sábado, 17 de julho de 2010

Desenvolver a Auto-Estima


Para desenvolver a auto-estima é necessário trabalhar tanto no exterior como no interior. Para começar, é necessário que se afaste de ambientes pesados e de pessoas negativas. Evite tanto aqueles que têm por costume envolver-se em intrigas, criticando tudo e todos, como os que se consideram constantemente vítimas de toda a espécie de injustiças.

Em vez de se focalizar nas negatividades do mundo, é preciso que aprenda a esperar e fazer o melhor possível em todas as situações, mesmo as mais complicadas. Para isso, procure rodear-se de pessoas positivas e optimistas, determinadas a ver o melhor que o mundo tem para oferecer.

Na verdade, é difícil cultivar a auto-estima, quando os que lhe estão mais próximos se encarregam de o colocar para baixo, desvalorizando os seus sonhos e os seus esforços. Assim, trate de escolher bem os grupos em que se insere. Lembre-se que não pode escolher a sua família, contudo pode escolher os seus amigos e as pessoas com quem lida socialmente.

Torne-se responsável por quem é e pelo que faz. Não invista em ambientes de trabalho em que as pessoas passam por cima umas das outras, utilizando esquemas para obter promoções. Costuma-se dizer que “na terra do bem viver se deve fazer como se vê fazer”, mas neste caso acredite que essa não é uma solução viável. É verdade que hoje em dia é essencial ser competitivo no mercado de trabalho, contudo, em primeiro lugar, é necessário ser fiel a valores morais. O triunfo só compensa quando meritório e obedecendo a códigos de ética. Se constatar que qualquer esforço honesto e saudável para progredir nunca é apreciado no seu local de trabalho e que só aqueles que não têm escrúpulos conseguem progredir na carreira, então procure novas opções de emprego o mais rápido que lhe seja possível.

Procure ter a flexibilidade necessária para aceitar novas ideias e soluções. È um facto incontornável que a mudança é inevitável e necessária à evolução tanto individual como social. Com isto não quero dizer que tenha de se converter num camaleão ou de pretender agradar a gregos e troianos. Afinal de contas, independentemente daquilo que venha a realizar, haverá sempre quem não esteja de acordo com as suas decisões. O importante da questão é que seja coerente consigo próprio, com os seus valores e crenças. Se o fizer, vai ver que deixa de necessitar da aprovação alheia.

Acredite que tem a sua própria identidade. Se os seus pais são um fracasso, não quer dizer que você também o seja. Aprenda com as experiências dos outros, para que não tenha de repetir os mesmos erros. Muitas pessoas nasceram no seio de famílias desestruturadas e foram capazes de procurar os meios necessários para melhorarem a sua vida. Identificaram-se com figuras de sucesso e, modelando-as, vieram a desenvolver as suas melhores capacidades.

Ninguém nasce sendo líder ou tendo pensamentos positivos. Desenvolver uma auto-estima saudável e procurar evoluir como pessoa não é uma regra ou um talento inato. Trata-se de uma escolha.

E como é que se desenvolve a auto-estima? Sendo optimista e determinado. Acreditando em si próprio e nas suas aptidões e talentos. Desenvolvendo aquilo que de melhor existe em si, as suas qualidades e talentos. Libertando-se de tudo o que sirva de entrave às suas mais altas aspirações, quer se trate de hábitos, pessoas ou de situações.

Procure também ser grato por tudo o que já tem e por ver sempre a melhor faceta de si próprio e dos outros. Nunca perca a oportunidade de sorrir e de cumprimentar as pessoas à sua volta, independentemente de quem são ou do que fazem na vida.

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