domingo, 30 de maio de 2010

Violet Contemplation



Porque hoje é Domingo, impoe-se uma pausa para relaxar. Escolhi uma música de Llewellyn, a faixa "Violet Contemplation", do Album Reiki Gold. Acompanham as imagens criadas por Kassandra, num video inspirador e criativo. Espero que gostem.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Culpando a sua família


«...Culpar é uma das maneiras mais seguras de permanecer dentro de um problema. Ao deitar as culpas sobre outrem abdicamos do nosso poder. Compreender permite elevarmo-nos acima da questão e assumir o controlo do nosso futuro.

Não podemos alterar o passado. O futuro é moldado pela nossa forma de pensar actual. Para a nossa libertação é imperativo que compreendamos que os nossos pais estavam a fazer o melhor que podiam à luz do discernimento, consciência e conhecimento que possuíam. Cada vez que lançamos as culpas sobre alguém não assumimos a responsabilidade por nós próprios.

Aquelas pessoas que lhe fizeram aquelas coisas horríveis estavam tão apavoradas quanto você. Elas sentiram-se tão indefesas como você agora se sente. As únicas coisas que elas lhe podiam ensinar eram aquelas que lhe tinham sido ensinadas.

O que é que sabe sobre a infância dos seus pais, especialmente antes dos dez anos? Se ainda é possível saber, pergunte-lhes. Se conseguir descobrir mais acerca da infância dos seus pais, perceberá mais facilmente as razões que os levaram a fazer as coisas que fizeram. Essa compreensão irá trazer-lhe compaixão.

Se não sabe nada e não puder descobrir, procure imaginar como é que devem ter sido as coisas para eles. Que tipo de infância poderia ter criado tais adultos?

Precisa deste conhecimento para alcançar a sua própria liberdade. Não pode libertar-se a si mesmo enquanto não os libertar. Não pode perdoar-se a si mesmo enquanto não os perdoar. Se lhes exigir perfeição, exigirá igualmente de si mesmo a perfeição e será miserável para o resto da sua vida...»


Hay, Louise. In Pode curar a sua vida

sábado, 22 de maio de 2010

Simplesmente Fazer


Uma das maiores angústias do ser humano, é não ser capaz de materializar as suas ideias. Ter boas ideias não chega. É preciso saber desenvolve-las e implementá-las. Muitas pessoas têm óptimas ideias e conseguem mesmo desenvolve-las mentalmente. Porém, não conseguem passar à fase final, ou seja a implementação em si. Não chegam a concretizar essas ideias por diversos motivos, como falta de coragem, timidez, uma baixa auto-estima ou simplesmente por falta de motivação.


Podemos comparar o que acabei de descrever de seguinte forma. Imagine que alguém tem um lote de boas sementes dentro de um saco e não as lança nunca na terra. Não o fazendo nunca, as sementes simplesmente acabarão por perecer. Uma semente é uma semente e não uma árvore ou planta. Carrega todo o potencial da árvore ou da planta mas precisa passar pelo processo de transformação. Assim é o pensamento - a acção física é essencial para que este se venha a materializar.


É importante não ficar inerte e fazer, simplesmente fazer. Muitas pessoas parecem esperar eternamente pelo momento ideal mas acontece que esse momento pode nunca surgir. Assim, a regra de ouro é evitar as hesitações, procurar ultrapassar as inibições e agir o mais rápido que for possível. Tenha sempre em mente que vale mais errar do que não tentar de todo.


Deverá sempre defender as suas ideias, obviamente comprometendo-se com o seguinte:

  • Respeitar os valores fundamentais de ética;

  • Agir com a intenção de satisfazer os interesses de todos e não só os seus próprios interesses;

  • Não prejudicar pessoas, animais ou o meio envolvente.


Se todos estes pontos estão respeitados mas não consegue passar à fase de implementação propriamente dita, considere o seguinte:


  • Escreva as suas ideias numa folha de papel. Parecendo que não, com o simples facto de detalhar os seus pensamentos em papel, estará já a transferir algo do mundo mental para o físico.

  • Elabore cuidadosamente um plano visando a implementação das ideias. Determine prazos e etapas específicas para a sua execução. Analise esse plano com frequência, fazendo os ajustes que forem necessários.

