domingo, 27 de junho de 2010

Garden Of Dreams

Do Album Fairy Heart Magic, de Gary Stadler, a faixa Garden of Dreams. As imagens são igualmente bonitas e transportam-nos a um mundo de sonho.



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vendo-se a Si Próprio Como Uma Criança


«...Se pegássemos numa criança de três anos e a puséssemos no meio de uma sala e se você e eu gritássemos com essa criança dizendo-lhe o quanto ela é estúpida, como nunca foi capaz de fazer alguma coisa de jeito, como deveria fazer isto e deveria deixar de fazer aquilo e para olhar para a confusão que fez; e, também, se lhe batêssemos algumas vezes, acabaríamos por ter uma criancinha assustada que ficaria sentada no seu canto, muito dócil, ou uma criança terrível que daria cabo da sala. A criança seguirá uma dessas duas vias, mas nunca conheceremos o potencial dessa criança.

Se pegarmos na mesma criança e lhe dissermos quanto a amamos e quanto nos interessamos por ela, que gostamos do seu aspecto e de ver como ela é esperta e inteligente e que apreciamos a maneira como ela faz as coisas e que não importa que faça erros à medida que vai aprendendo – e que sempre estaremos ao seu lado para qualquer coisa que ela necessite – então o potencial que surgirá dessa criança deixá-lo-à boquiaberto!

Cada um de nós tem dentro de si uma criança de três anos e passamos a maior parte do tempo a gritar com essa criança. E em seguida perguntamo-nos por que razão as nossas vidas não funcionam.

Se tivesse um amigo que passasse a vida a criticá-lo, gostaria de estar perto dessa pessoa? Talvez tenha sido esta a forma como foi tratado enquanto criança e, se assim foi, isso é lamentável. No entanto, já aconteceu há muito tempo e se, agora, escolhe tratar-se da mesma maneira, isso é ainda mais lamentável.

Pegue numa folha de papel e faça uma lista de todas as coisas que os seus pais lhe disseram que estavam erradas consigo. Quais foram as mensagens negativas que ouviu? Demore algum tempo para pensar com calma no maior número de coisas que consiga recordar. Uma meia hora usualmente chega.

O que foi que lhe disseram a respeito de dinheiro? O que foi que lhe disseram a respeito do seu corpo? O que foi que lhe disseram acerca do amor e dos relacionamentos? O que foi que lhe disseram a respeito do seu talento criativo? Quais foram as coisas negativas ou limitativas que lhe disseram?

Temos, pois, à nossa frente uma lista das mensagens negativas que ouvimos quando crianças. Até que ponto é que essa lista corresponde ao que você pensa que está mal consigo? Quase tudo? Provavelmente, sim.

É nessas mensagens dos nossos primórdios que estabelecemos as bases do guião das nossas vidas. Todos somos crianças bem-educadas e obedientemente aceitamos tudo o que “eles” nos dizem como verdades. Seria muito fácil culpar os nossos pais e ser vítimas até ao fim dos nossos dias. Mas não seria muito divertido e, com toda a certeza, não nos tiraria do pântano...»

Hay, Louise. In Pode Curar a Sua Vida

domingo, 20 de junho de 2010

Desenhar o seu Futuro






Para que possamos melhorar qualquer área da nossa vida devemos começar pelo fim, ou seja, definir como queremos que as coisas fiquem no final do processo. Assim, é imperativo que criemos uma visão clara e concisa daquilo que queremos ser ou atingir.

É muito importante que sejamos capazes de visualizar o cenário que pretendemos. Todas as pessoas que atingiram qualquer tipo de sucesso tiveram uma visão clara daquilo que queriam alcançar. Sem essa visão seremos como navios à deriva no oceano, sem rota nem destino definidos.

Assim, é fundamental que elabore um plano que lhe trace uma meta digna de si e das suas qualidades e apetências. Para isso, precisa em primeiro lugar saber o que quer, e seguidamente investigar quais as possibilidades existentes e tomar as decisões adequadas. Esse plano funciona como o roteiro de uma viagem ou o projecto de uma casa.

