quinta-feira, 1 de julho de 2010

Libertar-se do Excesso de Objectos

Se é daquelas pessoas que guarda todos os objectos possíveis e imaginários e usa como argumento que não lhe fazem falta de momento mas poderão vir a fazer no futuro, então é o leitor alvo para este artigo. A verdade é que corre o risco de ter a casa atafulhada com objectos sem nenhuma utilidade e que apenas servem para gerar a desordem e ocupar espaço. Quanto ao facto de os poder vir a utilizar no futuro, acredite que muito dificilmente tal irá acontecer. O mais provável é que os ditos objectos fiquem eternamente arrumados a um canto, esperando que os seus descendentes e herdeiros lhes dêem o devido tratamento, um dia. Entretanto, terá passado toda a sua vida a queixar-se de falta de espaço e a lutar contra a desorganização e o caos.

A maior parte das vezes, o acumular de toda a espécie de “tralha” deve-se ao facto de consumirmos em demasia. Na verdade, sabemos que não precisamos de uma determinada coisa mas por algum motivo, ou porque o objecto até é uma “pechincha”, ou porque precisamos de nos compensar devido a qualquer frustração de momento, acabamos por trazer essa coisa ou coisas para casa. Passados alguns meses ou quem sabe, menos tempo ainda, deixamos de querer esse objecto e acabamos por o atirar para o fundo de um armário ou para um canto da sala, para o pé de outros objectos igualmente inúteis oferecidos ao longo da vida por amigos e familiares.

Porque nos mantemos agarrados a tanta coisa que simplesmente não nos faz falta e que só serve para nos dificultar a existência? Porque não nos livramos simplesmente desses objectos inúteis? Algumas pessoas referem não gostar de espaços vazios e, assim, ser uma forma de ter todos os espaços ocupados. Outras pessoas dizem guardar valor sentimental aos objectos em sua posse. Mesmo que estejam arrumados no fundo de um caixote, o que é certo é que estão ali, à mão de semear. A qualquer altura poderão abrir esse caixote e reviver as recordações. Mesmo que saibam por intuição que esse dia nunca chegará, preferem manter essa ilusão de revivalismo.

Ilusões à parte, o facto é que por vezes precisamos reconsiderar as nossas opções. Se chegou a um ponto em que sente que necessita de fazer alterações na sua vida e abrir espaço para o novo mas tem dúvidas em tomar uma decisão em concreto, então questione-se do seguinte:

  • Quando foi a última vez que utilizei este objecto?
  • Será que este objecto poderá fazer falta a alguém da casa?
  • Sentiria a falta deste objecto caso, por qualquer motivo, este desaparecesse de vez?
Considere o que ganharia caso se libertasse dessas coisas. No caso de ficar com espaço livre, poderão existir as seguintes vantagens:

  • Movimentar-se pela casa mais livremente
  • Melhor organização e desempenho das coisas que realmente fazem falta
  • Limpeza e manutenção mais rápida e fácil. Não acumulação de pó e sujidade
  • Espaço em aberto para a entrada de novas coisas
Por fim, poderá considerar aquilo que mais contribui para a sua felicidade e de que forma é que os seus bens materiais o reflectem. Procure rodear-se de objectos e bens materiais que dêem significado à sua existência, que o inspirem e o motivem a alcançar as suas mais altas aspirações. Tudo aquilo que lhe traga más recordações, que de uma forma ou outra lhe sirva de impedimento ou obstáculo a ser feliz, simplesmente faça desaparecer da sua vida. Não deite fora, simplesmente recicle. Distribua por quem sabe que apreciaria esses objectos. Se não conhece ninguém em especial, poderá sempre entregar numa instituição de solidariedade social, os mais necessitados agradecem.


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