar do tempo, nem sempre esta é a melhor abordagem. Sempre que possível, é preferível tomar ações enquanto o problema é pequeno. Mais tarde será provavelmente mais difícil de resolver. 
  • Detete pontos de superação
    Depois da análise da situação, não perca muito tempo a focalizar-se nos problemas. Comece a procurar soluções.
    O que está ao seu alcance para melhorar a situação? Pode fazer alguma coisa para ultrapassar esse obstáculo? Pode ao menos minorá-lo? Apresente alternativas válidas e, se for mais fácil para si, elabore uma lista com todos os passos que poderão ser considerados. Depois será questão de optar pela melhor via.
  • Apele às suas memórias de sucesso
    Procure lembrar-se de dificuldades semelhantes no passado que tenha superado.
    É possível uma abordagem semelhante na situação que está agora a viver?
    Mesmo que se trate de problemas distintos, só o facto de trazer à memória que no passado conseguiu ser bem-sucedido, vai contribuir para manter a sua moral em alta. Se conseguiu um dia lidar com situações difíceis, também vai conseguir agora, certo?
  • Procure ajuda experiente
    Procure saber se alguém das suas relações já passou por provas idênticas às que enfrenta. Em caso positivo, essas pessoas são as ideais para lhe prestarem troca de conhecimento e ajuda. Uma conversa pode ser o suficiente para que consiga encontrar uma solução.
    Caso ninguém no seu círculo de amizades tenha passado pelo mesmo tipo de experiências, experimente pesquisar o tema em livros ou filmes.
    O que é que essas pessoas ou personagens fizeram para ultrapassar o problema? Onde erraram?
    Procure aprender tanto com a forma como os outros atingiram o sucesso, como com os erros que cometeram. Isso vai evitar que cometa os mesmos erros.
    Em último recurso, se as suas pesquisas forem infrutíferas, procure a ajuda de alguém sensato em que possa confiar. O mais importante é não se deixar isolar, o que poderia contribuir para ampliar psicologicamente as dificuldades. 
  • Não aceite o papel de vítima
    Por mais que possa parecer fácil adotar o papel de vítima, culpabilizando as pessoas à nossa volta por tudo o que de mau nos está a acontecer, o facto é que esse papel não nos faculta soluções para o problema em si. Serve simplesmente para nos desculpabilizar perante os outros. Até é possível que tenha sido colocado nessa situação por culpa de alguém mas… e depois? O que de facto é importante é como é que vai sair dessa situação. Assuma a responsabilidade e liderança pela sua própria vida.
    O que é preciso fazer para reverter a situação? Como é que vai ultrapassar esse obstáculo? Estas são as perguntas com que precisa de lidar.
  • Não desista
    É possível que adote algumas estratégias e não seja bem-sucedido à primeira. As coisas podem até piorar por causa de algumas decisões erradas ou a falta delas. Tenha calma e não desista. Aprenda com os erros e corrija as estratégias. Tente de outra forma. Procure novas soluções. De todas as vezes que falhar, levante-se de novo. Tenha sempre presente os seus valores e tome ações somente no sentido de os honrar e preservar. Desde que persevere, as soluções acabarão por aparecer, por vezes de formas que nem sequer seria capaz de sonhar.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Rei e o sapato

Era uma vez um rei que vivia num reino próspero.


Um dia, ele partiu para uma viagem a terras distantes do seu reino.

Quando regressou ao seu palácio, ele queixou-se que os seus pés estavam muito doridos. Era a primeira vez que ele ia para uma viagem tão longa e a estrada que ele tinha percorrido era muito áspera e pedregosa.

Ele então ordenou que cada estrada do país fosse coberta com couro. Definitivamente necessitaria de milhares de peles de vacas, e tudo isso custaria uma fortuna.

Então, um dos servos ousou perguntar ao rei:

- Porque é que tem de gastar essa quantia desnecessária de dinheiro? Porque não corta um pedaço pequeno de couro e cobre os seus pés?

O rei ficou surpreendido pela ousadia do servo, mas mais tarde concordou com a sugestão e mandou fazer sapatos para si.


Há realmente uma lição valiosa e simples nesta história:
Para fazer deste mundo um lugar feliz, você não precisa de  mudar o mundo, precisa apenas de mudar-se a si próprio.