Visualizar o futuro é uma das chaves para alcançar sucesso em qualquer área da sua vida. Para o fazer, feche os olhos e visualize o cenário final daquilo que gostaria de ser ou de obter. Proceda à criação da sua própria história, como se estivesse a criar a trama de um filme. Estabeleça detalhes de acontecimentos específicos que gostaria que ocorressem. Será a partir desses pormenores que mais tarde serão definidos os passos que o conduzirão até esse fim que idealiza. Tome nota do seguinte:

  • O que está a acontecer?
  • Onde se encontra, qual o seu meio envolvente?
  • Quem está presente na acção?
  • Como se sente?

Pergunte-se o que poderá ser feito em termos de acção para alcançar esse futuro que idealiza. Investigue todas as possibilidades que lhe permitam atingir essa meta.

A título de exemplo e para que lhe sirva de referência, considere alguém que tenha o sonho de ser médico. Então, começando pelo fim, essa pessoa visualiza o seu consultório e visualiza-se exercendo a profissão, com todos os pormenores que lhe ocorram. Poderia visualizar um cliente a entrar para ser observado, a sua intervenção clínica e o receituário que indicaria ao seu paciente. De seguida, verificava como se sentia em relação a esse cenário que tinha acabado de visualizar. Se concluísse que essa meta era de facto importante para si, partiria de seguida para o estabelecimento de um plano de acções. Para o fazer, necessitaria determinar quais os passos conducentes a esse futuro atraente.
  • Necessita de ter competências e formação específica? - No caso do nosso médico, seria necessário obter um curso especializado em medicina e depois possivelmente algumas especializações. Assim, o primeiro passo óbvio seria obter informações das Faculdades que ministram esse curso e, de seguida, escolher aquela que fosse mais adequada e lhe garantisse as melhores saídas profissionais.
  • Será que para isso necessita de financiamento? - Em caso positivo, teria de procurar as alternativas de empréstimo mais sensatas, quer familiares quer de entidades bancárias.
  • Necessitaria de viver temporariamente numa outra localização geográfica? - Nesse caso, teria de procurar alternativas para alojamento, considerar os respectivos gastos, etc.
  • Finalmente, teria de desenvolver as acções necessárias à prossecução do objectivo, nomeadamente estudar e esforçar-se para concluir o curso.

Esta seria a 1ª meta do seu objectivo. De seguida viriam outras metas, como por exemplo procurar instalações para abrir o consultório médico ou candidatar-se a exercer em hospitais ou clínicas. Caso optasse por abrir o consultório, precisaria decorar o ambiente, procurar sócios, parcerias ou assistentes, tratar do marketing, etc. Está a ter uma ideia de como se desenvolve todo o processo?

Finalmente e como sugestão, sugiro-lhe que pense em pessoas que conhece ou que sabe que triunfaram na área específica que pretende e coloque-se as seguintes questões:

  • Que competências, qualidades ou atributos têm essas pessoas que lhe faltam a si? Como poderá adquirir essas competências, qualidades ou atributos?
  • Como é que essas pessoas vivem? Como triunfaram? Como comunicam? O que fazem de específico que provoca a sua admiração?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Criar Sentimentos de Prosperidade



É um facto incontornável que somos fortemente atraídos por desgraças e desastres. Nunca lhe aconteceu passar por um acidente de automóvel e ter de enfrentar uma longa fila de trânsito, simplesmente porque toda a gente resolveu parar para “ter uma imagem” do desastre? Existe uma espécie de atracção colectiva por cenas de negatividade. Acresce que, por sermos portugueses, carregamos toda uma herança de pessimismo e fado, o que não contribui de forma nenhuma para aligeirar o cenário.

Infelizmente, esta tendência tem repercussão em todas as áreas da nossa vida. Com bastante frequência preocupamo-nos antecipadamente com percalços que ainda não aconteceram e que nem virão sequer a acontecer. O problema é que isto nos mantém focalizados em coisas inúteis que nos retiram o poder e a energia. No final, resta-nos uma sensação de frustração, desmotivação e cansaço.

