quinta-feira, 29 de julho de 2010

Controlar os Ciúmes

O ciúme é uma das emoções mais potentes e comuns a todos os seres humanos. Todos nós já sentimos ciúmes numa ou noutra fase da nossa vida, por isso não serão necessárias grandes definições. Na sua essência, consiste no medo de perder para outra pessoa alguém que amamos.

Para as pessoas que afirmam não sentir ciúmes, os especialistas alegam que estarão a enganar-se a si próprias ou então que estarão a fugir e a negar a vivência do amor em si. O ser humano tem o desejo inato de possuir os outros, principalmente aqueles que ama e considera importantes para a sua existência. Isto acontece desde a mais tenra idade e irá acompanhar-nos, em maior ou menor escala, até ao último sopro da nossa vida.

Por surgirem de uma forma instintiva, os ciúmes não devem ser negados ou reprimidos. Contudo, pela sua pesada carga irracional, devem ser objecto da nossa atenção e trazidos para o consciente. O facto de não reprimirmos essa emoção não significa que a aceitemos.

Na realidade, na medida certa, os ciúmes podem até trazer uma componente positiva ao relacionamento. Ao tomarmos consciência que não queremos perder a pessoa que amamos, os ciúmes podem contribuir para que cuidemos do relacionamento. Obviamente, cuidado não significa domínio nem controlo da outra pessoa. Tratar os outros como uma propriedade sua ou como uma extensão da sua pessoa não é saudável nem recomendável.

Quem sente ciúmes tem pensamentos e sentimentos negativos em relação à ameaça de perda de algo que é para si importante. Geralmente os ciúmes não são uma emoção simples, pelo facto de serem acompanhados por uma panóplia de outras emoções tais como medo, insegurança, ansiedade, desconfiança, raiva, humilhação, desgosto, depressão. Em suma, um cocktail altamente destrutivo quando desgovernado e se não for devidamente controlado pela razão. Enquanto que algumas pessoas conseguem gerir bem as emoções, dificilmente exteriorizando o que sentem, outras não possuem essa capacidade e necessitam expressar esse turbilhão de sentimentos através de palavras, acções ou comportamentos.

Existem poucos relacionamentos amorosos que não sejam abalados, num momento ou noutro, pelos ciúmes de um dos elementos do casal e até mesmo de ambos. Não raro, terão levado à ruptura de relações e até mesmo ter sido os ingredientes base de crimes passionais.

Se pensa que não é possível controlar os ciúmes, saiba que na verdade podemos e devemos fazê-lo. A bem da nossa sanidade mental e dos relacionamentos em si.

Para começar, a melhor coisa a ter em atenção será procurar não fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deixar que a sua imaginação corra mais veloz do que o vento, aceitando como realidade coisas que até podem nem o ser. Uma pequena palavra ou gesto pode desencadear os filmes mais loucos na sua cabeça. Como evitá-lo? Quem o explicou melhor terá sido Richard Bandler, através da seguinte citação:

“...Por que esperar até que o seu marido tenha uma aventura com outra mulher? Imagine-o tendo um caso agora, neste instante. Visualize-o a cortejar outras mulheres, a oferecer-lhes flores, por que não imaginar ainda mais e vê-los já à entrada de um hotel? Sinta crescer dentro de si um ciúme doentio. E depois, sinta-se tão mal que assim que ele pise a entrada da porta, o vá receber com gritos e palavrões. Afaste-o de si, e faça com que o vosso relacionamento seja tão mau que ele tenha mesmo que ir procurar outra pessoa para ter paz e ser feliz. A solução está em criar imagens positivas. Veja-se a si própria a ter uma aventura com o seu marido. Desfrute todas as sensações agradáveis produzidas por esse relacionamento amoroso. E quando ele chegar a casa, faça com que ele queira fazer tudo aquilo de bom com você...”

Identificou-se com a passagem anterior? Não se esqueça nunca que nem tudo o que parece o é e que por vezes a nossa mente se encarrega de ser o nosso pior inimigo.

Geralmente, os ataques frequentes de ciúmes são também desencadeados por uma baixa auto-estima. É necessário que aprenda a acreditar em si próprio e nas suas potencialidades. Nesse contexto, para que se sinta seguro de si, cultive tudo o que esteja ao seu alcance para que se sinta bem na sua pele. Cuide de si e do seu bem-estar. Potencie os seus pontos fortes e liberte-se de todos os hábitos que o enfraqueçam. Aumente os seus conhecimentos e a sua cultura geral. Mime-se e presenteie-se a cada pequeno sucesso que obtenha. É necessário que se respeite e se faça respeitar e que acredite que é um ser humano único.