Adaptado de texto de
Autor desconhecido

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Viver com sabedoria


Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração.
Nunca incomode ninguém por causa de sua religião.
Respeite os outros em seus pontos de vista, e exija que eles respeitem os seus.
Ame a sua vida, aperfeiçoe a sua vida,embeleze todas as coisas em sua vida.
Busque fazer a sua vida longa e de serviços para seu povo.
Prepare uma canção fúnebre nobre para o dia quando você atravessar a grande passagem.
Sempre dê uma palavra ou sinal de saudação quando encontrar ou cruzar com um estranho em um local solitário.
Demonstre respeito a todas as pessoas, mas não se rebaixe a ninguém.
Quando você se levantar de manhã, agradeça pela luz, pela sua vida e força.
Dê graças por seu alimento e pela alegria de viver.
Se você não vir nenhuma razão para dar graças, a falha se encontra em você mesmo.
Não toque o aguardente venenoso que transforma os sábios em tolos e rouba deles as suas visões.
Quando chegar a sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente.
Cante sua canção de morte, e morra como um herói indo para casa.




Tecumseh (líder indígena dos Shawnee)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Unicórnio de Porcelana (Porcelain Unicorn)


Esta é a curta-metragem vencedora em 2010 do Prémio "Philips Tell It Your Way Competition". Foi escolhido entre mais de 600 participantes de todo o mundo, todos aspirantes a cineastas.

O guião da curta-metragem era de caráter livre, devendo somente não ultrapassar os 3 minutos e conter o seguinte diálogo: “O que é isso? É um unicórnio. Eu nunca vi um de perto antes. Bonito. Fuja! Fuja! Sinto muito.”

Muito bem estruturada, em termos de conteúdo e de utilização do tempo, a curta-metragem retrata um homem idoso que lida com as memórias do passado de uma Alemanha de 1943, em que era um menino de 12 anos, membro da Organização da Juventude Hitlerista, e arrombou uma loja abandonada para descobrir uma menina judia que se tentava esconder de tropas nazistas. Um unicórnio de porcelana faz a ponte entre o passado e o presente. Funciona também como um símbolo de pureza, compaixão, fraternidade, união e esperança na Humanidade.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A importância de valorizar o presente

A maioria de nós encontra-se aprisionado no passado, não tendo capacidade para usufruir verdadeiramente o momento presente. Isso acontece sempre que insistimos em reviver, mentalmente, momentos do passado. Agarramo-nos por exemplo a momentos de felicidade e fazemos dessas recordações a nossa principal prioridade, não querendo enfrentar o que entretanto mudou ou é necessário mudar para que continue a haver progresso nas nossas vidas. Ou então, revivemos cenas de sofrimento e perda, multiplicando a dor através da sua infindável recriação. Em vez de sofrermos uma vez, estaremos a sofrer perpetuamente.

Outra variante será o vivermos permanentemente focalizados no futuro. Idealizamos o que viveremos quando encontrarmos o homem ou a mulher dos nossos sonhos, quando nos casarmos, quando tivermos filhos, ou mesmo quando entrarmos na reforma. Sonhamos com o feliz que seremos quando tivermos dinheiro para dar a volta ao mundo, para comprar aquela casa espetacular ou aquele automóvel de capa de revista. Muitas vezes esses momentos não acontecerão nunca ou, se acontecerem, não provocarão o impacto que nós imaginávamos.

O problema ao manter o foco no passado ou no futuro é que nos arriscamos a nunca viver na realidade. Estaremos sempre a viver de ilusões, uma vez que o único momento que temos para viver verdadeiramente é o Agora. Somente o presente existe. Não estou a viver quando revivo cenas do passado nem estou a viver quando idealizo momentos do futuro.

Assim, o mais sensato será fazermos um esforço para limpar a mente e aprender a extrair de cada pequeno acontecimento o seu significado mais profundo. Que coisas há no seu dia a dia que valham a pena?

A felicidade constrói-se quando tomamos consciência e nos focalizamos em cada acontecimento para nós significativo. Quando aproveitamos cada fração de tempo que nos toca a alma e enche o coração. Veja, por exemplo, o que sente ao imaginar:

  • O cheiro a terra molhada no jardim quando chove
  • O sorriso puro do bebé que o fita
  • As manifestações de carinho que recebe dos outros
  • O abanar da cauda do cão que o espera ou se cruza no seu caminho
  • O quadro ou objeto de arte que lhe cativou a alma
  • A música que lhe dá paz de espírito ou o põe a dançar
  • A passagem de um livro que o marcou
  • O passeio pela natureza que lhe transmitiu paz 
  • A conclusão de um trabalho bem feito
  • Explorar sítios novos
  • Manifestar a sua própria genuinidade
  • Tomar um banho quente em dias frios
  • O passar momentos com aqueles de quem gosta

De tudo isto, e de muito mais que não foi escrito, podemos no dia a dia retirar os nossos momentos de felicidade. É somente requerido que aprendamos a valorizar cada um desses acontecimentos, no preciso momento em que está a ocorrer e não antes nem depois.

