sábado, 27 de novembro de 2010

Características das Pessoas de Valor



Todos nós gostaríamos de ter valor e de ser reconhecidos como tal. Porém, possuir a fibra necessária para fazer a diferença num mundo que preza sobretudo os bens materiais não é tarefa fácil. É preciso ter a noção que ter valor não significa ostentar valores exteriores a si próprio mas sim reflectir genuinamente o valor da sua própria essência.

O que podemos fazer para cultivar esse valor? Talvez seja uma boa ajuda ver a questão por outro prisma e começar por identificar algumas das características que todas as pessoas de valor têm em comum.

Ser Honesto
Parece óbvio. Viver a vida com honestidade e segundo valores morais confere por si só autoridade e poder. Não ter nada a esconder à sociedade, andar com a cabeça erguida. Não se deixar corromper e viver segundo as suas possibilidades. Não pretender ser quem não se é, criando máscaras. Ser autêntico e genuíno. Não mentir nem enganar o seu semelhante nem se enganar a si próprio. Geralmente, quando se criam fantasias para iludir os outros, não é raro que as pessoas acabem por se iludir a si próprias tomando como reais as suas próprias fantasias.

Ser Compassivo e Bondoso
Oferecer ajuda aos outros. Na vida agitada que levamos, em constante correria, acontece frequentemente passarmos ao lado das necessidades básicas dos outros. A indiferença perante os problemas alheios não nos dignifica. As pessoas de valor são possuidoras de sensibilidade, bondade e compaixão. Estão dispostas a sacrifícios pessoais em prole do bem dos outros.

Não lhe estou a pedir para se transformar na Madre Teresa de Calcutá. Não é preciso tanto. Um sorriso, uma palavra de apreciação às pessoas que lhe estão próximas, prestar pequenas ajudas sem que lhe seja pedido – eis formas simples de dar início a uma mudança de comportamento com o objectivo de se tornar mais receptivo aos outros.

Saber Pedir Desculpas aos Outros
Há quem não seja capaz de pedir desculpas por pensar que isso seja um sinal de fraqueza. Puro engano. Adoptar a clássica frase “Eu nunca me engano” conduz-nos a um beco sem saída pelo simples facto de tal ser humanamente impossível. Todos nos enganamos e erramos de vez em quando, pelo simples facto de não sermos máquinas. Aprender a ser humilde, reconhecer as suas falhas e tomar acções para as corrigir é uma característica das pessoas de valor. Saber pedir desculpa aos outros revela força de carácter. É positivo termos a capacidade de reconhecer que estamos em permanente aprendizagem até ao fim dos nossos dias.

Ter as suas Próprias Opiniões
Isto significa não se deixar influenciar pelas opiniões dos outros à sua volta, dos órgãos de comunicação social ou de publicidade, mesmo que provenientes de figuras reputadas. O lema será ouvir de várias fontes, pesquisar, cruzar informação e saber formular as suas próprias opiniões. Para isso é necessário procurar conhecimento e também saber escutar o seu próprio interior. Viver de acordo com os seus ideais e não segundo os padrões da sociedade. E depois saber defender as suas opiniões, mesmo que todos à volta pensem de uma maneira diferente. Essa é a parte mais difícil. Mas vale a pena dispor-se a arriscar. Pode até ser que algumas das suas opiniões estejam erradas e os outros lhe consigam demonstrar esse facto mas estará assim a criar o hábito saudável de se responsabilizar pela sua vida e de participar activamente na sociedade.

Demonstrar Gratidão
Reconhecer e estar grato por todas as coisas boas que se tem na vida é uma virtude. Da mesma forma, partilhar os méritos com os outros e agradecer em público pela sua contribuição, por mais pequena que esta tenha sido, caracteriza de facto as pessoas realmente de valor. Há sempre alguém a quem estar grato por aquilo que se é ou por aquilo que se atinge na vida – estou-me a lembrar de colegas de trabalho, de subordinados, de clientes, de professores, de autores, de amigos, de familiares. Da próxima vez que esteja debaixo de um holofote não se esqueça: partilhe os méritos com alguém. Demonstre publicamente a sua gratidão. Nada é obtido sem ajuda, sem exemplos ou referências.