  • Comprometa-se a agir e a tomar de imediato o primeiro passo que garanta a implementação da sua ideia. Mesmo que seja um pouco a cada dia que passa, o importante é mesmo não ficar parado.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Padrão “Swish”


O “Swish” é uma técnica de PNL (Programação Neurolinguística), concebida por Richard Bandler e John Grinder, com a finalidade de eliminar comportamentos compulsivos. A técnica propõe-se modificar a resposta condicionada que as pessoas compulsivas têm, utilizando imagens internas e trocando-as, de forma a transformar um estado problemático num estado desejado. O resultado final será a obtenção de um comportamento diferente do anterior, positivo e condutor à solução do problema original.

Pode ser utilizado para deixar de comer compulsivamente determinado tipo de comidas, por exemplo chocolates ou doces; para deixar de fazer compras que vão além das necessidades ou mesmo para situações como pânico. A técnica é também procurada para deixar de roer as unhas ou para deixar de fumar, se bem que neste último caso sejam por vezes requeridos outros tratamentos associados devido à dependência química inerente.


O modo de funcionamento da técnica, para realizar um “Swish” visual é o seguinte:

  1. Identificação do Contexto
    Primeiro identifique qual a situação que deseja mudar. Onde e quando desejaria ter uma reacção diferente da que tem actualmente?
    Por exemplo, alguém tem a compulsão de comer doces. Então, essa pessoa identifica que esse hábito lhe é prejudicial à saúde e toma a decisão de romper com esse comportamento.
  2. Identificação da Imagem-Pista
    Tome percepção daquilo que vê um pouco antes de iniciar o comportamento que deseja mudar. Quais são as imagens que geram a compulsão?
    Por exemplo, a referida pessoa não está a comer doces mas vê publicidade na televisão que serve de disparo para provocar nela a vontade de comer doces.
    Já que se trata da pista para um tipo de reacção que a pessoa quer mudar, deve haver algum tipo de situação desagradável associada a essa imagem. Quanto mais desagradável for, melhor funcionará.
    É importante que não se veja a si próprio nesta imagem.
  3. Criar a imagem do resultado desejado
    Depois de identificar e fixar a imagem-pista, proceda à criação de uma outra imagem de si mesmo, mais criativa, numa situação saudável, se já tivesse feito a mudança de comportamento desejada. Essa imagem deve ser motivadora e atraente, deve valer a pena.
    É importante que veja a sua própria imagem.
    Se conseguisse efectuar esta mudança de que maneira diferente se veria? Seria mais competente? Mais alegre? Mais saudável? Mais atraente? Gostaria mais de si próprio?
  4. Recorrer ao Swish”
    Agora proceda ao “Swish”, ou seja à mudança, das duas imagens. Feche os olhos e visualize a imagem-pista, grande e luminosa. Depois, dentro dessa imagem coloque um pequeno quadro, no canto inferior direito, com o resultado desejado.
    A pequena imagem crescerá, ficará mais luminosa e cobrirá a primeira imagem que, por sua vez, diminuirá e ficará mais escura, tão rapidamente quanto se consegue pronunciar o “Swish”.
    De seguida, abra os olhos. Na primeira vez, a troca ocorre de maneira lenta e gradual.
    Repita o processo cinco vezes, no total, cada vez mais rapidamente, até que o método comece a funcionar inconscientemente.
    Lembre-se sempre de abrir os olhos no final de cada “Swish”.
  5. Testar
    Lembre-se da primeira imagem. O que acontece?
    Se o “Swish” funcionou, será difícil lembrar-se. A imagem-pista irá desaparecer e será substituída pela segunda imagem de como deseja ser. Na prática, a imagem-pista passa a ser relacionada com um comportamento saudável e a compulsão desaparece.
  6. Repetição, caso não seja bem-sucedido
    Caso a antiga reacção ainda esteja presente, retroceda e repita o padrão “Swish”. Veja se consegue descobrir o que poderia ter deixado de lado, ou o que pode fazer para que funcione desta vez.

A técnica descrita foi adaptada da criada por Richard Bandler e John Grinder e está direccionada para pessoas predominantemente visuais. Existe uma técnica específica para pessoas auditivas, apresentada por Connirae e Steve Andreas e também já foi criada a variação para pessoas cinestésicas. Assim, é conveniente que identifique em primeiro lugar qual o seu sistema de representação predominante.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ser Feliz apesar dos obstáculos


Existe um equívoco generalizado acerca da felicidade que é o de se pensar que esta ocorrerá automaticamente assim que se consiga acumular grandes quantias de dinheiro no banco. É verdade que o dinheiro permite liberdade financeira e propicia sensações de segurança e estabilidade, mas a felicidade genuína não vem de nenhum factor externo. É um estado de espírito.

