domingo, 19 de dezembro de 2010

Tango with wolves

Esta semana partilho uma música de Loreena Mckennith, a saber "Tango to Évora", do Álbum "The Visit". Com imagens do National Geographic num bonito video retirado do Youtube, publicado por MereRana. Se gosta de lobos como eu, é certo que ficará embevecido. Mas a música vale a pena por si só.

Bom Domingo!




sábado, 11 de dezembro de 2010

Cada Momento é um Novo Começo


O Momento de Poder é sempre no momento presente. Você nunca está preso.

É aqui que as alterações se processam, precisamente aqui, nas nossas mentes! Não importa há quanto tempo temos um padrão negativo ou uma doença ou um relacionamento insatisfatório ou falta de dinheiro ou desprezo por nós mesmos. Podemos começar a mudar hoje mesmo!

O seu problema já não tem que ser verdade para si. Pode agora desfazer-se na vacuidade de onde veio. Você é capaz de o fazer.

Recorde-se: você é a única pessoa que pensa na sua mente! No seu mundo, você detém o poder e a autoridade!

Foram os seus pensamentos e as suas crenças anteriores que criaram este momento e todos os momentos até este momento. Aquilo que agora escolher acreditar, pensar e dizer criará o momento seguinte, e o dia seguinte, e o mês seguinte, e o ano seguinte.

Sim, você, meu caro! Eu posso dar-lhe os conselhos mais extraordinários que aprendi graças aos meus anos de experiência, mas no entanto você pode continuar a escolher os mesmos velhos pensamentos, pode recusar mudar e ficar com todos os seus problemas.

O poder no seu mundo é você! Você pode ter qualquer coisa que decida pensar!

Este momento inicia um novo processo. Cada momento é um novo começo e este momento é um novo começo para si, precisamente aqui e agora! Não é fantástico sabê-lo? Este momento é o Momento de Poder! É neste momento que começa a alteração!


Louise Hay, in “Pode curar a sua vida”

sábado, 4 de dezembro de 2010

Acerca da Falta de Tempo



Não o censuro se pertencer ao grupo de pessoas que constantemente usa o argumento que não tem tempo para fazer determinadas coisas, por vezes importantes para si próprio e para a comunidade. Eu própria, até bem há pouco tempo, não tinha consciência que o fazia por sistema. Não ter tempo é exactamente como não ter dinheiro – se assumirmos na nossa mente que estão em carência, isso passará a ser uma verdade absoluta. Quanto mais corrermos contra o tempo, mais ele fugirá de nós. Mais compromissos aparecerão, mais problemas para resolver. A mente estará tão ocupada, veloz e ansiosa, que o exterior acompanhará esse estado.


O que me fez parar para pensar neste assunto foi uma citação que me veio parar às mãos por coincidência (atenção às coincidências) a partir de “Life’s Little Instruction Book”, compilado por H. Jackson Brown, Jr. e que dizia assim: «Não diga que não tem tempo suficiente. Dispõe exactamente do mesmo número de horas por dia que foram concedidos a Helen Keller, Pasteur, Miguel Ângelo, Madre Teresa, Leonardo da Vinci, Thomas Jefferson e Albert Einstein.”

Na verdade, todos vivemos segundo as mesmas leis físicas. Todos temos as mesmas 24 horas por dia, mas cada um de nós é dono de escolher a melhor forma de dispor desse tempo. O que nos diferencia uns dos outros é pois a forma como usamos o nosso tempo.

Se nunca pensou acerca deste assunto, sugiro que proceda à seguinte reflexão:

  • É possível que esteja a ocupar o meu tempo com tarefas que não me realizam?
  • Estarei a negligenciar algo de importante quando estou mergulhado(a) na voracidade das tarefas diárias que se impõem?
  • Quais são os meus desperdiçadores de tempo? Que tarefas podem ser simplificadas ou até mesmo dispensadas?

Após ter procedido a essa reflexão, prepare-se para fazer uma lista onde identificará os seus desejos mais profundos e tudo o que deseja realizar ao longo da sua vida. É preciso que tome consciência daquilo que é de facto importante para si e para a sua felicidade. Ao estarmos mergulhados numa multiplicidade de tarefas e em constante corrida contra o tempo, frequentemente nos esquecemos do que de facto é primordial para nós.