Para criar sentimentos de prosperidade, precisa treinar-se a desviar a sua atenção de toda a negatividade e simplesmente focalizar-se em abundância e paz de espírito. Isto não quer dizer que vá queimar as facturas que tem por pagar ou que entre num processo de alienação, recusando-se a enfrentar a sua actual realidade. Quer apenas dizer que precisa libertar-se de preocupações excessivas com os desafios que enfrenta na sua vida. Precisa também de procurar rodear-se de pessoas positivas e simplesmente ignorar as que são conflituosas, intriguistas e mesquinhas.

Enquanto focaliza a sua atenção no sucesso e prosperidade, é importante que conscientemente retire a sua atenção de exemplos de carência e perda, tanto na sua vida pessoal como no ambiente geral que o rodeia.

Em todas as situações problemáticas da sua vida, coloque-se as seguintes questões:

  • Existirão outras perspectivas para melhorar ou mesmo alterar esta questão?
  • Está ao meu alcance eliminar este problema?
  • Posso pedir a ajuda de alguém para ultrapassar esta questão?

Em caso positivo, simplesmente faça o que for necessário. Não deixe para o dia seguinte e passe de imediato à acção.

Caso não esteja nas suas mãos reverter o problema, simplesmente faça por se focalizar em aspectos positivos. Evite desperdiçar o seu tempo em memórias infelizes do passado ou preocupações com o futuro. Seja proactivo e mantenha-se focalizado naquilo que quer da vida e não naquilo que não quer. Faça por criar sentimentos de prosperidade e realização. Tome atenção de todas as coisas boas que já tem na sua vida e sinta-se grato por isso. A mudança virá depois por si, reflectindo a sua nova condição interior.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

As Afirmações de Jessica

É impossível resistir a este vídeo. Espero que se sinta contagiado por esta menina e pela forma motivada como sente e vê a vida. Toca a fazer como ela, salte para o espelho e declare bem alto as boas coisas que já fazem parte da sua vida!





segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Cerca

Era uma vez um menino que tinha um temperamento muito forte. Um dia, o seu pai deu-lhe um saco de pregos, dizendo-lhe que cada vez que ficasse furioso pregasse um prego na cerca do fundo da casa.

No primeiro dia, o garoto pregou 37 pregos mas, gradualmente, foi-se acalmando. Descobriu que era mais fácil controlar o seu temperamento do que pregar os pregos na cerca.

Finalmente chegou o dia em que o garoto não se enfureceu nenhuma vez. Contou ao pai a sua façanha e pai sugeriu-lhe que, a partir desse mesmo momento, por cada dia que conseguisse dominar o seu temperamento retirasse um dos pregos da cerca.

Passou-se mais algum tempo e o garoto procurou o pai para lhe dizer com entusiasmo que tinha conseguido retirar todos os pregos.

O pai tomou o filho pela mão e levou-o até a cerca. Disse-lhe então:

- Fizeste muito bem meu filho, mas repara que a cerca está cheia de marcas e nunca mais será a mesma. Quando estás furioso e dizes coisas agressivas, essas palavras deixam uma cicatriz no teu próximo tal como os pregos deixaram as marcas na cerca. Podes cravar e retirar uma faca num homem. Não importa quantas vezes possas depois dizer: "desculpe". A ferida mesmo assim permanecerá. Uma ferida verbal é tão ruim como uma ferida física.


As palavras podem magoar mais do que uma faca afiada. Depois de proferidas, é impossível voltar atrás e corrigir o mal causado, por maior que seja o arrependimento. Devemos ter atenção ao que dizemos e à forma como o fazemos.

Adaptado de texto de autor desconhecido


***********Nota: Os modernos conceitos de metáfora, baseados na obra de Milton Erickson, são adoptados pela PNL.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fazer de conta até que seja verdade


William James, conhecido como “o pai da psicologia”, afirmou um dia: “Se pretende uma qualidade em especial, proceda como se já tivesse essa qualidade”. Na prática, trata-se de proceder como se já fosse dono da qualidade, comportamento, ideal ou resultado específico que pretende. Disponha-se a agir como se estivesse pleno de confiança e a falta de confiança deixará de existir. Proceda como se fosse corajoso e o medo dissipar-se-á.