Para corroborar o que acabo de escrever, convido-o a pensar em pessoas ricas que não sejam felizes. Estou convencida que se lembrará de imediato de pelo menos seis celebridades que estejam constantemente a aparecer nos escaparates dos jornais e das revistas com problemas de dependências, tumultos emocionais ou conjugais, problemas legais, actos de violência, etc. Porque é que essas pessoas, apesar de terem uma vida próspera e aparentemente de sucesso, não são capazes de alcançar a felicidade?


A resposta estará muito provavelmente no facto de que o dinheiro, por si só, não determina a felicidade. Não determinou que essas pessoas fossem felizes, do mesmo modo que também não irá determinar a sua felicidade.


Se pretende mesmo ser feliz, então tem que decidir sê-lo agora, neste momento, apesar dos problemas e desafios que possa estar a enfrentar. Uma conta bancária choruda não fará desaparecer os seus problemas, a não ser, como é óbvio, que estes estejam relacionados com questões financeiras.


Faça o que fizer, haverá sempre ocorrências inesperadas que irão ameaçar o seu bem-estar. Não poderá escolher aquilo que o futuro lhe reserva, contudo, a forma como irá reagir a essas questões será sempre uma escolha sua. A habilidade de se focalizar nos aspectos positivos que a vida lhe oferece, procurando ser feliz a cada momento e independentemente do que esteja a acontecer à sua volta, é o maior poder que poderá vir a desenvolver algum dia.

Seguem-se algumas sugestões para que cada momento da sua vida seja impregnado da felicidade que por direito lhe pertence:
  • Tome consciência das suas conversas mentais. Sempre que der por si a pensar “Serei feliz quando isto acontecer… Serei feliz quando aquilo acontecer…”, interrompa de imediato esse curso de pensamentos. Acredite que o momento presente é tudo o que tem e sempre terá.
  • Aperceba-se de todas as coisas boas que já fazem parte da sua vida e sinta-se grato por isso. Focalize a sua energia e os seus esforços em fazer de cada momento o melhor que lhe seja possível, com os trunfos que tem na mão. Deixe o amanhã para a sua altura devida.
  • Não pretenda atingir os seus objectivos de uma forma imediata. O caminho faz-se percorrendo. Permita-se apreciar o cenário à sua volta e oferecer-se pausas tranquilas. Se agir desta forma com regularidade, poderá desfrutar de motivação para continuar a avançar em frente e, melhor ainda, conseguirá perceber que a jornada é tão compensadora como o destino final.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Relacionamentos Amorosos – Qual é a intensidade do seu amor?


No início da maior parte dos relacionamentos amorosos, ao atravessar o chamado período de enamoramento, existe a tendência de reparar unicamente nas qualidades do parceiro e de considerar a extrema sorte de ter encontrado essa pessoa. Porém, com o passar do tempo, perde-se essa capacidade positiva e a atenção começa a ser focalizada em todos os defeitos do outro que anteriormente passavam despercebidos. O que será que aconteceu entretanto? O que mudou que justifique essa mudança de perspectiva?


Poderemos responder que é tudo uma questão de intensidade de emoções. Passo a explicar. Vamos partir do princípio que existe uma escala que vai desde o amor mais elevado até ao ódio, propriamente dito. Assim sendo, será mais fácil definir que o amor é uma emoção positiva que pode variar através de uma escala de intensidade. Há coisas que gostamos e outras que simplesmente não gostamos. Outras coisas ainda são simplesmente indiferentes para nós, ou seja são neutras nessa escala de intensidade, não nos causando por isso emoções de espécie alguma. Quanto mais amor se sentir, mais elevado se estará nessa escala. Um amor na sua escala mais elevada pressupõe que se tem um ponto de vista da outra pessoa absolutamente positivo. Seja o que for que essa pessoa faça ou diga, tudo será maravilhoso nela. Os seus defeitos serão atenuados ou passarão até mesmo completamente despercebidos.


Acontece que as emoções não são estáticas e torna-se muito difícil conseguir manter essa intensidade no mesmo ponto da escala. Por isso, com o passar do tempo, a intensidade do amor vai-se alterando. Pode crescer ou decrescer, consoante as circunstâncias. Não raro se ouvem os seguintes desabafos: “Já não gostas de mim como gostavas antes!”. E, na realidade, podemos dizer que assim é. Porém, tal facto não é irreversível, ou seja se a emoção voltar a subir nessa escala de intensidade, então o amor será mais intenso.