De seguida disponha-se a seguir um plano que lhe permita concretizar as suas prioridades. Disponha-se diariamente a usar o máximo de tempo que lhe for possível para lutar pelos seus sonhos e ideais. Liberte-se de todos os desperdiçadores de tempo que conseguir identificar. Amealhe o tempo como se este fosse dinheiro: dez minutos aqui, vinte minutos acolá, ao final do dia são o tempo necessário para fazer o que verdadeiramente dá significado à sua vida.

É importante que diga: “não faço determinada coisa pois não quero usar o meu tempo nisso”, em vez de “não faço determinada coisa porque não tenho tempo”. Consegue perceber a diferença? No primeiro caso, estará a assumir responsabilidade pelo uso do seu tempo, enquanto no segundo caso transmite uma ideia de desânimo e carência. Deste modo, de escravo do tempo, passará a um estado de poder e autoridade.

É possível que os outros à sua volta estranhem essa mudança de atitude. Afinal, estará a dizer-lhes que o que é importante para essas pessoas não é de todo importante para si. Contudo, estará a ser honesto e a assumir o controlo do seu próprio tempo. Muito em breve estará a colher bons frutos dessa mudança de comportamento. A sua felicidade e paz de espírito agradecem. Não se esqueça que o tempo é o bem mais importante que possuímos.


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sábado, 27 de novembro de 2010

Características das Pessoas de Valor



Todos nós gostaríamos de ter valor e de ser reconhecidos como tal. Porém, possuir a fibra necessária para fazer a diferença num mundo que preza sobretudo os bens materiais não é tarefa fácil. É preciso ter a noção que ter valor não significa ostentar valores exteriores a si próprio mas sim reflectir genuinamente o valor da sua própria essência.

O que podemos fazer para cultivar esse valor? Talvez seja uma boa ajuda ver a questão por outro prisma e começar por identificar algumas das características que todas as pessoas de valor têm em comum.

Ser Honesto
Parece óbvio. Viver a vida com honestidade e segundo valores morais confere por si só autoridade e poder. Não ter nada a esconder à sociedade, andar com a cabeça erguida. Não se deixar corromper e viver segundo as suas possibilidades. Não pretender ser quem não se é, criando máscaras. Ser autêntico e genuíno. Não mentir nem enganar o seu semelhante nem se enganar a si próprio. Geralmente, quando se criam fantasias para iludir os outros, não é raro que as pessoas acabem por se iludir a si próprias tomando como reais as suas próprias fantasias.

Ser Compassivo e Bondoso
Oferecer ajuda aos outros. Na vida agitada que levamos, em constante correria, acontece frequentemente passarmos ao lado das necessidades básicas dos outros. A indiferença perante os problemas alheios não nos dignifica. As pessoas de valor são possuidoras de sensibilidade, bondade e compaixão. Estão dispostas a sacrifícios pessoais em prole do bem dos outros.

Não lhe estou a pedir para se transformar na Madre Teresa de Calcutá. Não é preciso tanto. Um sorriso, uma palavra de apreciação às pessoas que lhe estão próximas, prestar pequenas ajudas sem que lhe seja pedido – eis formas simples de dar início a uma mudança de comportamento com o objectivo de se tornar mais receptivo aos outros.

Saber Pedir Desculpas aos Outros
Há quem não seja capaz de pedir desculpas por pensar que isso seja um sinal de fraqueza. Puro engano. Adoptar a clássica frase “Eu nunca me engano” conduz-nos a um beco sem saída pelo simples facto de tal ser humanamente impossível. Todos nos enganamos e erramos de vez em quando, pelo simples facto de não sermos máquinas. Aprender a ser humilde, reconhecer as suas falhas e tomar acções para as corrigir é uma característica das pessoas de valor. Saber pedir desculpa aos outros revela força de carácter. É positivo termos a capacidade de reconhecer que estamos em permanente aprendizagem até ao fim dos nossos dias.

Ter as suas Próprias Opiniões
Isto significa não se deixar influenciar pelas opiniões dos outros à sua volta, dos órgãos de comunicação social ou de publicidade, mesmo que provenientes de figuras reputadas. O lema será ouvir de várias fontes, pesquisar, cruzar informação e saber formular as suas próprias opiniões. Para isso é necessário procurar conhecimento e também saber escutar o seu próprio interior. Viver de acordo com os seus ideais e não segundo os padrões da sociedade. E depois saber defender as suas opiniões, mesmo que todos à volta pensem de uma maneira diferente. Essa é a parte mais difícil. Mas vale a pena dispor-se a arriscar. Pode até ser que algumas das suas opiniões estejam erradas e os outros lhe consigam demonstrar esse facto mas estará assim a criar o hábito saudável de se responsabilizar pela sua vida e de participar activamente na sociedade.

