sábado, 2 de outubro de 2010

Em busca da Felicidade


É universal o desejo de felicidade. De facto, penso que não haverá ninguém ao cima da terra que não deseje ser feliz. O que nos diferencia é o conceito de felicidade em si. Ou seja, o que para uns representa a felicidade, para outros pode não representar de todo. A felicidade pode estar associada ao que se faz com o tempo que dispomos, ao que possuímos materialmente e também ao que somos na nossa essência.

Infelizmente, a felicidade não se aprende na escola. Lá, são-nos facultadas ferramentas para nos orientarmos na vida, para sermos alguém, como se costuma dizer. Somos encaminhados para uma profissão e para sermos bem sucedidos ao desempenhar as funções requeridas. Apesar da utilidade inquestionável do ensino tradicional, o facto é que não nos ensina a ser felizes. Quantas pessoas não vão todos os dias para o seu local de trabalho simplesmente porque precisam ganhar a subsistência? Quantas pessoas não decidiram enveredar por determinado curso ou profissão simplesmente porque os professores, os parentes ou os amigos lhes garantiram que teriam saídas profissionais? Quantas pessoas não colocaram os seus sonhos e talentos de lado porque lhes foi dito que seguir esses sonhos não levava a lado nenhum? Onde ficou esquecida a felicidade e realização?

Não há nada de errado em desejar ser feliz. Procurar a felicidade não é um acto egocêntrico que possa merecer repreensão. É um acto normal e perfeitamente legítimo. O erro reside somente se colocarmos a responsabilidade pela nossa felicidade nas mãos de outrem. Muitas pessoas partem da premissa errada que os outros (os conjugues ou os pais, por exemplo) deveriam fazê-los felizes. Devo dizer-lhe que a sua felicidade é unicamente problema seu e de mais ninguém. Ninguém é responsável pela sua visão do mundo nem pelas suas escolhas de vida. Não vale a pena argumentar que se está a sacrificar pelos seus pais ou pelos seus filhos, ou por quem quer que seja. Em última análise, partindo do princípio que é adulto e se encontra na posse de todas as suas faculdades, as escolhas são sempre suas.

Por outro lado e ao contrário daquilo que a publicidade nos quer fazer acreditar, a felicidade não se compra. O último modelo de automóvel a ser comercializado não garantirá a nossa felicidade. Os telemóveis de última geração, os cosméticos de marca, a roupa cara, o gel de banho de aroma tropical, e todos os artigos que possam engenhosamente publicitar em campanhas televisivas, por si só não garantirão a nossa felicidade. A felicidade não nasce no exterior, das circunstâncias que nos rodeiam, por mais que nos possa parecer que assim seja. A felicidade vem sempre do nosso interior, da nossa capacidade de apreender o mundo e da atitude que assumimos perante o que nos rodeia. Não raro, as pessoas mais felizes são aquelas mais simples e depreendidas.

Qualquer que seja o seu conceito de felicidade, poderá caminhar na sua direcção se atender aos seguintes pontos:

  • É importante cultivar uma visão optimista e assertiva. Lembre-se que falar ou manter-se concentrado em coisas infelizes o fazem afastar-se da felicidade em si. Assim, o inteligente, será abrir espaço para pensamentos de alegria e felicidade.
  • A felicidade aumenta com a partilha, por isso esbanje boa disposição. Ofereça sorrisos e palavras de gentileza aos outros. Partilhe bom humor e cordialidade. Seja portador de alegria e esperança, onde quer que se encontre. Rapidamente estará a receber dos outros o mesmo tratamento. Será meio caminho andado para se poder declarar genuinamente uma pessoa feliz. 
  • Faça por alimentar uma atitude de apreciação e gratidão por tudo o que existe de bom na sua vida. Muitas pessoas não conseguem valorizar as coisas positivas que fazem parte da sua vida. Não é por acaso que uma viagem aos países mais pobres e desfavorecidos, possa funcionar para muitos como uma lição de vida capaz de transformar toda a sua visão do mundo. Temos tanto para valorizar e estar gratos. É só necessário que nos concentremos na positividade, ao invés de nas coisas negativas que nos rodeiam.
  • Nos momentos mais difíceis, faça por se concentrar nas memórias dos bons momentos vividos. Não se trata de viver de ilusões, simplesmente de procurar reservas que permitam caminhar na direcção de novos momentos bons que acabarão por surgir. É preciso atravessar as tempestades da vida, vencer os obstáculos. Nesse contexto, as memórias de felicidade funcionarão como um bálsamo e incentivo para prosseguir caminho.
  • Por último mas talvez o mais importante: Descubra o que o faz feliz. Siga os seus sonhos e lute por os alcançar. Acredite na sua realização, mesmo que toda a gente à sua volta diga o contrário. Trata-se dos seus sonhos, não dos sonhos dos outros, por isso acredite mais em si. Focalize-se sempre em acções que o conduzam a esses sonhos. Passos pequenos, dirigidos ao longo do tempo, levam-no a percorrer distâncias longínquas. Lembre-se que a felicidade se conquista, não é um dado adquirido. Exige muito esforço e trabalho mas oferece recompensas incalculáveis.

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