segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Para um Relacionamento Harmonioso


Em primeiro lugar, convém entender quais as razões que levam à existência de um relacionamento. Na sua generalidade, os relacionamentos são baseados em necessidades recíprocas. Quanto mais fortes forem essas necessidades, mais intenso será o relacionamento. Quando alguém tem uma necessidade e essa necessidade é suprida pela outra pessoa, existe um relacionamento sólido. Quando essa necessidade não é suprida, então podemos dizer que o relacionamento atravessa dificuldades que se não forem corrigidas no devido tempo podem dar origem a ruptura.

Todos temos necessidades, o problema é que a maioria das pessoas nem sequer sabe quais são as suas próprias necessidades, quanto mais as do parceiro. A melhor e talvez única maneira de descobrir quais são as necessidades do outro e de transmitir as nossas é através da comunicação. Infelizmente, hoje em dia, com a agitação e falta de tempo existente na sociedade em que nos inserimos, comunica-se muito pouco e nem sempre da maneira mais eficaz.

 
É muito frequente num casamento ou vida em comum o seguinte padrão: um deles quer alguma coisa do outro que este não lhe dá. Como resultado de não obter o que quer, fica zangado. O parceiro percebe que este está zangado mas não consegue descortinar as razões que o assistem. «Porque estás zangado?», pergunta. O outro não responde e ainda fica mais zangado porque acha que o parceiro deveria saber. Existe a ideia que para haver um bom relacionamento tem de existir transmissão de pensamento. Ou seja, o outro deveria adivinhar quais as necessidades que não estão a ser preenchidas.

 
Mas as coisas não funcionam assim. A forma assertiva de lidar com este problema, seria:
  1. Manter uma postura neutra.
    Não lhe serve de nada zangar-se, diria mesmo que só complica a situação em si. A zanga vai fazê-lo sentir-se mal interiormente e ainda vai criar um clima negativo em que praticamente estará a “obrigar” a outra pessoa a fazer aquilo que pretende.
    Relaxe, conte até dez (ou vinte), respire fundo e adopte uma postura neutra.
  2. Exprimir aquilo que o aborrece num tom amigávelSe não transmitir o que se passa consigo, a outra pessoa não compreenderá os seus motivos, a não ser que este tenha capacidades de telepatia. Exprima aquilo que o aborrece, adoptando um tom de voz afável. Será mais provável que a outra pessoa responda positivamente ao seu apelo dessa forma, do que se descontrolar e desatar aos gritos e lamentos.
    A título de exemplo, eis como poderia expressar assertivamente o que sente: “Aborrece-me que te tenhas esquecido de ir às compras, conforme tínhamos combinado”.
  3. Expor o seu pedido
Peça delicadamente à outra pessoa o que pretende que esta faça. Pense e ofereça sugestões para ultrapassar o problema imediato, por exemplo: “Será que consegues remediar a situação indo à loja mais próxima para comprar algumas coisas que nos fazem falta para agora? Amanhã ou depois logo poderás tratar da lista completa de compras que ficam em falta”.

Obviamente no dia-a-dia as coisas são mais difíceis de gerir. O importante é tomar consciência das suas necessidades e também das necessidades do seu parceiro para que o relacionamento seja harmonioso. Lembre-se que está a lidar com alguém diferente de si, que tem as suas próprias expectativas e opiniões. O respeito para com o outro passa por se preocupar pelo seu bem-estar e pelas suas necessidades. Habitue-se a colocar frequentemente as seguintes questões:

  • O que é importante para ele?
  • O que posso fazer por ele para que ele queira fazer isto para mim?
Ao ter essa preocupação, estará a fomentar os alicerces de um relacionamento sólido e harmonioso, capaz de gerar recompensas para ambas as partes.

Sem comentários:

Enviar um comentário