Nesta altura, suponho que estará a perguntar-se como é que se consegue controlar a intensidade de emoção nessa escala. Infelizmente, não se consegue na sua totalidade. Se assim fosse, deixaríamos de ser humanos e passaríamos a ser meros autómatos. Uma outra questão que se coloca é se é de facto necessário que se viva eternamente no ponto mais elevado da escala, ou seja no ponto do amor-perfeito. Enquanto não atinjamos o padrão da santidade, não será suficiente um amor mais moderado, se bem que maduro, em que se ame o suficiente para nutrir um relacionamento de qualidade em que ambos os envolvidos possam crescer e evoluir?


Muitas pessoas falham no estabelecimento de um relacionamento porque alimentam dúvidas constantes, receando comprometer-se demasiado com o parceiro e encontrar depois alguém mais compatível. Estas dúvidas são terríveis e impedem essas pessoas de desfrutar aquilo que já têm na sua vida. Outras pessoas vão mais longe ainda e acusam sistematicamente o outro de não apreciar os seus esforços e as suas qualidades, de cometer sempre os mesmos erros. Não raro, ameaçam mesmo acabar com o relacionamento de uma vez por todas. Como é que a outra pessoa se irá sentir perante um comportamento desse tipo? Não seria mais positivo focalizar-se em todas as coisas boas que o relacionamento oferece à sua vida?


Escala de intensidade à parte, muita coisa poderá certamente ser feita para se cultivar um relacionamento feliz e duradouro. Não se esqueça nunca que manter um relacionamento implica trabalho e esforço. Tal como uma planta necessita ser regada e cuidada, também o amor necessita ser nutrido. Seguem algumas sugestões que poderão servir de ajuda:


  • Esteja atento às qualidades do outro e valorize essas qualidades.
    Quais são os atributos do seu parceiro que mais aprecia? Esses atributos existem em mais alguém que conheça?
  • Verifique com atenção todos os benefícios do relacionamento.
    O quanto é que o relacionamento contribui para a sua vida? O quanto perderia caso este não existisse?
  • Tome consciência que o seu parceiro, como qualquer ser humano, não é perfeito.
    Consegue identificar os pontos negativos do seu parceiro? São assim tão negativos, ao ponto de serem imperdoáveis ou inadmissíveis? De que maneira poderá contribuir para apoiar o seu companheiro, caso este se disponha a melhorar esses pontos negativos? E de que forma poderá contribuir para que este se sinta motivado a melhorar?
  • Tome igualmente consciência dos seus próprios defeitos e qualidades. Antes de apontar os defeitos dos outros, será de bom tom lidarmos com os nossos.
    De que maneira poderá o seu companheiro apoiá-lo, caso se disponha a melhorar os seus próprios pontos negativos? É possível estabelecerem um acordo, funcionando em equipa e apoiando-se mutuamente com vista ao crescimento e amadurecimento de ambos?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mantras


O uso de mantras é uma boa forma de potenciar a concentração enquanto medita. Mas, antes de mais, convém explicar a origem e significado dos mantras. Na realidade, não é bem definida a sua origem exacta. Os hindus acreditam que tenham surgido há dez mil anos, a partir da revelação do RIG VEDA, livro sagrado da Índia. Segundo outra versão, teriam sido originados por sábios e yoguis que há milhares de anos atrás meditavam no mais profundo silêncio em cavernas. Estes sábios teriam concentrado as suas mentes nos centros de energia vital (chakras), ouvindo as diferentes vibrações e traduzindo-as através das cordas vocais em letras, dando origem ao alfabeto do idioma sânscrito. Através das combinações dessas letras, teriam sido criados os mantras.


Mantra deriva da raiz MAN e do sufixo TRA. MAN, deriva da palavra MANAS (Mente) e significa pensar. TRA deriva da palavra TRANA, que significa controle. Assim, se bem que consistam geralmente de palavras ou textos sagrados, os mantras são qualquer combinação de sons que tenha por finalidade o auxílio no controle da mente. Para algumas escolas, qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto que detenha um poder específico pode ser definido como mantra. Não existe, em nenhum idioma moderno, um correspondente único à palavra mantra e é habitual que seja traduzido por “sons místicos ou sagrados”, “hinos” ou “discursos cantados”. Universalmente são considerados sons que elevam o espírito.