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domingo, 21 de novembro de 2010

Laura's Hill

Conseguir aliar música com gravuras artísticas é magnífico. É o que acontece com este belo vídeo retirado do youtube, publicado por 2reapers. A música é de Gary Stadler, a faixa Laura's Hill, do Album Fairy Nightsongs. As gravuras são da autoria de Gilbert Williams e não podiam casar melhor com a música em questão. O resultado: um encanto para os olhos, os ouvidos e a alma. Tenham um bom Domingo!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Águia Dourada


Um homem encontrou um ovo de águia e colocou-o debaixo da galinha que chocava os seus ovos no quintal.

Nasceu uma aguiazinha com os pintos e com eles crescia normalmente.

Durante todo o tempo a águia fazia o mesmo que faziam os pintinhos, convencida de que era igual a eles. Ciscava, ia ao chão em busca de insectos e pipilava como fazem os pintos, e como eles, também batia as asas conseguindo voar um metro ou dois porque, afinal de contas, é só isso que um frango pode voar, não é verdade?

Passaram anos e a águia ficou velha...

Certo dia, ela viu, riscando o espaço, num céu azul, uma ave majestosa, planando, no infinito, graciosa, levada docemente pelo vento, sem nem sequer bater a asa dourada.

A águia do chão olhou-a com respeito e logo perguntou ao seu amigo:

"Que tipo de ave é aquela que lá vai"?

"É uma águia! É rainha", diz-lhe o amigo. "Mas é bom não olhar muito para ela pois nós somos de raça diferente, simples frangos e nada mais".

Daí por diante a pobre da águia nunca mais pensou nisso, até morrer convencida de ser uma simples galinha.


Autoria de Anthony de Mello


E você, já pensou que pode ser uma águia vivendo uma vida de galinha?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meditação é uma experiência



Você não acredita em Deus? Isso não é um obstáculo à meditação. Não acredita na alma? Isso também não é um obstáculo à meditação. Não acredita em coisa alguma? Isso não é um obstáculo.

Você pode meditar, porque a meditação simplesmente diz como ir para dentro: não importa se ali existe ou não uma alma; se existe ou não um Deus, não importa.

Uma coisa é certa: você existe. Se você existirá ou não depois da morte não importa. Só uma coisa importa: neste exacto momento, você existe.

Quem é você? Entrar em você é meditação — entrar mais fundo em seu próprio ser. Talvez ele seja apenas momentâneo; talvez você não seja eterno; talvez a morte ponha um fim em tudo.

Não impomos nenhuma condição na qual você deva acreditar. Dizemos apenas que você tem de experimentar. Simplesmente tente!

Um dia, acontece: os pensamentos não mais estão presentes. E subitamente, quando os pensamentos desaparecem, o corpo e você estão separados — porque os pensamentos são a ponte. Através deles você se une ao corpo; esse é o elo.

De repente o elo desaparece — você está presente, o corpo está presente, e há um abismo infinito entre os dois. Então, você sabe que o corpo morrerá, mas que você não pode morrer.

Então, isso não é algo como um dogma; não é um credo, é uma experiência — incontestável. Nesse dia, a morte desaparece; nesse dia, a dúvida desaparece, porque, agora, você não tem de estar sempre se defendendo. Ninguém pode destrui-lo, você é indestrutível.

Então surge a confiança, ela transborda. E confiar é estar em êxtase; confiar é estar em Deus; confiar é sentir-se preenchido.

Por isso não digo para cultivar a confiança. Digo para experimentar a meditação.

Osho, in "O que é Meditação?"