Para trazer o problema ao consciente, poderá colocar-se as seguintes questões assim que sente os ciúmes aflorar:

  • Por que estou a sentir estes ciúmes? O que os provocou?
  • Como posso comunicar o que sinto ao meu parceiro? Em que medida ele me poderá ajudar?
  • O que posso fazer para amenizar estes ciúmes?

Para finalizar, compreenda a importância de cuidar do relacionamento e de fazer tudo o que esteja ao seu alcance para o fortalecer. Confiança e comunicação são essenciais. Fale abertamente acerca de coisas que o incomodam e da forma como se sentiu. Apoie o outro e faça planos para o futuro em conjunto. Fomente a partilha e a cumplicidade. Não encare o relacionamento como um dado adquirido: reconquiste e seduza permanentemente o outro, como nos tempos de namoro. Sobretudo, faça por se divertir e por aproveitar todos os momentos. Agindo desta forma, não terá sequer tempo para ser ciumento.

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domingo, 25 de julho de 2010

Return to Innocence

Escolhi para hoje uma das faixas mais conhecidas do Álbum "The Cross of Changes", composto pelo projecto Enigma em 1993. 

Aproveite para relaxar, inspirando-se nesta melodia calma e envolvente: Return to Innocence. O vídeo foi retirado do Youtube e tem a assinatura de Danielle S.


sábado, 17 de julho de 2010

Desenvolver a Auto-Estima


Para desenvolver a auto-estima é necessário trabalhar tanto no exterior como no interior. Para começar, é necessário que se afaste de ambientes pesados e de pessoas negativas. Evite tanto aqueles que têm por costume envolver-se em intrigas, criticando tudo e todos, como os que se consideram constantemente vítimas de toda a espécie de injustiças.

Em vez de se focalizar nas negatividades do mundo, é preciso que aprenda a esperar e fazer o melhor possível em todas as situações, mesmo as mais complicadas. Para isso, procure rodear-se de pessoas positivas e optimistas, determinadas a ver o melhor que o mundo tem para oferecer.

Na verdade, é difícil cultivar a auto-estima, quando os que lhe estão mais próximos se encarregam de o colocar para baixo, desvalorizando os seus sonhos e os seus esforços. Assim, trate de escolher bem os grupos em que se insere. Lembre-se que não pode escolher a sua família, contudo pode escolher os seus amigos e as pessoas com quem lida socialmente.

Torne-se responsável por quem é e pelo que faz. Não invista em ambientes de trabalho em que as pessoas passam por cima umas das outras, utilizando esquemas para obter promoções. Costuma-se dizer que “na terra do bem viver se deve fazer como se vê fazer”, mas neste caso acredite que essa não é uma solução viável. É verdade que hoje em dia é essencial ser competitivo no mercado de trabalho, contudo, em primeiro lugar, é necessário ser fiel a valores morais. O triunfo só compensa quando meritório e obedecendo a códigos de ética. Se constatar que qualquer esforço honesto e saudável para progredir nunca é apreciado no seu local de trabalho e que só aqueles que não têm escrúpulos conseguem progredir na carreira, então procure novas opções de emprego o mais rápido que lhe seja possível.

Procure ter a flexibilidade necessária para aceitar novas ideias e soluções. È um facto incontornável que a mudança é inevitável e necessária à evolução tanto individual como social. Com isto não quero dizer que tenha de se converter num camaleão ou de pretender agradar a gregos e troianos. Afinal de contas, independentemente daquilo que venha a realizar, haverá sempre quem não esteja de acordo com as suas decisões. O importante da questão é que seja coerente consigo próprio, com os seus valores e crenças. Se o fizer, vai ver que deixa de necessitar da aprovação alheia.

Acredite que tem a sua própria identidade. Se os seus pais são um fracasso, não quer dizer que você também o seja. Aprenda com as experiências dos outros, para que não tenha de repetir os mesmos erros. Muitas pessoas nasceram no seio de famílias desestruturadas e foram capazes de procurar os meios necessários para melhorarem a sua vida. Identificaram-se com figuras de sucesso e, modelando-as, vieram a desenvolver as suas melhores capacidades.

Ninguém nasce sendo líder ou tendo pensamentos positivos. Desenvolver uma auto-estima saudável e procurar evoluir como pessoa não é uma regra ou um talento inato. Trata-se de uma escolha.

E como é que se desenvolve a auto-estima? Sendo optimista e determinado. Acreditando em si próprio e nas suas aptidões e talentos. Desenvolvendo aquilo que de melhor existe em si, as suas qualidades e talentos. Libertando-se de tudo o que sirva de entrave às suas mais altas aspirações, quer se trate de hábitos, pessoas ou de situações.

