domingo, 28 de agosto de 2011

Dolphin Companion

Medwyn Goodall, com a música Dolphin Companion. Para relaxar ao som da música e também das imagens de golfinhos.



sábado, 20 de agosto de 2011

Acerca do Prazer e da Dor

Recordo-me de, quando estava em Oxford, dizer a um dos meus amigos, enquanto caminhávamos nos estreitos passeios pejados de pássaros em redor de Magdalen, numa manhã do ano em que acabei o curso, que desejava provar o fruto de todas as árvores do jardim do mundo e que partia para o mundo com essa paixão na alma. E, de facto, assim parti e assim vivi. O meu único erro foi o de ter-me confinado exclusivamente às árvores daquele que me parecia ser o lado mais soalheiro do jardim e ter evitado o outro lado devido à sua sombra e à sua melancolia. Fracasso, desgraça, pobreza, mágoa, desespero, sofrimento, e mesmo lágrimas, as palavras entrecortadas que provêm dos lábios em tormento, o remorso que nos faz caminhar sobre espinhos, a consciência que condena, a auto-humilhação que castiga, a miséria que deita cinzas na sua cabeça, a angústia que elege o burel como indumentária e na sua própria bebida deita fel – tudo isto eram coisas que eu temia. E, embora tivesse decidido não as vir a conhecer, fui por meu turno, forçado a prová-las uma a uma, a alimentar-me delas e a não ter, durante um certo período, nenhum outro alimento.

Não lamento nem por um instante ter vivido para o prazer. Fi-lo plenamente, como se deve fazer tudo aquilo que fazemos. Não houve prazer que eu não tivesse experimentado. Lancei a pérola da minha alma para uma taça de vinho. Desci o caminho do prazer ao som das flautas. Vivi de mel. Mas ter continuado a mesma vida teria sido errado, porque teria sido limitativo. Tinha de seguir o meu caminho. A outra metada do jardim reservava-me também os seus segredos.

Oscar Wilde, in De Profundis


domingo, 14 de agosto de 2011

Precisa de uma mudança na sua vida?


Se bem que aparentemente possa estar acomodado na vida, a verdade é que a maioria de nós aspira a algo mais profundo e significativo. Muitas pessoas têm tudo o que seria expectável para ser feliz e, contudo, sentem que lhes falta alguma coisa que não conseguem identificar.

Uma carreira profissional bem remunerada, uma casa, um casamento e família, não são por si só sinónimo de felicidade. Apesar de termos sido educados para procurarmos ser bem-sucedidos materialmente, a verdade é que a nossa felicidade está intimamente ligada à nossa harmonia interior.

Nem sempre é fácil obter a percepção quanto à necessidade de efectuar uma mudança. E muitas pessoas dizem-me já ser velhas para efectuar uma mudança de vida que traga significado. Eu acredito que estamos sempre a tempo de aprender e de mudar, se for essa a nossa intenção, independentemente da idade que tenhamos. O mais difícil é saber em concreto o que é necessário mudar.

Para ajudar nessa definição, sugiro que pegue num papel e tente responder às questões abaixo.


  • Sinto-me confortável com o que estou a fazer actualmente? Estou realizado em que medida? E em que medida não o estou? 
  • Estou contente com o que consegui realizar até hoje?
  • Fiz o suficiente por mim próprio? 
  • Qual o máximo a que poderei aspirar na vida? Tenho potencial para o conseguir?
  • O que quero realmente? O que me motiva?

Desenvolvimento pessoal não se trata unicamente de empreender uma mudança física ou psicológica, seja ela qual for. É antes de mais uma tomada de consciência profunda que nos impele a evoluir e dar o máximo de nós próprios.

Lembre-se que poderá vir a ser tudo a que se venha a propor. Caso tome consciência que é necessária uma mudança para que a sua vida tenha significado, disponha-se a clarificar e a tomar as acções necessárias para levar a cabo essa mudança.



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sábado, 6 de agosto de 2011

Validation

Validation é uma curta-metragem que serve para ilustrar o poder de um sorriso e de um elogio sentido. No fundo, quer estejamos disso conscientes ou não, todos nós procuramos agradar e ser reconhecidos.
Podemos com toda a certeza ter uma abordagem mais positiva do mundo se procurarmos ver o melhor que existe nos outros, ao invés de nos focalizarmos nos seus defeitos.