domingo, 30 de outubro de 2011

O que o distancia dos seus sonhos?


Pode acontecer que saiba claramente quais são as coisas que mais deseja na vida mas que, pelas mais variadas circunstâncias, esteja muito longe de as conseguir obter. Se assim for, importa saber quais os motivos para esse distanciamento.

Assegure-se da possibilidade de se estar a focalizar nas coisas que não deseja ou nas razões pelas quais não pode obter determinada coisa. Quando nos focalizamos naquilo que não desejamos, estamos a reforçar a continuidade desse estado de coisas e a afastar-nos daquilo que na realidade pretendemos. Assim, a solução estará em focalizar-se naquilo que quer e no que pode fazer para obter o que quer.

A função da mente é a de pensar mas quem escolhe o que pensamos somos nós. O seu futuro depende da soma dos seus pensamentos de hoje, por isso escolha pensamentos que o motivem e impulsionem no caminho que precisa seguir para ser bem-sucedido. Não alimente notícias negativas dos órgãos de comunicação social, intrigas ou conversas fúteis. Focalize-se em melhorar como ser humano, em suplantar-se, em dar o melhor de si próprio, em fazer a diferença.

Poderá também acreditar que não conseguirá nunca obter o que pretende, ou porque não se acha merecedor ou porque não se acha capaz. Em qualquer um destes casos, estará a ser o seu maior inimigo e a impedir-se a si próprio de obter o que deseja. Procure formas de reverter estas crenças negativas. Trabalhe a sua autoestima, cure o seu passado se for caso disso. É preciso que acredite em si próprio e nas suas capacidades.

Por outro lado, o problema poderá simplesmente residir no facto de não estar a tomar ações específicas para criar a vida dos seus sonhos. Aquilo que quer está lá, num futuro longínquo, e você protela infinitamente o momento de decidir o quer fazer para se aproximar desse futuro. Diz sempre para consigo próprio: “Amanhã vai aparecer uma forma, as coisas vão mudar”. Mas o amanhã será sempre igual ao dia de hoje, se você não tomar nenhuma ação nesse sentido.

É preciso que tome a decisão de procurar alternativas que o conduzam à mudança que pretende. Procure seguir os seguintes passos:

  • Pense em todas as alternativas possíveis para conseguir obter o que quer;
  • Veja com atenção quais os prós e os contras de cada alternativa;
  • Escolha a alternativa mais prazerosa e fácil de seguir.

Decida-se a tomar as ações necessárias e caminhe em frente, focalizando-se nas suas metas. Independentemente de qual seja a razão que o mantém distanciado do que deseja, tudo pode ser superado. Basta que tome consciência que o futuro está nas suas mãos e que se disponha a tomar os passos necessários.


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domingo, 23 de outubro de 2011

Despertando o mundo

Referindo-se ao mundo: (...) Ele tem estado sempre adormecido. Somente uns poucos indivíduos em toda a história do homem têm estado despertos. Seus nomes podem ser contados nos dez dedos, não mais que isso. E isto foi natural: o homem evoluiu dos animais.

Os animais estão em um sono profundo, eles não sabem que eles são. Este é o significado de sono - se é, mas não se está consciente de que se é. Nenhum animal está consciente de si mesmo.

E eu concordo com Charles Darwin, em bases diferentes... Suas bases são ordinárias, mundanas; podem ser criticadas, têm sido criticadas. De facto, ele não é mais um cientista aceite quanto à evolução da humanidade. A maioria dos cientistas tem desertado dele. Mas eu estou no seu apoio em uma base totalmente diferente.

A minha base é: olhando para o sono do homem - esta é a única possibilidade: que ele cresceu a partir dos animais - macacos, chimpanzés. Seja o que for, seja quem for, estava lá no começo. O sono do homem prova isso.

E somente raramente, uma vez ou outra - um Gautama Buda, um Bodidarma, um Sócrates - uma vez ou outra tem existido um homem que tem a coragem de sair do sono. É preciso tremenda coragem para sair do sono, porque nós temos investido muito no sono. É como um homem que está sonhando que está vivendo em um palácio dourado - com um grande reino, com todo o luxo - e você tenta acordá-lo.

Ele é somente um mendigo na rua. Somente mendigos sonham ser imperadores. Imperadores nunca sonham ser imperadores, isso seria simplesmente ilógico. O mendigo tem tanto investimento no seu sono e sonho, que ele irá resistir de todas as maneiras possíveis, para não ser acordado. Ele ficará irritado. Ele se oporá a você. "Quem é você para interferir na minha vida? Não pode você ao menos tolerar um homem que está tendo um lindo sonho?"

E mesmo se forçá-lo a despertar ele irá cair no sono novamente, porque acordado ele é somente um mendigo, adormecido ele torna-se um imperador. O investimento em sono psicológico é tremendo.

É por isso que todas essas pessoas - Gautama Buda, Bodidarma, Chuang Tzu, Plotinus, Heraclitus - todos eles falharam. Eles fizeram o seu melhor. Eles lutaram contra o sono do homem, mas, ainda, o homem está adormecido, e o que quer que ele faça prova que ele está adormecido.