Segundo o Evangelho, o som é a matéria-prima do Universo. Leia-se a seguinte passagem: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele" (João 1:1-3). O que indica que os mundos e seres que compõem o Cosmos foram constituídos pelo som, pela palavra. As tradições orientais ensinam também que todas as coisas são compostas por energia e que, por sua vez, a energia emite vibrações. Estas vibrações assemelham-se aos sons e acredita-se que, ao utilizar determinados sons, se consegue influenciar as vibrações do corpo e, por conseguinte, a saúde física e o desenvolvimento espiritual. Não é por acaso que em todos os rituais religiosos existem hinos ou cânticos.


Um mantra não deve ser apenas entoado ou cantado, precisa de ser acompanhado por um pensamento. Considera-se também que algumas línguas são mais ricas do que outras em termos de vibrações. Isto aplica-se em particular ao sânscrito, considerado pelo Oriente como a primeira língua. Evita-se traduzir estas línguas pois a força e poder dos mantras reside nas vibrações emitidas pelo som e não nas palavras em si. Obviamente que, ao contrário das palavras, que poderiam sempre ser alvo de traduções, o som nunca o poderá ser.


Os mantras podem ter diversas finalidades. Existem mantras para elevar o nível de consciência, desenvolver a espiritualidade, despertar poderes psíquicos, invocar protecção, etc. No exercício da meditação, o uso dos mantras interessa-nos principalmente para tranquilizar a mente e facilitar a concentração.


A escolha de um mantra é um passo importante e pessoal. Convém experimentar e adoptar aquele que funcione melhor para si. Poderá utilizar uma frase de oração, ou uma palavra ou palavras específicas. Contudo, como regra, convém que o mantra não seja demasiado extenso, para que se consiga conjugar facilmente com a respiração. Seguem-se alguns exemplos de mantras, ordenados segundo a sua origem:

Orientais: “OM”, “HAMSAH”, “SHANTI”.
O “OM” é o mais utilizado e também o mais poderoso. É a representação universal da própria ideia de Deus, da Unidade, do Absoluto. É o som primordial que contém todos os outros sons e do qual toda a criação surgiu. Escreve-se “OM”, mas pronuncia-se “AUM”. Os sábios indianos afirmam que a eficácia deste mantra não tem limites.

Judaicos: “SHEMA YSROEL”, “SHALOM” (que significa Paz), “HASHEM”.

Cristãos: “PAI-NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU”, “AVE MARIA CHEIA DE GRAÇA”, “SENHOR TENHA PIEDADE”, “O SENHOR É MEU PASTOR”.

Universais: “UM”, “PAZ”, “CALMA”,”RELAXE”, “AMOR”, “DEIXE IR”.

Os mantras podem ser uma ajuda preciosa para obter a concentração que se pretende na prática da meditação, quer sejam repetidos somente em pensamento ou cantados (para obter todos os benefícios das vibrações do som). Se desejar adoptar o seu uso, comece por escolher o mantra que mais significado tenha para si. De seguida, poderá utilizá-lo da seguinte forma:
  • Sente-se de forma confortável, mantendo a coluna naturalmente alongada, numa postura livre de rigidez ou tensão.
  • Feche os olhos e, para ajudar à concentração geral, focalize-se na respiração.
  • Respire naturalmente pelas narinas. Perceba o movimento natural da respiração. Deixe que a respiração suavize o corpo e aquiete a mente.
  • Inspire profundamente e, ao expirar, entoe o mantra. Faça com que o som saia prolongadamente, iniciando-se na garganta e terminando nos lábios cerrados.
  • Entoe o mantra as vezes que quiser, o tempo que quiser. Pode repetir o mantra em cada exalação ou utilizá-lo independentemente da respiração. Pode ser utilizado ao longo da meditação ou somente assim que a mente comece a vaguear.
  • No final da meditação, reserve um período de silêncio. Permita-se sentir a paz que o mantra transmite à sua mente.


Quando o mantra se tornar parte da meditação, poderá experimentar usa-lo noutros contextos e situações. Considere utilizar o mantra sempre que se veja envolvido em situações de ansiedade, medo ou qualquer outra emoção negativa. Utilize-o como técnica relaxante antes de qualquer actividade que lhe cause apreensão. Verificará que este lhe trará conforto e paz de espírito.

domingo, 2 de maio de 2010

Silence


Neste primeiro Domingo de Maio, convido a relaxar ao som de Silence, de Enigma Featuring Sarah McLaughlin . Um vídeo com belas imagens, da autoria de fransgrol e que parece feito de propósito para este Blogue.