sábado, 4 de dezembro de 2010

Acerca da Falta de Tempo



Não o censuro se pertencer ao grupo de pessoas que constantemente usa o argumento que não tem tempo para fazer determinadas coisas, por vezes importantes para si próprio e para a comunidade. Eu própria, até bem há pouco tempo, não tinha consciência que o fazia por sistema. Não ter tempo é exactamente como não ter dinheiro – se assumirmos na nossa mente que estão em carência, isso passará a ser uma verdade absoluta. Quanto mais corrermos contra o tempo, mais ele fugirá de nós. Mais compromissos aparecerão, mais problemas para resolver. A mente estará tão ocupada, veloz e ansiosa, que o exterior acompanhará esse estado.


O que me fez parar para pensar neste assunto foi uma citação que me veio parar às mãos por coincidência (atenção às coincidências) a partir de “Life’s Little Instruction Book”, compilado por H. Jackson Brown, Jr. e que dizia assim: «Não diga que não tem tempo suficiente. Dispõe exactamente do mesmo número de horas por dia que foram concedidos a Helen Keller, Pasteur, Miguel Ângelo, Madre Teresa, Leonardo da Vinci, Thomas Jefferson e Albert Einstein.”

Na verdade, todos vivemos segundo as mesmas leis físicas. Todos temos as mesmas 24 horas por dia, mas cada um de nós é dono de escolher a melhor forma de dispor desse tempo. O que nos diferencia uns dos outros é pois a forma como usamos o nosso tempo.

Se nunca pensou acerca deste assunto, sugiro que proceda à seguinte reflexão:

  • É possível que esteja a ocupar o meu tempo com tarefas que não me realizam?
  • Estarei a negligenciar algo de importante quando estou mergulhado(a) na voracidade das tarefas diárias que se impõem?
  • Quais são os meus desperdiçadores de tempo? Que tarefas podem ser simplificadas ou até mesmo dispensadas?

Após ter procedido a essa reflexão, prepare-se para fazer uma lista onde identificará os seus desejos mais profundos e tudo o que deseja realizar ao longo da sua vida. É preciso que tome consciência daquilo que é de facto importante para si e para a sua felicidade. Ao estarmos mergulhados numa multiplicidade de tarefas e em constante corrida contra o tempo, frequentemente nos esquecemos do que de facto é primordial para nós.

De seguida disponha-se a seguir um plano que lhe permita concretizar as suas prioridades. Disponha-se diariamente a usar o máximo de tempo que lhe for possível para lutar pelos seus sonhos e ideais. Liberte-se de todos os desperdiçadores de tempo que conseguir identificar. Amealhe o tempo como se este fosse dinheiro: dez minutos aqui, vinte minutos acolá, ao final do dia são o tempo necessário para fazer o que verdadeiramente dá significado à sua vida.

É importante que diga: “não faço determinada coisa pois não quero usar o meu tempo nisso”, em vez de “não faço determinada coisa porque não tenho tempo”. Consegue perceber a diferença? No primeiro caso, estará a assumir responsabilidade pelo uso do seu tempo, enquanto no segundo caso transmite uma ideia de desânimo e carência. Deste modo, de escravo do tempo, passará a um estado de poder e autoridade.

É possível que os outros à sua volta estranhem essa mudança de atitude. Afinal, estará a dizer-lhes que o que é importante para essas pessoas não é de todo importante para si. Contudo, estará a ser honesto e a assumir o controlo do seu próprio tempo. Muito em breve estará a colher bons frutos dessa mudança de comportamento. A sua felicidade e paz de espírito agradecem. Não se esqueça que o tempo é o bem mais importante que possuímos.


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