Cada novo dia é um presente, uma oportunidade de renascimento, uma oportunidade. O passado é importante para avaliarmos o que nos aconteceu, que experiências foram acumuladas, que erros foram cometidos e as lições que nos proporcionaram. Digamos que o passado nos colocou no patamar em que agora nos encontramos. O futuro é importante para nos fazer situar mentalmente nas metas que pretendemos alcançar. O que quero ser? Onde quero chegar?

A partir daí, só o presente nos oferece espaço de manobra. Só no presente podemos analisar, questionar, refletir, explorar, mudar de direção se for necessário, recomeçar, em suma agir.

É necessário que aceitemos viver o momento presente, acreditando que as atuais circunstâncias em que nos encontramos, boas ou más, são as necessárias para avançarmos e progredirmos. É necessário aproveitar cada pequeno momento. Caso contrário, correremos o risco de não chegar a viver.


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sábado, 21 de janeiro de 2012

O velho Pescador


A nossa casa ficava defronte da entrada para o Hospital John Hopkins, em Baltimore. Ocupávamos o piso inferior da habitação e alugávamos os quartos do piso superior a pacientes externos do hospital.

Numa tarde de verão, quando eu preparava o jantar, alguém bateu à porta. Quando fui atender, encarei com um homem idoso de aspeto medonho. Era pouco mais alto do que o meu pequeno de oito anos e tinha o corpo corcovado. Mas o que apavorava mesmo era a sua cara – a pele num mesclado de inchaço, vermelhidão e carne viva.

Não obstante, a sua voz era agradável quando se dirigiu a mim: “Boa tarde. Vinha saber se tem um quarto disponível, somente para esta noite. Vim da costa oriental hoje cedo para o tratamento e agora só tenho de novo camioneta de madrugada.”

Contou-me que não estava a conseguir alugar quartos, parecia que ninguém nas redondezas tinha quartos vagos. “Suponho que seja por causa do meu rosto… Sei que tem um aspeto horrível, mas o meu médico diz que com mais alguns tratamentos…”

Por momentos hesitei. Mas as palavras que proferiu de seguida acabaram por me convencer: “Poderia dormir nesta cadeira de baloiço, aqui no alpendre. A minha camioneta parte logo cedinho”.

Respondi-lhe que lhe arranjaríamos uma cama e que descansasse entretanto no alpendre. Entrei em casa e acabei de fazer o jantar. Quando estava tudo preparado, convidei o velhinho a juntar-se a nós. “Não, muito obrigado. Tenho o suficiente”. E agarrou num saco de papel castanho.

Quando terminei de arrumar a cozinha, fui até ao alpendre para falar com ele alguns minutos. Não foi preciso muito para perceber que o ancião tinha um enorme coração encaixado no seu corpo mirrado. Contou-me que continuava a pescar para sustentar a sua filha, os seus cinco netos e o marido da filha, que ficara paraplégico devido a uma lesão grave na coluna. Não o contou em tom de queixume; na realidade, todas as suas palavras eram intervaladas com graças a Deus pelas bênçãos recebidas. Estava grato por a sua doença, que aparentemente era uma forma de cancro da pele, não lhe provocar dores. Estava grato por Deus lhe dar forças para continuar a trabalhar.

Na altura de ir dormir, colocámos uma cama de campo para ele no quarto das crianças.

Quando me levantei, na madrugada seguinte, a sua roupa da cama estava ordenadamente dobrada e o pequeno homem estava já aguardando, no alpendre. Não aceitou o pequeno-almoço que lhe quis oferecer. Um pouco antes de sair para apanhar a sua camioneta, hesitantemente, como se pedisse um grande favor, perguntou: “Posso voltar da próxima vez que tiver tratamento? Não vos vou incomodar. Posso perfeitamente dormir numa cadeira.” Fez um pequeno silêncio e depois acrescentou: “As suas crianças fizeram-me sentir como se estivesse em casa. Os adultos ficam chocados com a minha cara, mas as crianças parecem não se importar.”

