sábado, 26 de fevereiro de 2011

Utilizar as Questões correctas

Pode ter a certeza que sempre que colocamos uma questão a nós próprios, mais tarde ou mais cedo obtemos uma resposta. O desafio reside sem dúvida em saber utilizar as questões correctas, aquelas cujas respostas nos motivam e nos colocam na rota daquilo que mais desejamos.

Seguidamente indicam-se algumas questões que pode usar para reflectir e se manter focalizado no sucesso. Como sugestão, poderá escolher até seis questões. Se preferir, pode optar por trabalhar uma única questão por dia ou mesmo por semana. Anote essa questão ou questões numa folha de papel e coloque o papel num sítio estratégico ou em vários sítios estratégicos. Pode ser num local vísivel da sua secretária, no computador, no espelho da casa de banho, no painel do automóvel, na mesa onde costuma tomar o pequeno-almoço, em suma num local que desperte a sua atenção. Rapidamente irá aperceber-se que memorizou essas questões e vai começar a usá-las para filtrar o que realmente é mais importante para si.


Questões para reflexão:

  • Quais as coisas mais importantes que necessito fazer hoje?
    (Seja o que for, faça-o em primeiro lugar. As tarefas que se guardam para mais tarde correm o risco de acabar por não ser realizadas).
  • Estou a usar o meu tempo da forma mais correcta neste preciso momento?
  • O que é que posso retirar da minha lista, delegando ou simplesmente eliminando por não ser tão importante assim?
  • Como posso eliminar as distracções que vão inevitavelmente ocorrer durante o dia?
    (Seguem-se alguns exemplos: Precisa mesmo abrir todos os e-mails que chegam ao seu computador? Precisa mesmo digerir toda a informação com que é constantemente bombardeado? Precisa mesmo fazer e receber todas as chamadas telefónicas que acabam por tomar parte significativa do seu tempo? Precisa mesmo de pausas tão longas para tomar café?)
  • O que é mais importante na vida para mim neste preciso momento?
  • Se o mundo fosse terminar no espaço de um ano, o que estaria eu a fazer agora?
  • Quais são os meus três principais objectivos?
  • O que posso fazer hoje que me aproxime da realização desses objectivos?
  • Qual é a pessoa com quem posso aprender alguma coisa inspiradora durante o dia de hoje?
  • Qual é a pessoa a quem devo estar grato?
    (Agradecer a alguém por nos ter transmitido alguma coisa valiosa faz-nos sentir bem connosco próprios e motiva a outra pessoa a continuar a mesma linha de acção).
  • Que coisas tenho na vida das quais estou grato?
  • Quem precisa do meu amor e dedicação durante o dia de hoje?
  • Como posso ajudar alguém hoje?
  • Como posso tornar o dia de hoje valioso para mim e para os outros?
  • Que rotinas benéficas podem ser iniciadas hoje?
  • E que maus hábitos podem ser erradicados desde já?
  • O que tenho andado a evitar que possa fazer hoje?
  • O que posso fazer para diminuir ou mesmo acabar com o stress do meu dia?
  • O que posso fazer para ser uma melhor pessoa?
  • O que posso fazer para transformar energia negativa em energia positiva?
  • Como posso escolher ser feliz a partir deste preciso momento?

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Artigo publicado em http://www.webartigos.com/ em 19/10/2009

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Acerca da Dor

«... Os seres humanos vivem nas garras da dor há eternidades, desde que caíram do estado de graça entraram no reino do tempo e da mente e perderam o conhecimento do Ser. Nessa altura, começaram a ter a percepção de si próprios como fragmentos sem sentido num universo estranho, desligados da Fonte e uns dos outros.

A dor é inevitável enquanto você se identificar com a sua mente, ou seja, enquanto estiver inconsciente, espiritualmente falando. Refiro-me aqui basicamente à dor emocional, a qual é também causa principal das dores e das doenças físicas. Ressentimento, ódio, autocomiseração, remorso, ira, depressão, inveja e coisas semelhantes, e até mesmo a mais pequena irritação, são formas de dor. E todos os prazeres ou todos os pontos altos emocionais contêm dentro de si a semente da dor: o seu oposto inseparável que se manifestará a seu tempo.

