sábado, 30 de janeiro de 2010

Meditação – Qual o Tempo e Duração adequados?





A prática da meditação é benéfica a qualquer hora do dia, contudo, a maior parte dos seus adeptos prefere a manhã referindo que ao romper do dia a agitação do mundo ainda não começou e, sendo assim, é mais fácil estabelecer uma atmosfera favorável à meditação. Referem igualmente que as mentes se acalmam mais facilmente logo após o acordar, depois de uma retemperadora noite de sono. Outra das vantagens de se meditar no início da manhã é que desse modo é possível levar toda a energia e tranquilidade alcançadas para as actividades diárias.


Há igualmente quem prefira meditar a meio do dia, referindo que essa prática proporciona um período de recuperação e repouso, facultando um intervalo e dividindo o dia em duas metades. Outras pessoas preferem ainda a noite porque dessa forma se consegue o reequilíbrio após as actividades stressantes do dia de trabalho. É tudo uma questão de escolha pessoal que pode ou não obedecer aos biorritmos individuais de cada um. O ideal seria mesmo fazer pelo menos dois períodos de meditação, um de manhã e outro à noite. Porém, o acumular de tarefas que se sucedem no mundo moderno nem sempre possibilita que assim seja. Se for esse o seu caso, é aconselhável que teste por si próprio qual o período que mais se adequa às suas necessidades e aos seus afazeres, respeitando é claro a sua natureza.

Uma regra de ouro a seguir é que, a partir do momento em que determina qual o melhor período do dia para meditar, deverá fazê-lo todos os dias à mesma hora. Ter uma hora do dia bem determinada para a meditação, ajuda a manter a sua regularidade. Consistência é muito útil para formar um bom hábito. As pessoas muitas vezes queixam-se de falta de disciplina mas se a meditação se transformar num hábito, tal como tomar as refeições, sair para o trabalho ou lavar os dentes, então não será necessário qual tipo de disciplina. Na verdade, nós fazemos regularmente todas as tarefas do nosso quotidiano simplesmente porque formámos esse hábito. A partir do momento que o hábito se encontra estabelecido, tudo acontece de uma forma mais ou menos automática. É importante perceber esse princípio antes de se iniciar na meditação.

Para um praticante inicial, as sessões não se deverão prolongar para além dos dez minutos. Cinco a dez minutos são um bom começo. À medida que o tempo passa poderá e deverá ir aumentando gradualmente a sua duração, mesmo que seja apenas um ou dois minutos por semana. Os meditadores mais experientes meditam pelo menos uma hora diária, podendo dividir a prática entre dois períodos distintos de meia hora cada. Mais uma vez, deverá ser cada um a estabelecer as suas rotinas, consoante as suas preferências e objectivos pessoais.

Um último conselho, mas não menos importante, prende-se com a quebra da rotina motivada por exemplo por situações como férias ou pela chegada de visitas. Mesmo que lhe seja impossível cumprir com o seu plano habitual, tente fazer pelo menos alguns minutos de meditação todos os dias, seja qual for o ambiente em que se encontre e seja qual for a situação que esteja a passar. Manter a prática é essencial, uma vez que uma vez quebrado o hábito é muito difícil restabelecê-lo.

1 comentário:

  1. Olá,
    encontrei mais um artigo sobre a duração da meditação bem interessante, titulado "A duração da meditação importa" nesta página:

    http://yogavital.net/meditacao/275-duracao-da-meditacao.html

    Boa leitura

    ResponderEliminar