Demonstrar Gratidão
Reconhecer e estar grato por todas as coisas boas que se tem na vida é uma virtude. Da mesma forma, partilhar os méritos com os outros e agradecer em público pela sua contribuição, por mais pequena que esta tenha sido, caracteriza de facto as pessoas realmente de valor. Há sempre alguém a quem estar grato por aquilo que se é ou por aquilo que se atinge na vida – estou-me a lembrar de colegas de trabalho, de subordinados, de clientes, de professores, de autores, de amigos, de familiares. Da próxima vez que esteja debaixo de um holofote não se esqueça: partilhe os méritos com alguém. Demonstre publicamente a sua gratidão. Nada é obtido sem ajuda, sem exemplos ou referências.

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domingo, 21 de novembro de 2010

Laura's Hill

Conseguir aliar música com gravuras artísticas é magnífico. É o que acontece com este belo vídeo retirado do youtube, publicado por 2reapers. A música é de Gary Stadler, a faixa Laura's Hill, do Album Fairy Nightsongs. As gravuras são da autoria de Gilbert Williams e não podiam casar melhor com a música em questão. O resultado: um encanto para os olhos, os ouvidos e a alma. Tenham um bom Domingo!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Águia Dourada


Um homem encontrou um ovo de águia e colocou-o debaixo da galinha que chocava os seus ovos no quintal.

Nasceu uma aguiazinha com os pintos e com eles crescia normalmente.

Durante todo o tempo a águia fazia o mesmo que faziam os pintinhos, convencida de que era igual a eles. Ciscava, ia ao chão em busca de insectos e pipilava como fazem os pintos, e como eles, também batia as asas conseguindo voar um metro ou dois porque, afinal de contas, é só isso que um frango pode voar, não é verdade?

Passaram anos e a águia ficou velha...

Certo dia, ela viu, riscando o espaço, num céu azul, uma ave majestosa, planando, no infinito, graciosa, levada docemente pelo vento, sem nem sequer bater a asa dourada.

A águia do chão olhou-a com respeito e logo perguntou ao seu amigo:

"Que tipo de ave é aquela que lá vai"?

"É uma águia! É rainha", diz-lhe o amigo. "Mas é bom não olhar muito para ela pois nós somos de raça diferente, simples frangos e nada mais".

Daí por diante a pobre da águia nunca mais pensou nisso, até morrer convencida de ser uma simples galinha.


Autoria de Anthony de Mello


E você, já pensou que pode ser uma águia vivendo uma vida de galinha?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meditação é uma experiência



Você não acredita em Deus? Isso não é um obstáculo à meditação. Não acredita na alma? Isso também não é um obstáculo à meditação. Não acredita em coisa alguma? Isso não é um obstáculo.

Você pode meditar, porque a meditação simplesmente diz como ir para dentro: não importa se ali existe ou não uma alma; se existe ou não um Deus, não importa.

Uma coisa é certa: você existe. Se você existirá ou não depois da morte não importa. Só uma coisa importa: neste exacto momento, você existe.

Quem é você? Entrar em você é meditação — entrar mais fundo em seu próprio ser. Talvez ele seja apenas momentâneo; talvez você não seja eterno; talvez a morte ponha um fim em tudo.

Não impomos nenhuma condição na qual você deva acreditar. Dizemos apenas que você tem de experimentar. Simplesmente tente!

Um dia, acontece: os pensamentos não mais estão presentes. E subitamente, quando os pensamentos desaparecem, o corpo e você estão separados — porque os pensamentos são a ponte. Através deles você se une ao corpo; esse é o elo.

De repente o elo desaparece — você está presente, o corpo está presente, e há um abismo infinito entre os dois. Então, você sabe que o corpo morrerá, mas que você não pode morrer.

Então, isso não é algo como um dogma; não é um credo, é uma experiência — incontestável. Nesse dia, a morte desaparece; nesse dia, a dúvida desaparece, porque, agora, você não tem de estar sempre se defendendo. Ninguém pode destrui-lo, você é indestrutível.