Disse-lhe que seria bem-vindo de todas as vezes que quissesse vir.

Na sua viagem seguinte, chegou um pouco depois das sete horas da manhã. Trazia, como presente, um belo peixe e um punhado das maiores ostras que alguma vez tinha visto na minha vida. Disse-me que as tinha apanhado nessa madrugada para que estivessem frescas e bonitas. Sabia que a sua camioneta partira às quatro da manhã, por isso questionei-me acerca das horas a que se teria levantado para que nos pudesse fazer aquela surpresa.

De todas as vezes que veio ficar connosco, nos anos que se seguiram, não houve uma única vez que não nos trouxesse peixe, ostras ou vegetais da sua horta. Algumas vezes também, recebemos entregas especiais, através de encomendas dos correios. Peixe e ostras embaladas em caixas de espinafres frescos ou folhas de couve, cada folha cuidadosamente lavada. Eu sabia que ele precisava de andar cerca de três milhas para chegar à estação dos correios e sabia também que tinha pouco dinheiro, por isso, para mim, as suas ofertas eram duplamente preciosas.

Quando recebia essas prendas, lembrava-me sempre dos comentários que a nossa vizinha do lado fizera assim que ele virara costas da primeira vez que ficara em nossa casa: “Teve coragem de receber esse homenzinho horroroso a noite passada? Eu mandei-o embora. Aceitando esse tipo de gente, pode perder hóspedes...!”

E talvez tenhamos perdido um ou dois. Mas se ao menos eles o tivessem conhecido, talvez as suas próprias doenças se tivessem tornado mais fáceis de suportar. Eu sei que a nossa família estará para sempre grata por o ter conhecido. Através dele aprendemos a aceitar as más coisas da vida sem queixas e a acolher as boas coisas com gratidão.

Recentemente, visitei uma amiga. Enquanto me mostrava as suas plantas, deparei-me com o mais belo espécime de todas, um crisântemo dourado, prestes a rebentar em flores. Para minha grande admiração, estava colocado num balde velho e enferrujado. Pensei para mim própria: “Se esta magnífica planta fosse minha, iria decerto coloca-la no melhor vaso que tivesse.”

A resposta da minha amiga fez-me imediatamente mudar de ideias. “Estou sem vasos de momento. Mas como me apercebi que esta menina iria ser tão linda, pensei que não se iria importar se a colocasse neste balde velho. É só por pouco tempo, enquanto não a transfiro para o jardim”.

Ela deve-se ter perguntado porque me ri com tanto gosto, mas eu estava a imaginar uma cena no paraíso. “Aqui está um ser especial e único”, Deus deve ter dito quando primeiro se deparou com a alma daquele doce e velho pescador e a quis colocar num corpo. “Decerto não se deve importar de começar neste pequeno e corcovado corpo”.

Tudo isto se passou há muito tempo atrás. Porque agora, no jardim de Deus, que imponente essa alma adorável deve estar!


Traduzido e adaptado de texto da autoria de

Mary Bartels Bray


sábado, 14 de janeiro de 2012

Como irradiar boas energias

Algumas pessoas questionam-se sobre o que fazer quando estão rodeadas de pessoas negativas. Referem estar genuinamente a esforçar-se trabalhando o seu interior, a procurar soluções criativas para os obstáculos do dia-a-dia mas que as suas tentativas são “boicotados” por alguém ao seu redor que se encontra numa outra sintonia.

A melhor solução seria evitar essas pessoas mas convenhamos que nem sempre isso é possível. Não podemos simplesmente desligar-nos daqueles com quem partilhamos o nosso espaço, quer se trate de familiares próximos, colegas de trabalho ou mesmo superiores hierárquicos. Se bem que por vezes uma rutura seja necessária, muitas vezes a solução encontra-se unicamente nas nossas mãos.

Vamos supor que reina a boa-disposição e alegria no nosso local de trabalho, de repente alguém entra na sala e diz algumas palavras sombrias que mudam por completo o ambiente. Pode até ser que nem diga nada, o facto é que aquela simples presença irradia energia negativa que toma conta do espaço. Uma única pessoa pode de repente tapar o sol do nosso dia com nuvens negras de trovoada. Conhece alguém assim? Aposto que sim. E o que fazer nesses casos?