Procure também ser grato por tudo o que já tem e por ver sempre a melhor faceta de si próprio e dos outros. Nunca perca a oportunidade de sorrir e de cumprimentar as pessoas à sua volta, independentemente de quem são ou do que fazem na vida.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Você não é a sua Mente


«...Há mais de trinta anos que um pedinte se sentava na berma de uma estrada. Um dia, passou por ali um estranho. “Dá-me uma moedinha?” pedinchou o pobre, estendendo automaticamente o seu velho boné de basebol. “Não tenho nada para te dar”, disse-lhe o estranho. Depois perguntou: “O que é isso em que estás sentado?” “Nada”, respondeu o pedinte. “Apenas uma caixa velha. Sento-me nela desde que me lembro.” “Algum dia viste o que tem dentro?”, tornou o estranho. “Não”, respondeu o pobre. “De que me serviria? Não há nada lá dentro.” “Vê o que tem dentro”, insistiu o estranho. O pedinte conseguiu forçar a tampa. Com surpresa, incredulidade e exaltação, verificou que a caixa estava cheia de ouro.

Eu sou aquele estranho que não tem nada para lhe dar, mas que lhe diz para olhar para dentro. Não para dentro de uma caixa qualquer, como na parábola, mas para dentro de uma coisa ainda mais próxima: para dentro de si próprio.

“Mas eu não sou um pedinte”, dirá você.

Todos aqueles que não encontraram a sua verdadeira riqueza, que é a radiosa alegria do Ser e a paz profunda e inabalável que a acompanha, são pedintes, por maior que seja a fortuna material que possuam. Esses, para terem valor, segurança ou amor, procuram fora de si vislumbres de prazer ou de realização pessoal, enquanto que dentro de si próprios possuem um tesouro que não só inclui todas aquelas coisas, mas é também infinitamente maior do que tudo o que o mundo tem para lhes oferecer.

A palavra iluminação invoca a ideia de uma realização sobre-humana, e o ego gosta de a encarar assim, mas ela não é mais do que o seu estado natural de união sentida com o Ser. É um estado de ligação com alguma coisa incomensurável e indestrutível, com uma coisa que, quase paradoxalmente, constitui a sua essência e, no entanto, é muito maior do que você. Trata-se de encontrar a sua verdadeira natureza, para além de um nome e de uma forma. A incapacidade de sentir essa ligação dá origem à ilusão da separação, tanto de si próprio como do mundo à sua volta. Você tem então a percepção de si próprio, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado. Surge o medo, e o conflito interior e exterior torna-se uma norma.

Gosto da definição simples que Buda deu da iluminação: “o fim do sofrimento”. Não há nada de sobre-humano nisto, não é verdade? É certo que, como definição, é muito incompleta. Apenas lhe diz o que iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta, quando deixa de haver sofrimento? Buda mantém silêncio quanto a isso, e o seu silêncio significa que cada um tem de o descobrir sozinho. Ele utiliza uma definição negativa para que a mente a não possa transformar numa crença ou numa realização sobre-humana, numa meta que não possa alcançar. Apesar desta precaução, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é para Buda, não para eles, pelo menos na vida presente...»

Tolle, Eckhart. In O Poder do Agora

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Islândia e o outro lado do vulcão

Para animar o seu dia, nada melhor do que visionar este video promocional da Islândia. Não sei se serve de redenção para os prejuizos causados pelas cinzas vulcânicas há bem pouco tempo, mas pelo menos esforçaram-se. Está muito bom. No mínimo, vai decerto sorrir. A mim deu-me vontade de dançar...



Inspired by Iceland Video from Inspired By Iceland on Vimeo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Rituais de Meditação

Vamos considerar por rituais o uso continuado de hábitos ou rotinas que ajudem a estabelecer a prática da meditação em si. O objectivo principal dos rituais é o de incentivar um determinado estado de espírito. Durante uma sessão de meditação, estes podem ajudar a ordenar as ideias e a aumentar a motivação para a prática.

Poderá começar por criar um espaço confortável em sua casa para a prática da meditação. Caso tenha o privilégio de possuir uma casa grande, a opção ideal seria mesmo reservar uma pequena sala unicamente para esse fim. Poderia preparar o espaço, decorá-lo com quadros e figuras alusivas ao tema, enfim, tornar essa dependência no seu templo privado. Caso isso não seja possível, o que é mais comum que aconteça nos dias de hoje, deve simplesmente escolher um espaço confortável na área mais tranquila da sua casa. O mais importante é que faça com que a prática da meditação ocorra sempre no mesmo sítio. Procure também reservar sempre as mesmas horas.

Escolha um sofá, poltrona, cadeira, almofada ou manta para se sentar. Procure não utilizar estes objectos para outros fins que não a meditação. A sua mente criará uma relação especial de associação, a qual será positiva para desenvolver um bom hábito de meditação. Assim que utiliza esse assento, a sua mente irá serenar por si só e preparar-se para o exercício da meditação. Algumas pessoas personalizam uma almofada, bordando-a ou enriquecendo-a com motivos especiais e transportando-a consigo sempre que se deslocam para outros locais. Poderá ser suficiente reservar um tecido especial para colocar sobre o assento.