Convirá, antes de mais, não interpretar erradamente este princípio. Por exemplo, se uma pessoa tem um baixo rendimento, concerteza não deverá sair por aí a esbanjar aquilo que tem e não tem, fazendo de conta que é um milionário. Se uma pessoa gostaria de ser advogado, não é pelo facto de adquirir comportamentos e posturas desse profissional que o passa a ser. É obviamente necessário que a pessoa se disponha a tomar as acções necessárias para obter os objectivos pretendidos. Se eu quero ser bem sucedida financeiramente, preciso construir as medidas adequadas que me levem a aumentar os meus proveitos e a reduzir as minhas despesas. Se eu quero ser um determinado profissional, preciso estudar e ganhar as competências necessárias para exercer essa profissão.

Este princípio rege-se pelo fundamento de que antes que qualquer objectivo seja alcançado, existiu o seu equivalente mental. Ou seja, em primeiro lugar é necessário criar um sistema de crenças que suporte a concretização do objectivo. É mais aplicável no sentido de cultivar qualidades interiores tais como confiança, coragem, amor, paz, felicidade, entusiasmo, sentido de humor, espírito de equipa, etc.

Imagine que teve um dia frustrante no seu trabalho. Mal teve tempo ao almoço para engolir de pé uma sandes ao balcão de uma pastelaria, arreliou-se com um colega de trabalho e ainda por cima teve de enfrentar uma longa fila de trânsito no regresso a casa. Tem duas hipóteses. A primeira e mais comum é chegar a casa e começar a queixar-se do dia que teve. Embalado por esse estado negativo, poderá até começar a implicar com a sua família, habilitando-se desse modo a ter um serão tão frustrante como o dia. Se não lhe agrada o panorama, estou aqui para lhe mostrar uma alternativa mais construtiva. Ao subir os degraus para a sua casa, disponha-se a pensar em qualidades como o amor e felicidade. Abra a porta e simplesmente faça de conta. Comece a comportar-se como se sentisse essas qualidades. Distribua sorrisos e amor por toda a família. Faça esta experiência com verdadeira convicção, e vai ver que, passado algum tempo, as amarguras do seu mau dia não terão mais importância para si. Pode ter começado por ser uma mentira mas depressa se converte numa realidade.

Existe uma outra maneira de usar este princípio do “fazer de conta até que seja verdade”. Se não souber o que dizer ou fazer numa situação em particular, invoque alguém que conhece e admira e que sabe que dominaria perfeitamente esse problema. Pergunte-se:

  • O que é que essa pessoa faria nessa situação?
  • O que é que essa pessoa diria?
  • Que qualidades tem essa pessoa que lhe faltam a si?

Coloque-se na pele dessa pessoa e faça aquilo que lhe parece que esta faria. Ponha em prática tudo o que possa aprender. Vai sentir-se desconfortável mas não desista. Todas as mudanças provocam desconforto no princípio. Muitas pessoas tiveram de trabalhar arduamente para adquirirem determinadas qualidades que agora parecem inatas. Uma vez instaladas, essas qualidades passaram a fazer parte da sua personalidade.


Para suportar este princípio e multiplicar as hipóteses de sucesso quando se pretende integrar determinadas qualidades ou comportamentos que não possuímos, podemos considerar as seguintes mudanças:

  • Mudança de aparência física. Para criar uma imagem exterior que corresponda com a nossa verdadeira personalidade, podemos alterar a nossa roupa, acessórios, corte de cabelo, etc.
  • Mudança de estilo de vida. Passando pelo tipo de hábitos alimentares, carreira profissional e selecção de amigos até ao tipo de passatempo ou divertimentos, hobbies, etc.
  • Mudança de localização geográfica e meio envolvente. Pode também passar por alteração da decoração da nossa casa, mobília, carpetes, pinturas.
  • Modificação do padrão de discurso, adoptando o mais adequado à nossa nova personalidade. Este padrão pode incluir vocabulário, acento, ritmo ou tonalidade. Por exemplo, se somos muito acelerados a falar e queremos recriar uma personalidade calma e ponderada, impõe-se que nos habituemos a falar num tom mais baixo e pausado. Atenção também à linguagem não verbal, tal como os gestos e a própria postura.
  • Modificação das capacidades sociais. Se queremos pertencer a um determinado grupo, poderá ser necessário que imitemos os rituais sociais desse grupo. Isso poderá passar por adoptar determinado código de vestuário ou de hábitos de consumo.