quarta-feira, 28 de abril de 2010

Criar Prosperidade


Todas as pessoas bem sucedidas financeiramente têm uma coisa em comum que é o facto de terem encontrado uma forma de contribuir com valor para o mundo. É esse o motivo de serem bem recompensadas pelos seus esforços.

Infelizmente, muitas pessoas fizeram uma interpretação errada da Lei da Atracção e partiram do princípio que para obter prosperidade bastaria desejar, visualizar e simplesmente esperar que o dinheiro começasse a fluir na sua vida. As coisas não funcionam dessa forma, pelo menos para a maioria dos mortais. É preciso que trabalhemos para atrair a nossa própria prosperidade. E isso não tem de ser propriamente desagradável, se soubermos escolher um trabalho que realmente gostamos.

É importante que reflicta nos seus talentos, interesses e paixões. A partir daí terá que conseguir encontrar uma actividade que englobe esses atributos. Lembre-se que não basta seguir os seus interesses, será necessário que esses interesses também produzam valor para o mundo. Essa é a única forma de obter rendimento através daquilo que gosta de fazer. Poderá consegui-lo de várias maneiras, por exemplo:
  • Oferecer um serviço de qualidade aos outros, em alguma área do seu agrado;
  • Produzir e desenvolver um produto que esteja em alinhamento com os seus interesses;
  • Escrever um livro acerca de um tópico que o motive profundamente e do qual tenha competência para oferecer algo de novo aos outros.



As possibilidades são infinitas. Terá apenas de descobrir quais são realmente as suas paixões e o que poderá fazer com elas para ganhar dinheiro.


Para facilitar nessa tarefa, considere as seguintes questões:

  1. Quais são as suas paixões e interesses?
  2. Quais são os talentos e competências que tem? Precisa de desenvolve-los de alguma forma?
  3. Como poderá usar essas capacidades para gerar valor para o mundo e em simultâneo criar receitas?

sábado, 24 de abril de 2010

A Folha de Erva


Uma folha de erva queixou-se para uma folha de Outono: “Fazes tanto barulho ao cair! Espalhas todos os meus sonhos de Inverno!”.
Disse a folha, indignada: “Ser pequeno e acanhado! Enfadonha e sem encanto! Sem som e impertinente! Vives longe do céu e não conheces os sons da natureza.”

Então, a folha de Outono deitou-se sobre a terra e dormiu. Quando chegou a Primavera, acordou novamente: tinha-se transformado em folha de erva. E quando chegou o Outono e ela mergulhou no seu sono de Inverno, atiradas pelo vento começaram a cair sobre ela as folhas de Outono.
Murmurou: “Oh, estas folhas de Outono! Fazem tanto barulho! Espalham todos os meus sonhos de Inverno!”

Kahlil Gibran

Tudo na vida é um ciclo. Tudo se rege por diferentes perspectivas. Antes de julgarmos os outros, devemos colocar-nos na sua posição, na sua experiência de vida. Não somos donos da palavra nem da razão.

***********Nota: Os modernos conceitos de metáfora, baseados na obra de Milton Erickson, são adoptados pela PNL.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Desenvolvimento Pessoal e Mudança




Há pouco tempo atrás uma amiga confidenciou-me que durante quase cinco anos passou todos os dias por um parque repleto de árvores e plantas sem nunca reparar na beleza que a rodeava. Tudo estava ali, à frente do seu nariz, mas atravessava o parque sem nada ver. Isso acontecia porque a sua atenção estava centrada noutras coisas, nas preocupações do dia-a-dia, tal como o atraso que iria comprometer o horário na empresa onde trabalha ou a troca de palavras desagradáveis que tivera com algum familiar. Um dia, alguém lhe chamou a atenção para a raridade e beleza das plantas daquele parque e ela ficou pasmada consigo própria. Fizera aquele trajecto durante tanto tempo e nunca tinha reparado em pormenores que alguém descobrira ao visitar a zona por uma única vez. Como era possível?
A resposta é simples e válida para tudo na vida: somente vemos aquilo que queremos ver. O mesmo acontece, por exemplo, relativamente ao interesse por desenvolvimento pessoal. Enquanto não estivermos preparados para uma mudança, poderemos ter acesso a todo o manancial de informação necessária para essa transformação mas não estaremos receptivos à assimilação dessa mesma informação. A nossa atenção estará focalizada noutros assuntos e noutros interesses.

Muitas pessoas não gostam e chegam mesmo a repudiar o tema do desenvolvimento pessoal porque não estão dispostas a fazer transformações ou mudanças na sua vida. Mudar não é fácil. Mudar significa fazer algo de novo, algo a que não estamos acostumados e nos é desconhecido. Como a função da mente é manter-nos num nível confortável de segurança, fará uso de todos os estratagemas que possam impedir de tomar decisões encaradas como potencial risco para a sobrevivência. E o desconhecido é encarado como risco.