Estas duas Guerras Mundiais provam que ele está adormecido. A vindoura Terceira Guerra Mundial pode ser evitada somente se nós pudermos despertar pessoas suficientes. Então estas pessoas tornam-se contagiantes e seguem despertando outras pessoas em uma corrente e isso tem que ser feito bem rápido, porque não há muito tempo.

De outra forma, as pessoas adormecidas irão destruir esta terra, esta vida. Os políticos estão adormecidos. Nenhuma pessoa desperta pode tornar-se um político pela simples razão de que ela não pode mentir, ela não pode lhe fazer promessas que ela sabe que nunca poderão ser cumpridas. Nenhuma pessoa desperta será um político, porque ela não tem nenhum desejo para preencher seu ego. Não há mais ego.

O ego existe como um eu substituto no sono. No momento em que você está desperto o ego não tem mais função, é desnecessário. Você está lá, agora você não precisa dele. E o homem que conhece a si mesmo não tem complexo de inferioridade.

A não ser que você esteja sofrendo de algum complexo de inferioridade, você não se envolverá em qualquer tipo de liderança - política, religiosa, social. Você não tem a base. O complexo de inferioridade é a causa de todos se tornarem ambiciosos, porque se eles não se tornarem alguém no mundo, então, aos seus próprios olhos, eles terão fracassado.

Eles querem provar-se, provar que "nós estamos aqui!", que "nós temos estado aqui!". Eles querem ter gravados seus nomes na História - embora saibam que mesmo os grandes nomes da História pouco a pouco vão deslizando da proeminência; tornam-se notas de rodapé, movem-se para o apêndice e porta afora(...).


Osho, in "O Último Testamento"

sábado, 8 de outubro de 2011

A importância de estar no lugar certo


Independentemente dos objectivos que possamos ter em mente, existem alguns factores que nos poderão ajudar a alcançá-los. Um deles é certamente saber colocar-se no lugar certo.


Da mesma forma que não se consegue pescar um peixe se não se estiver perto do mar ou do rio, muito naturalmente não se conseguirá realizar determinado objectivo se não se estiver no lugar certo. E o que é o lugar certo? O lugar certo é todo aquele que pode oferecer-nos oportunidades para realizar aquilo que queremos.

Imaginemos que o Pedro tinha como objectivo ser cantor. Será razoável afirmar que não lhe bastaria ter talento e ficar em casa a cantar em frente ao espelho, imaginando estar a cantar para um vasto público. A não ser que no seu prédio morasse alguém relacionado com o mundo da música que apreciasse os seus dotes vocais e se dispusesse a promove-lo, o melhor seria procurar por oportunidades. Obviamente, a par do talento natural, seria imprescindível muito treino e dedicação, efetuar exercícios para fortalecer o diafragma, procurar ter conhecimento dos seus limites vocais, entre muitos outros requisitos. Mas, para que oportunidades de evolução musical pudessem ocorrer, seria sem dúvida importante colocar-se no local certo. O local certo para o Pedro poderia passar por frequentar uma escola de música, inscrever-se no coro da escola ou de uma igreja, procurar por eventos de promoção vocais. Todos os locais em que pudesse expressar e cultivar o seu talento seriam os locais certos para o Pedro.

Não acredite que para se alcançar qualquer coisa na vida é necessário ter sorte. A verdade é que na maior parte das vezes nós somos os causadores da nossa sorte ou da ausência dela. Não podemos ficar deitados à espera que as oportunidades venham ter connosco. É fundamental que nos disponhamos a lutar pelo que queremos e que procuremos a maior proximidade possível às oportunidades que necessitamos.

Algumas questões que poderá querer colocar-se:

  • Está no lugar certo, no lugar que lhe pode oferecer oportunidades de realizar o que pretende?
  • O que tem feito ou pode fazer para se colocar numa posição capaz de lhe trazer “a sorte” que merece?
  • Existe algum conhecimento que possa adquirir ou competência que possa desenvolver que o capacite a promover as oportunidades que necessita?
Não se esqueça que nada se faz sem esforço. Quando estiver no lugar certo, continue a trabalhar para se tornar cada vez melhor. Faça-se rodear de companhias que o possam motivar a seguir em frente, tenha a humildade de perceber o muito que tem e terá sempre a aprender. As oportunidades acabarão por surgir com o tempo e, quando assim for, não se dê ao luxo de as desperdiçar.



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sábado, 1 de outubro de 2011

Acerca da alma


Algumas perguntas que poderão fazer



A alma é sólida, como o ferro?

Ou é macia e frágil, como

As asas de uma traça no bico de um mocho?

Quem a tem e quem a não tem?

Olho sempre à minha volta.

O rosto do alce é tão triste

Como o rosto de Jesus.

O cisne abre lentamente as suas asas brancas.

No Outono, o urso negro leva folhas para a escuridão.

Uma questão leva a outra.

Terá ela uma forma? Como um icebergue?

Como os olhos de um colibri?

Terá ela um pulmão, como a serpente e a vieira?

Porque serei eu a tê-la e não o papa-formigas

Que ama os seus filhos?

Porque serei eu a tê-la e não o camelo?

E, pensando bem, porque não os carvalhos?

Porque não os íris azuis?

E todos os pequenos calhaus, solitários ao luar?

E as rosas e os limões e as suas folhas brilhantes?

E a relva?



Autor: Mark Oliver