Então surge a confiança, ela transborda. E confiar é estar em êxtase; confiar é estar em Deus; confiar é sentir-se preenchido.

Por isso não digo para cultivar a confiança. Digo para experimentar a meditação.

Osho, in "O que é Meditação?"

sábado, 30 de outubro de 2010

A vida como uma viagem


Partindo da metáfora que a vida é uma viagem, imagine que ruma em determinada direcção e de repente se apercebe que vem tomando um caminho errado. É certo que a primeira coisa que vai fazer é lamentar-se do tempo que perdeu enquanto percorria esse caminho. Contudo, não valerá a pena ficar a chorar pelo leite derramado, se o fizer estará ainda a perder mais tempo. O facto é que quer chegar a determinada meta e se apercebeu que enquanto se mantiver no caminho que vem percorrendo nunca lá chegará. O lado positivo da questão é que pelo menos agora tem essa consciência enquanto anteriormente se encontrava equivocado.


Podemos sempre encontrar uma nova direcção. A qualquer altura podemos pegar num mapa que nos indique novos rumos. Parar não é uma opção. Desde que mantenhamos o foco na nossa meta, conseguimos sempre esboçar um novo caminho. E existem sempre inúmeros caminhos, nunca estamos limitados a apenas uma opção.


Uma atitude positiva ajuda-nos a avançar e, mesmo quando não temos a certeza de onde estamos, isso não significa que estejamos perdidos. Só estamos perdidos quando não sabemos para onde nos dirigimos, quando não temos sonhos nem objectivos para seguir. Se não temos uma meta definida, como poderemos traçar caminhos para seguir?


Por outro lado, poderá haver alturas, quando não sabemos que direcção tomar em concreto, em que seja benéfico arriscar trajectos diferentes e completamente desconhecidos. O certo é que esses desvios que nos levam a explorar o desconhecido podem ser uma oportunidade para descobrir as coisas belas da vida que de outra forma teríamos perdido. Não se esqueça que a estrada menos frequentada costuma oferecer a recompensa das paisagens mais deslumbrantes.


Se algum dia chegar a uma encruzilhada, seja espontâneo e genuíno. Opte por entrar em contacto com o seu interior e seguir a orientação da intuição. Não tenha receio de se aventurar por trilhos pouco percorridos. Poderemos sempre transformarmo-nos em pioneiros e transmitir à geração vindoura uma rota melhor e mais bem traçada. Só precisamos arranjar coragem para desbravar esse novo percurso.


Obviamente que existe sempre a opção de procurar a ajuda de alguém que já tenha atingido a meta que ambiciona. Aconselhe-se com essa pessoa ou pessoas acerca da melhor direcção a tomar. Se existe um caminho directo e seguro já traçado, por que não permitir-se seguir por esse caminho?


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Chaves para o sucesso

Partindo do princípio que sabe do que precisa para ser feliz e está disposto a perseguir objectivos bem definidos que o conduzam ao que quer, então é tempo de arregaçar as mangas e pôr-se a caminho.

Muitas pessoas ficam frustradas por pura falta de persistência. Caem na ilusão de pensar que os resultados aparecem de imediato, após uns quantos passos e esforços dirigidos. E com frequência desistem e admitem o fracasso simplesmente porque os progressos não foram tão rápidos como desejavam.

Em vez de uma abordagem conducente à desistência e ao fracasso, tente o seguinte:

  • Faça acções assinaláveis e consistentes a cada dia. Sem esforço continuado não se chega a lado nenhum, por isso ponha-se em acção e comprometa-se a manter-se em acção durante o tempo que for necessário para atingir o que pretende.
  • Atreva-se a sair da sua zona de conforto. Habitue-se tomar pequenos riscos, seguindo a sua intuição. Vá por áreas a que nunca se atreveu, embrenhe-se em novas experiências. Se depois tiver que recuar não é problema de maior. Por vezes temos de recuar dois passos para avançar apenas um. O importante é que vá avançando.
  • Esteja confiante das suas habilidades e espere resultados positivos. Espere sempre o melhor em todas as situações e coloque o coração em tudo o que faz.
  • Seja paciente. Não espere que o sucesso chegue de um dia para o outro. Tudo leva o seu tempo. Quando lança uma semente no solo, não espera que no dia seguinte lá esteja uma árvore frondosa e carregada de frutos, certo? Os resultados dos seus esforços obedecem à mesma lei. Saber esperar é uma virtude.
  • Não se esqueça de apreciar a jornada. Quando não se encontra tão ansioso por ver resultados, simplesmente relaxa e as coisas acabam por acontecer naturalmente. Pode parecer um paradoxo mas uma atitude de descontracção e desapego ajuda a conseguir progressos mais rápidos.