Não raras vezes, o interesse pelo nosso próprio desenvolvimento pessoal é despoletado quando somos confrontados com experiências dolorosas que, de alguma forma, nos fazem chegar a um ponto de ruptura. Torna-se impossível continuar a experienciar tal grau de sofrimento, por isso ficamos receptivos à mudança. Nessas circunstâncias, o risco do desconhecido é preferível a ficar no mesmo ponto insustentável de dor.

Mesmo sem essas experiências limite, saiba que a mudança irá acabar por acontecer na sua vida. Inevitavelmente, quer queira quer não, mais tarde ou mais cedo, irá cruzar-se com pontos de viragem que o farão reconsiderar toda a sua existência. “Quem sou eu?”; “Qual a finalidade da minha vida?”; “O que estou afinal aqui a fazer?”; “De que vale toda esta luta?”, são algumas das perguntas mais utilizadas nos chamados períodos de crise em que tudo é colocado em questão.

Contudo, não é preciso chegar a momentos de grande sofrimento ou de crise, em que uma mudança se torna fundamental e inevitável, para compreender a necessidade de aprendizagem e desenvolvimento pessoal. As pessoas que procuram genuinamente a felicidade, estão dispostas a trabalhar o seu próprio interior e não se poupam a esforços para melhorar o desempenho. Estão dispostas a tornar-se na melhor versão de si próprios. Procuram toda a informação disponível que possa servir de alavanca a um melhoramento contínuo das suas capacidades. Do mesmo modo, sabem aceitar as mudanças de braços abertos, desafiando as inseguranças e os medos. Sabem que somente através de mudanças e transformações é possível atingir o patamar da excelência.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O que deseja fazer com a sua vida?


As pesquisas são unânimes em demonstrar que as pessoas que sabem bem o que querem e estabelecem objectivos para o conseguir são consideravelmente mais bem sucedidas do que aquelas que não o fazem. Isso tem toda a lógica pois para podermos alcançar alguma coisa na vida temos em primeiro lugar de saber o que queremos. Caso contrário, não será possível estabelecer metas e teremos de nos limitar a andar à deriva, ao sabor do vento, ou seja de circunstâncias externas.

A partir do momento em que saiba em concreto aquilo que deseja alcançar, é necessário que perca algum tempo a estabelecer um ou dois objectivos que o incentivem a tomar acções em contextos ainda não explorados por si. Não vale a pena estabelecer metas cujos resultados efectivos mantenham tudo da mesma forma e não o estimulem a utilizar todo o seu potencial. Lembre-se que para obter um resultado diferente terá de tomar acções diferentes.

Caso presentemente não tenha nenhuma pista quanto ao que deseja fazer com a sua vida, acredite que a nível inconsciente já sabe tudo o que precisa de saber para ser bem sucedido. No seu interior, residem as respostas para todas as perguntas. É só questão de querer e saber colocar as questões correctas. Nesse contexto, sugiro que se sente calmamente, relaxe, feche os olhos e se coloque a seguinte pergunta:
  • Como seria o meu dia ideal se não tivesse limitações de espécie alguma?


Pondere, demorando todo o tempo que for necessário e de seguida coloque por escrito a sua resposta. Pense como seria se não tivesse limitações pessoais, financeiras, geográficas ou relacionais. Imagine-se simplesmente a viver o seu dia ideal, desde que se levanta até que se deita.

  • No que pensaria ao acordar?
  • Como seria o ambiente ao seu redor? Como seria a sua casa, em que local se situaria em concreto?
  • Qual seria o seu trabalho? Trabalharia por conta de outrem ou seria o patrão de si próprio? Nesse caso, como seriam os seus clientes? Que tipo de actividade teria?
  • Teria filhos? Se sim, o que lhes falaria? E o que lhe diriam eles?
  • Como se sentiria em relação a relacionamentos amorosos? Quem o acompanharia no seu dia-a-dia? Do que falariam? Que interesses em comum teriam?
  • Como seria a sua saúde? Faria exercício físico com regularidade? Faria alguma dieta específica?
  • No que pensaria antes de se deitar?

Não tente dar respostas perfeitas. Deixe apenas que os seus pensamentos fluam e vá escrevendo tudo o que lhe ocorrer. Se desta forma conseguir visualizar o seu dia perfeito, estará no caminho certo para saber o que realmente deseja da sua vida. A partir desse momento, será possível começar a traçar objectivos e a elaborar um plano para alcançar esses objectivos, sejam eles quais forem.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ponha Fim à Ilusão do Tempo


«...O tempo e a mente são inseparáveis. Retire o tempo da mente e ele pára… A não ser que decida utilizá-lo.

Identificar-se com a mente é ser aprisionado no tempo: a compulsão de viver quase exclusivamente das recordações e por antecipação. Esta situação gera uma preocupação interminável com o passado e com o futuro e uma falta de vontade de dignificar e reconhecer o momento presente e permitir que este seja. A compulsão nasce porque o passado lhe dá uma identidade e o futuro contém a promessa de salvação, de realização sob qualquer forma. Ambos são ilusões.

Quanto mais a pessoa se concentra no tempo (passado e futuro), mais falta sente do Agora, a coisa mais preciosa que existe.

