quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Como tomar decisões sensatas





Nem sempre é fácil tomar decisões e é natural que se vacile perante as múltiplas escolhas que a vida nos vai colocando, quer se trate de pormenores referentes à carreira profissional, finanças, negócios ou mesmo aos relacionamentos. Como é que podemos saber qual será a melhor escolha perante a especificidade de cada situação? Por vezes a decisão é óbvia mas nem sempre isso acontece. Quando as escolhas se revestem de uma certa complexidade, é preferível ponderar para que mais tarde não surjam arrependimentos. E nem sempre é necessário que se trate de decisões capazes de afectar a vida para sempre; por vezes aquelas decisões que à partida parecem mais simples, podem na verdade vir a causar dissabores.


Fazer a escolha correcta é uma questão de saber pesar as potenciais vantagens e desvantagens que cada solução sempre nos apresenta. Seguem-se alguns passos simples mas eficazes que o poderão ajudar a tomar decisões sensatas em qualquer área da sua vida:


  1. Ponderar os ganhos
    Quando existem dilemas, deverá considerar em primeiro lugar a seguinte questão:
    “O que tenho a ganhar se optar por esta escolha?”.
    Se as recompensas forem boas, poderá ser vantajoso tomar alguns riscos para aproveitar a oportunidade. Por outro lado, se o lucro não for considerável, provavelmente não valerá a pena correr grandes riscos, pelo menos nesse momento e nessa situação específica.

  2. Ponderar as perdas
    A pergunta seguinte deverá ser:
    “O que tenho a perder se optar por esta escolha?”.
    Geralmente, as pessoas não gostam de pensar nos pontos negativos das oportunidades e depois mais tarde admiram-se das consequências. Ao ter um pouco de visão poderá poupar-se no futuro a grandes dores de cabeça. Se houver a possibilidade de perdas consideráveis, será mais sensato aguardar por cenários menos arriscados.

  3. Imaginar o pior cenário possível
    Finalmente, avance mais um passo e pergunte-se:
    “Qual é a pior coisa que poderá acontecer se escolher esta opção?”
    Pode parecer uma questão pessimista mas não o é de todo. Na verdade, a resposta permite-lhe uma clarificação de todo o cenário. Se verificar que não conseguirá arcar com as piores consequências da tomada de decisão, então saberá imediatamente que essa não é a opção correcta para si. Se, pelo contrário, as piores consequências não forem por aí além, saberá então que essa é uma opção viável.

E na eventualidade de todas as opções existentes manifestarem o mesmo potencial de recompensas e prejuízos? Nesse caso, siga o seu próprio instinto. Gaste algum tempo a considerar cada possibilidade e depois escolha aquela que lhe pareça mais conveniente.

Quando chega o momento de tomar uma decisão específica, não existem garantias de qualquer espécie. Tudo o que pode fazer é medir os prós e os contras, saber estar atento à sua própria intuição e depois agir conforme as circunstâncias. No final, lembre-se que as chamadas “más decisões” são relativas. Por pior que as coisas corram, acabará sempre por ganhar experiência. Ao ter isso em consideração, ganhará mais confiança em si próprio, o que o ajudará a tomar melhores decisões no futuro.

2 comentários:

  1. Artigo nota 10! Muito útil e tudo o que eu precisa ouvir para dar um rumo nos meus pensamentos. Obrigada!

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  2. Obrigada pelo seu comentário! Seja sempre bem-vinda! Um abraço.

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