É preciso que enfrente uma verdade incontornável. Enquanto alimentar sentimentos negativos por alguém ou alguma situação, será impossível irradiar boas energias. Questione-se acerca do seguinte:

  • O seu passado encontra-se resolvido ou carrega ressentimentos ou mágoas por alguém?
  • Conhece os seus talentos e também os seus pontos fracos?
  • Aceita-se a si próprio da forma como é, com os seus pontos positivos e negativos?
Terá de trabalhar na esfera dos relacionamentos até não existirem pensamentos negativos por ninguém. Tome atenção a quem e ao que o irrita. Preste atenção aos seus diálogos, às suas críticas em relação aos outros. Pergunte-se até que ponto é que essa pessoa ou situação não está a espelhar aspetos da sua própria personalidade que não consegue aceitar. Até que ponto não faz ou fez no passado aquilo que critica nos outros?

Quando não existirem ressentimentos, ódios e invejas no seu interior irá perceber que não existem razões para temer pessoas negativas. Quando se aceitar da forma como é, com o seu lado bom e mau, deixará automaticamente de ligar importância às pessoas que agora o incomodam. Em vez de irritação poderá sentir tolerância e compaixão.

Quando conseguir atingir esse estágio de aceitação de si e dos outros, começará a ser possível irradiar boas energias. Como? Enviando pensamentos de amor e compaixão na direção das pessoas que parecem trazer consigo o mau tempo. Sejam quais forem os pensamentos que essas pessoas estejam a alimentar, o mais importante é não se deixar contagiar pela sua negatividade. O facto de alguém estar mal disposto não implica que você fique mal disposto. O facto de alguém não gostar de si não implica que seja obrigado a não gostar dessa pessoa. E assim sucessivamente. Não se deixe nunca arrastar para a frequência da negatividade.

Quando alguém for desagradável para si, responda sendo agradável. Se alguém lhe levantar a voz, mantenha o seu tom de voz. É verdade que negatividade gera negatividade mas também é verdade que positividade gera positividade. Alguém tem de dar o primeiro passo. Seja pioneiro e dê esse primeiro passo. Os outros vão achar que é um frouxo? Penso que vão achar que é alguém especial e que o vão respeitar mais a partir desse momento.

Se tiver de lidar com alguém absolutamente detestável, tente o seguinte:

  • Pense que está em processo de autoconhecimento e que essa pessoa obviamente não está. Isso, só por si, mudará o seu padrão energético;
  • Inspire e expire várias vezes e prolongadamente;
  • Ao inspirar lembre-se de coisas boas e amorosas. Ao expirar, direcione esses pensamentos para a pessoa em questão.

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Licença Creative Commons
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sábado, 7 de janeiro de 2012

Uma lenda chinesa

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da mãe dele. Depois de algum tempo, começou a ver que não se entendia com a sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin irritava-se com os hábitos e costumes da senhora, que criticava cada vez com mais insistência.


Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto da vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, era forçoso que a nora estivesse sempre ao serviço da sogra, obedecendo-lhe em tudo.

Não conseguindo suportar por mais tempo a ideia de viver com a sogra, Lin tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai. Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás cuidadosamente tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas, esmera-te e ajuda-a a resolver os seus problemas”.

Lin respondeu: “Obrigada, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”. E regressou a casa, entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.

Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang. Para evitar suspeitas, controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e nunca se aborrecia. Durantes esses meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava agora amável e mais fácil de tratar. Ambas se tinham começado a tratar como mãe e filha.

Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher afável. Já gosto dela como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe tenho vindo a dar”.”

O Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei não são veneno mas simples vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo Amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.

Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. Assim, tente criar empatia com os outros, compreender as suas atitudes, ser tolerante. Não espere resultados imediatos, seja paciente. Faça o seu melhor para cultivar a paz ao seu redor. Se isso é fácil? Não. Se resulta sempre bem com todas as pessoas? Claro que não mas, de uma forma ou de outra, colherá sempre benefícios. Mais não seja a consciência plena que se esforçou e deu o melhor de si próprio.


Adaptado de texto de autor desconhecido

domingo, 1 de janeiro de 2012

Bondade gera bondade

Um mundo melhor necessita de bondade e amor. É certo que sozinhos não podemos mudar o mundo mas podemos sempre dar o nosso pequeno contributo. Porque não começar o ano oferecendo alguma coisa aos outros? Não me estou a referir a coisas que custam dinheiro. Pode ser um sorriso, uma palavra gentil, alguns minutos do nosso tempo para ajudar quem necessita. O importante é não esperarmos pelos outros para reagirmos da mesma forma. Darmos nós o primeiro passo, sem esperar nada em troca. O Boomerang é inevitável.