Porque é que o Agora é a coisa mais preciosa que existe? Primeiro, porque é a única. É tudo o que existe. O presente eterno é o espaço no âmbito do qual a sua vida se desenrola, o único factor que permanece constante. A vida acontece agora. Nunca houve altura em que a sua vida não fosse no agora, nem nunca haverá.

Em segundo lugar, o Agora é o único ponto que pode levar o leitor além dos limites circunscritos da mente. É o seu único ponto de acesso ao mundo eterno e sem forma do Ser.

Alguma vez o leitor experienciou, fez, pensou ou sentiu algo fora do Agora? Acha que alguma vez o fará? É possível que alguma coisa aconteça ou se dê fora do Agora? A resposta é óbvia, não é? Nunca nada aconteceu no passado mas sim no Agora. Nunca nada vai acontecer no futuro, mas sim no Agora.

A essência das palavras que profiro não pode ser entendida pela mente. No momento em que o leitor o compreenda, ocorre uma mudança no consciente, passando da mente para o Ser, do tempo para a presença. De repente, o leitor sente que tudo está vivo, que tudo irradia energia e emana Ser...»

Tolle, Eckhart. In A Prática do Poder do Agora

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Não Temer o Fracasso



Alguma vez comprometeu a realização de um projecto por ter receio de fracassar? O fracasso transmite sensações incómodas e mesmo até dolorosas de fragilidade ou incompetência e, nesse contexto, é perfeitamente normal que a mente tente escapar a essas sensações.

Porém, na realidade o fracasso é uma percepção, nada mais. Só existe em concreto no momento em que diga para si próprio que falhou. Se acreditar que falhou, então terá mesmo falhado. Se acreditar que não tem competência para ser bem sucedido, então não terá competência. Se acreditar que não aguenta a pressão necessária para atingir as suas metas, então não aguentará mesmo. O fracasso só existe na sua mente. No momento em que assume a derrota e decide desistir dos seus objectivos, o sentimento de fracasso instala-se.

Da mesma forma, se acreditar e continuar a lutar pelos seus objectivos com firmeza, passo a passo, durante o tempo que for necessário, não haverá margem para o fracasso. Será simplesmente requerido que se mantenha em acção, focalizado e avançando, por pouco que seja, na direcção das suas metas.

Em primeiro lugar deverá ter a certeza que determinado objectivo é de facto importante para si. Precisa de claridade quanto ao que pretende. Alcançar determinada meta fará a diferença na sua existência e na existência das outras pessoas? Então, considere as seguintes sugestões para o ajudar a manter-se determinado e focalizado:

  1. Nunca desista dos seus planos
    No início, a maioria das pessoas dispõe-se a trabalhar duro mas acaba por esmorecer assim que as complicações surgem ou a motivação enfraquece. Nunca desista. Comprometa-se a atingir as suas metas, aconteça o que acontecer. Não pondere sequer admitir o fracasso e nunca perca a determinação.

  2. Não se prenda a prazos para conclusão
    É recomendável que defina uma linha de tempo para a realização de cada passo conducente aos objectivos, mas deverá admitir logo de início que existem circunstâncias que estarão fora do seu controle. Nunca poderá saber com toda a exactidão quando é que os seus objectivos serão alcançados. É bom ter uma ideia geral para o tempo de execução mas focalize-se sobretudo em fazer progressos diários, por insignificantes que estes lhe possam parecer. Não se focalize em chegar à meta final no mais curto espaço de tempo.

  3. Contorne os obstáculos
    Por último, apesar de não menos importante, assegure-se que para si obstáculos e contratempos não são sinónimo de fracasso. Estes conceitos são completamente diferentes. Um obstáculo ou contratempo é simplesmente algo que precisa contornar e resolver para depois continuar o seu percurso rumo à meta. Obstáculos podem ser sinónimo de crescimento e evolução, se conseguirmos superar as nossas limitações e nos empenharmos em obter resultados positivos. Fracassar é chegar ao fim da linha sem resultados positivos.

Se errar, tenha em mente que todas as pessoas erram numa ou noutra fase da sua vida. Faz parte da vida e é sinal que nos esforçamos por avançar. Só não erra quem não sai do mesmo caminho, mantendo-se estagnado e sem objectivos. Aprenda com a experiência e defina novos planos para chegar à mesma meta, mais congruentes com a realidade. A maioria das invenções deu-se só após inúmeras tentativas mal sucedidas. Os inventores e cientistas que ficaram na história não desistiram dos seus ideais, simplesmente reformularam os seus planos e ousaram continuar sempre em frente. Encare um possível fracasso como uma experiência que lhe indica o caminho do sucesso.

domingo, 4 de abril de 2010

O Sentido da Páscoa



Em Domingo de Páscoa faz sentido uma pausa para reflexão acerca da morte de Jesus. Proponho a música “Wish”, de Brian Littrell. Vídeo Clip com tradução da letra da música para português e com imagens do filme de Mel Gibson, “A Paixão de Cristo”.


http://www.youtube.com/watch?v=sPvtPf9pJ8s



Os meus votos de uma Boa Páscoa!