sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Destino

Durante uma batalha, um general japonês decidiu avançar para o ataque, apesar do seu exército ser mais reduzido do que o do opositor. Ele estava confiante que iriam ganhar. Apesar da sua confiança, os seus homens estavam consumidos pelo receio e pela dúvida. No caminho do campo de batalha, pararam num pequeno santuário. Depois de rezar, o general pegou numa moeda e anunciou: «Vou atirar uma moeda ao ar. Se calhar cara, iremos ganhar. Se calhar coroa, iremos perder. O destino irá desta forma revelar-se perante nós.»

Atirou a moeda ao ar. Todos os olhares seguiram o seu movimento, expectantes, vendo o rodopiar da moeda e, finalmente, a sua queda. Calhou caras. Os soldados ficaram tão confiantes e eufóricos que se precipitaram para o campo de batalha. Atacaram vigorosamente o inimigo e decretaram-se vitoriosos.

Após a batalha, um tenente fez a seguinte observação ao general: «Ninguém consegue alterar o destino!»

«Sem dúvida!», respondeu o general enquanto mostrava ao tenente a moeda que tinha caras em ambos os lados.


Somos nós que fazemos o nosso próprio destino, através dos nossos pensamentos e acções dirigidas. Se acreditarmos ferverosamente que vamos ganhar seja o que for e lutarmos por essa coisa, ganharemos. Da mesma forma, se acreditarmos que vamos perder, perderemos.



Autor desconhecido.
Texto traduzido e adaptado de história publicada em http://www.spiritual-short-stories.com/

sábado, 18 de setembro de 2010

Os jogos dos golfinhos

Não conheço ninguém que não goste de golfinhos. São simpáticos, amigáveis e joviais. Achei espectacular este video em que brincam com bolhas e não resisti a partilhar as imagens. Video retirado do youtube: "Dolphin play bubble rings", de  chiajungchi.

domingo, 12 de setembro de 2010

Criar Rapport consigo próprio


Criar rapport com os interlocutores é essencial numa boa comunicação. Trata-se basicamente de criar empatia com os outros. Acontece quando equipara os seus gestos, comportamentos ou dicções aos da pessoa ou pessoas com quem pretende estabelecer comunicação. Ao estabelecer rapport cria semelhança e então consegue uma maior influência. Torna-se desse modo mais provável que as suas sugestões sejam bem aceites.


Da mesma forma que estabelece rapport com as outras pessoas, pode tentar estabelecer rapport consigo próprio. Para isso, procure ser atencioso consigo e respeitar-se profundamente. Muitas pessoas possuem uma má opinião de si próprias e diminuem-se constantemente perante os outros. Isso deve-se geralmente a uma baixa auto-estima, enraizada a maior parte das vezes na infância. Se se identifica  com este ponto, é necessário que aprenda a aceitar-se e a valorizar-se. Trabalhe a sua auto-estima, focalizando-se nos seus atributos positivos e pontos fortes. Desenvolva as suas competências e adquira outras que não tenha.

O processo de rapport tem início quando se toma atenção à outra pessoa, ao seu modo de representação, à sua postura, à sua tonalidade e maneira de falar. Significa mergulhar no mundo do outro, procurar afinidades e pontos em comum. Passa por apreender aquilo que para ela é importante e expressar compreensão de modo verbal e não verbal. É mais aceitar essa pessoa como ela é no momento, ao invés de embarcar em julgamentos.

O mesmo se aplica se pretender estabelecer rapport consigo próprio. Comece por se aceitar da forma que é. É certo que não é perfeito mas também é certo que ninguém ao cimo da terra o é. Também não tem de fazer de conta que tudo em si é maravilhoso e fenomenal, a humildade é uma qualidade primordial e recomenda-se. Simplesmente traga à consciência que se esforça por fazer as coisas da melhor forma que consegue. Aceite-se com as suas limitações e imperfeições. Acredite que pode melhorar a cada dia que passa. Para isso, basta que acredite em si e nas suas potencialidades.

Criar rapport passa por manter um relacionamento harmonioso consigo próprio. Só desse modo se poderá relacionar harmoniosamente com os outros.


**Sinta-se à vontade para partilhar este artigo no seu blog, site ou newsletter. Se o fizer, por favor inclua o nome do autor e um link a este site**


Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-Não a obras Derivadas 2.5 Portugal.

sábado, 4 de setembro de 2010

O Estado de Não-Mente



«...A mente não pode ficar quieta. Ela precisa estar continuamente pensando, preocupando-se.

A mente funciona como uma bicicleta: se você segue pedalando, ela continua; no momento em que você pára de pedalar, você cai.

A mente é exactamente como uma bicicleta; e o seu pensar é o constante pedalar.

E quando algumas vezes você esteja um pouco silencioso, imediatamente você começa a preocupar-se : "Por que estou tão silencioso?".

Qualquer coisa servirá para criar pensamento, preocupação, porque a mente só poderá existir correndo, sempre correndo, atrás de alguma coisa ou correndo de alguma coisa, mas sempre correndo.

Na corrida está a mente. No momento em que você pára, a mente desaparece.

Entretanto, a menos que você seja capaz de pôr a mente toda de lado e perceber o mundo directamente, instantaneamente, com a sua consciência, você nunca será capaz de perceber a verdade.

Neste mundo a coragem é colocar a mente de lado. A conquista maior é conseguir perceber o mundo sem a barreira da mente, simplesmente como ele é.

E ele é tremendamente diferente, incrivelmente belo, sem as distinções que a nossa mente cria.

Assim, somente uma pessoa em estado de não-mente saboreia a vida na sua totalidade.

E esta é toda a arte da vida. Viver sem nenhuma distinção, sem nenhuma discriminação, sem nenhuma escolha.

O estado de não-mente é o estado de êxtase.

O estado de não-mente é o estado do fluir da vida...»

(Osho)