Poderá também gostar de ter por perto certos objectos que funcionem como auxiliares. Pode acender velas ou incenso, aquecer óleos essenciais para libertar um aroma específico ou fazer soar uma campainha no início da meditação. Há quem utilize música calma e relaxante ou de teor religioso. Poderá também proceder à leitura de Salmos ou a passagens da Bíblia, para ajudar a criar esse ambiente propício à meditação. As escolhas são variadas e devem ser ajustadas às preferências de cada um.

Funcionará também como ritual o facto de usar roupa específica e exclusiva para as sessões de meditação. Poderá, por exemplo, reservar uma túnica confortável de algodão, de tons claros à sua escolha. Há quem utilize ornamentos especiais, tais como colares, pulseiras ou anéis. Mais uma vez, o critério depende das preferências de cada um. O que é importante é que se sinta confortável e que os rituais escolhidos sirvam de suporte e motivação para obter o máximo do exercício de meditação.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Libertar-se do Excesso de Objectos

Se é daquelas pessoas que guarda todos os objectos possíveis e imaginários e usa como argumento que não lhe fazem falta de momento mas poderão vir a fazer no futuro, então é o leitor alvo para este artigo. A verdade é que corre o risco de ter a casa atafulhada com objectos sem nenhuma utilidade e que apenas servem para gerar a desordem e ocupar espaço. Quanto ao facto de os poder vir a utilizar no futuro, acredite que muito dificilmente tal irá acontecer. O mais provável é que os ditos objectos fiquem eternamente arrumados a um canto, esperando que os seus descendentes e herdeiros lhes dêem o devido tratamento, um dia. Entretanto, terá passado toda a sua vida a queixar-se de falta de espaço e a lutar contra a desorganização e o caos.

A maior parte das vezes, o acumular de toda a espécie de “tralha” deve-se ao facto de consumirmos em demasia. Na verdade, sabemos que não precisamos de uma determinada coisa mas por algum motivo, ou porque o objecto até é uma “pechincha”, ou porque precisamos de nos compensar devido a qualquer frustração de momento, acabamos por trazer essa coisa ou coisas para casa. Passados alguns meses ou quem sabe, menos tempo ainda, deixamos de querer esse objecto e acabamos por o atirar para o fundo de um armário ou para um canto da sala, para o pé de outros objectos igualmente inúteis oferecidos ao longo da vida por amigos e familiares.

Porque nos mantemos agarrados a tanta coisa que simplesmente não nos faz falta e que só serve para nos dificultar a existência? Porque não nos livramos simplesmente desses objectos inúteis? Algumas pessoas referem não gostar de espaços vazios e, assim, ser uma forma de ter todos os espaços ocupados. Outras pessoas dizem guardar valor sentimental aos objectos em sua posse. Mesmo que estejam arrumados no fundo de um caixote, o que é certo é que estão ali, à mão de semear. A qualquer altura poderão abrir esse caixote e reviver as recordações. Mesmo que saibam por intuição que esse dia nunca chegará, preferem manter essa ilusão de revivalismo.

Ilusões à parte, o facto é que por vezes precisamos reconsiderar as nossas opções. Se chegou a um ponto em que sente que necessita de fazer alterações na sua vida e abrir espaço para o novo mas tem dúvidas em tomar uma decisão em concreto, então questione-se do seguinte:

  • Quando foi a última vez que utilizei este objecto?
  • Será que este objecto poderá fazer falta a alguém da casa?
  • Sentiria a falta deste objecto caso, por qualquer motivo, este desaparecesse de vez?
Considere o que ganharia caso se libertasse dessas coisas. No caso de ficar com espaço livre, poderão existir as seguintes vantagens:

  • Movimentar-se pela casa mais livremente
  • Melhor organização e desempenho das coisas que realmente fazem falta
  • Limpeza e manutenção mais rápida e fácil. Não acumulação de pó e sujidade
  • Espaço em aberto para a entrada de novas coisas
Por fim, poderá considerar aquilo que mais contribui para a sua felicidade e de que forma é que os seus bens materiais o reflectem. Procure rodear-se de objectos e bens materiais que dêem significado à sua existência, que o inspirem e o motivem a alcançar as suas mais altas aspirações. Tudo aquilo que lhe traga más recordações, que de uma forma ou outra lhe sirva de impedimento ou obstáculo a ser feliz, simplesmente faça desaparecer da sua vida. Não deite fora, simplesmente recicle. Distribua por quem sabe que apreciaria esses objectos. Se não conhece ninguém em especial, poderá sempre entregar numa instituição de solidariedade social, os mais necessitados agradecem.