Qualquer pessoa que já se tenha drogado para ficar “bem” sabe que o bem acaba por se tornar mal, que o prazer se transforma numa certa forma de dor. Muitas pessoas também sabem, por experiência própria, quão fácil e rapidamente uma relação íntima se pode transformar, de uma fonte de prazer, numa fonte de dor. Vistas de uma perspectiva mais ampla, ambas as polaridades, positiva e negativa, são faces da mesma moeda, fazem parte da dor subjacente que é inseparável do estado egoico de consciência identificada com a mente.

A sua dor tem dois níveis: a dor que você cria no presente e a dor que vem do passado e que ainda continua a viver na sua mente e no seu corpo…»


Tolle, Eckhart. In O Poder do Agora

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Como Perder o Medo de Arriscar

Muitas pessoas queixam-se que não conseguem atingir os seus objectivos. Analisando as razões desse insucesso, verifica-se que este se deve a maior parte das vezes ao medo de arriscar e fracassar. O medo instala-se e acaba por paralisar a tomada das acções necessárias à realização do objectivo. Sabe o que é mais caricato na maior parte das situações? É que esse medo acaba por se revelar completamente infundado e mesmo gerador de bloqueio de oportunidades que poderiam ter contribuído para melhorar as suas condições de vida.


A mente é dotada de mecanismos próprios que visam a nossa defesa e são accionados perante situações em que somos confrontados com o novo ou o desconhecido. Como não possui informação suficiente que lhe forneça confiança e segurança, a mente imediatamente se focaliza em aspectos que podem correr mal. Assim, o medo surge como uma resposta automática que mais tarde ou mais cedo teremos de enfrentar.

Saiba que todos aqueles que são bem-sucedidos têm uma coisa em comum: a capacidade de controlar o medo, de saber ponderar riscos e tomar decisões.

Se se apercebe que recusa frequentemente oportunidades pelo simples facto de temer consequências negativas, faça a si próprio as seguintes perguntas:

  • Quais foram as ocasiões em que aceitei um desafio e me dei mal?
  • Quais foram as situações em que aceitei um desafio e me dei bem?
Pegue numa folha de papel e faça uma lista com as respostas. Tente lembrar-se do maior número possível de situações que lhe tenham acontecido. O mais provável é que acabe por se dar conta que na maior parte das vezes em que optou por arriscar, as coisas correram bem e até teve benefícios.

Não deveria estar constantemente à defesa, temendo tudo o que possa correr mal. O risco faz parte da mudança. Sem risco não se pode usufruir de novas oportunidades. E como se consegue superar o medo e a ansiedade? Comece por tomar consciência dos seus pensamentos e crenças limitadoras. Pensamentos como “E se isto der para o torto? O que pensarão os outros disto?” conduzem a uma espiral de outros pensamentos derrotistas que o levarão a sentir-se encurralado. O resultado poderá traduzir-se em ansiedade, medo e mesmo pânico que o levará à desistência.

Em vez de se focalizar nos possíveis aspectos negativos, pense em todas as coisas boas que poderão advir das novas situações. Procure focalizar-se naquilo que pretende, nas suas mais elevadas aspirações. Pense como gostaria que as coisas se processassem e que passos precisam ser seguidos para alcançar o que pretende. Traga pensamentos de sucesso e realização à sua mente. Imagine como se sentiria se estivesse a viver conforme idealiza. Sinta calmamente todas essas emoções boas.

É importante que faça uso de afirmações positivas. Repita para si próprio diariamente que consegue e vai atingir os seus objectivos. Com a repetição, o seu subconsciente irá acabar por aceitar esses novos pensamentos e ultrapassar as sensações de medo e ansiedade. Assim que se dê conta que a mente se desvia para os pensamentos negativos, não os reprima mas substitua-os de imediato por pensamentos positivos. Tome consciência da importância dos seus objectivos, de como seria a sua vida se os alcançasse.

Comece por desafios pequenos e, à medida que os vai superando, aumente o grau de dificuldade. Lembre-se que a acção pode não trazer sempre felicidade mas não existe felicidade sem acção. Aos poucos irá ganhando a auto-confiança necessária para fazer com que o que anteriormente lhe parecia impossível se torne afinal em realidade.


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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Medicine woman

Uma pausa tranquila com Medwyn Goodall. O tema é Medicine Woman, do álbum com o mesmo nome. Video retirado do youtube, da autoria de hunbullstar.
Bom Domingo!