terça-feira, 18 de maio de 2010

O Padrão “Swish”


O “Swish” é uma técnica de PNL (Programação Neurolinguística), concebida por Richard Bandler e John Grinder, com a finalidade de eliminar comportamentos compulsivos. A técnica propõe-se modificar a resposta condicionada que as pessoas compulsivas têm, utilizando imagens internas e trocando-as, de forma a transformar um estado problemático num estado desejado. O resultado final será a obtenção de um comportamento diferente do anterior, positivo e condutor à solução do problema original.

Pode ser utilizado para deixar de comer compulsivamente determinado tipo de comidas, por exemplo chocolates ou doces; para deixar de fazer compras que vão além das necessidades ou mesmo para situações como pânico. A técnica é também procurada para deixar de roer as unhas ou para deixar de fumar, se bem que neste último caso sejam por vezes requeridos outros tratamentos associados devido à dependência química inerente.


O modo de funcionamento da técnica, para realizar um “Swish” visual é o seguinte:

  1. Identificação do Contexto
    Primeiro identifique qual a situação que deseja mudar. Onde e quando desejaria ter uma reacção diferente da que tem actualmente?
    Por exemplo, alguém tem a compulsão de comer doces. Então, essa pessoa identifica que esse hábito lhe é prejudicial à saúde e toma a decisão de romper com esse comportamento.
  2. Identificação da Imagem-Pista
    Tome percepção daquilo que vê um pouco antes de iniciar o comportamento que deseja mudar. Quais são as imagens que geram a compulsão?
    Por exemplo, a referida pessoa não está a comer doces mas vê publicidade na televisão que serve de disparo para provocar nela a vontade de comer doces.
    Já que se trata da pista para um tipo de reacção que a pessoa quer mudar, deve haver algum tipo de situação desagradável associada a essa imagem. Quanto mais desagradável for, melhor funcionará.
    É importante que não se veja a si próprio nesta imagem.
  3. Criar a imagem do resultado desejado
    Depois de identificar e fixar a imagem-pista, proceda à criação de uma outra imagem de si mesmo, mais criativa, numa situação saudável, se já tivesse feito a mudança de comportamento desejada. Essa imagem deve ser motivadora e atraente, deve valer a pena.
    É importante que veja a sua própria imagem.
    Se conseguisse efectuar esta mudança de que maneira diferente se veria? Seria mais competente? Mais alegre? Mais saudável? Mais atraente? Gostaria mais de si próprio?
  4. Recorrer ao Swish”
    Agora proceda ao “Swish”, ou seja à mudança, das duas imagens. Feche os olhos e visualize a imagem-pista, grande e luminosa. Depois, dentro dessa imagem coloque um pequeno quadro, no canto inferior direito, com o resultado desejado.
    A pequena imagem crescerá, ficará mais luminosa e cobrirá a primeira imagem que, por sua vez, diminuirá e ficará mais escura, tão rapidamente quanto se consegue pronunciar o “Swish”.
    De seguida, abra os olhos. Na primeira vez, a troca ocorre de maneira lenta e gradual.
    Repita o processo cinco vezes, no total, cada vez mais rapidamente, até que o método comece a funcionar inconscientemente.
    Lembre-se sempre de abrir os olhos no final de cada “Swish”.
  5. Testar
    Lembre-se da primeira imagem. O que acontece?
    Se o “Swish” funcionou, será difícil lembrar-se. A imagem-pista irá desaparecer e será substituída pela segunda imagem de como deseja ser. Na prática, a imagem-pista passa a ser relacionada com um comportamento saudável e a compulsão desaparece.
  6. Repetição, caso não seja bem-sucedido
    Caso a antiga reacção ainda esteja presente, retroceda e repita o padrão “Swish”. Veja se consegue descobrir o que poderia ter deixado de lado, ou o que pode fazer para que funcione desta vez.

A técnica descrita foi adaptada da criada por Richard Bandler e John Grinder e está direccionada para pessoas predominantemente visuais. Existe uma técnica específica para pessoas auditivas, apresentada por Connirae e Steve Andreas e também já foi criada a variação para pessoas cinestésicas. Assim, é conveniente que identifique em primeiro lugar qual o seu sistema de representação predominante.

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