Se tomar estes procedimentos à letra, não tem como não ser bem sucedido. Inevitavelmente passará por períodos de incerteza e desânimo mas, desde que não baixe os braços e ceda à tentação de desistir, mais tarde ou mais cedo começará a receber os louros dos seus esforços.


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domingo, 17 de outubro de 2010

Dance of the Hours - Disney Fantasia

Para uns é hilariante, para outros é comovente, para outros ainda é inspirador. Ou então será uma amálgama de todas estas sensações. O facto é que o mundo Disney continua a mexer connosco e a encantar miúdos e graúdos. Escolhi a Dance of the Hours 3 Hippopotamus. Quem disse que o bailado tem de ser só para seres elegantes? Tenham um óptimo Domingo!

Video retirado do Youtube e postado por ilusiondeayer.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Se Acredita, Parece Verdade

"... Quantas vezes já afirmámos “Eu sou assim” ou “É assim que são as coisas”. Essas mesmas palavras estão na realidade a dizer aquilo que acreditamos ser verdade para nós. Normalmente, aquilo que acreditamos não é mais do que a opinião de outra pessoa que integrámos no nosso sistema de crenças. Sem dúvida que encaixa na perfeição com todas as outras coisas em que acreditamos.

Você é daquelas pessoas que se levantam de manhã e que ao ver que está a chover exclama: “Oh, mas que dia miserável!”?

Não é um dia miserável. É apenas um dia molhado. Se vestirmos a roupa adequada e mudarmos de atitude, podemos divertir-nos muito. Se a nossa crença for realmente de que dias de chuva são dias miseráveis, acolheremos sempre a chuva com um coração pesaroso. Combateremos o dia em lugar de nos deixarmos fluir com aquilo que estiver a acontecer no momento.

Se quisermos ter uma vida cheia de alegria, temos de ter pensamentos alegres. Se quisermos uma vida próspera, temos de ter pensamentos de prosperidade. Se quisermos uma vida plena de amor, temos de ter pensamentos de amor. Aquilo que emitimos mental ou verbalmente regressa a nós da mesma forma..."

Hay, Louise, in Pode curar a sua vida

sábado, 2 de outubro de 2010

Em busca da Felicidade


É universal o desejo de felicidade. De facto, penso que não haverá ninguém ao cima da terra que não deseje ser feliz. O que nos diferencia é o conceito de felicidade em si. Ou seja, o que para uns representa a felicidade, para outros pode não representar de todo. A felicidade pode estar associada ao que se faz com o tempo que dispomos, ao que possuímos materialmente e também ao que somos na nossa essência.

Infelizmente, a felicidade não se aprende na escola. Lá, são-nos facultadas ferramentas para nos orientarmos na vida, para sermos alguém, como se costuma dizer. Somos encaminhados para uma profissão e para sermos bem sucedidos ao desempenhar as funções requeridas. Apesar da utilidade inquestionável do ensino tradicional, o facto é que não nos ensina a ser felizes. Quantas pessoas não vão todos os dias para o seu local de trabalho simplesmente porque precisam ganhar a subsistência? Quantas pessoas não decidiram enveredar por determinado curso ou profissão simplesmente porque os professores, os parentes ou os amigos lhes garantiram que teriam saídas profissionais? Quantas pessoas não colocaram os seus sonhos e talentos de lado porque lhes foi dito que seguir esses sonhos não levava a lado nenhum? Onde ficou esquecida a felicidade e realização?

Não há nada de errado em desejar ser feliz. Procurar a felicidade não é um acto egocêntrico que possa merecer repreensão. É um acto normal e perfeitamente legítimo. O erro reside somente se colocarmos a responsabilidade pela nossa felicidade nas mãos de outrem. Muitas pessoas partem da premissa errada que os outros (os conjugues ou os pais, por exemplo) deveriam fazê-los felizes. Devo dizer-lhe que a sua felicidade é unicamente problema seu e de mais ninguém. Ninguém é responsável pela sua visão do mundo nem pelas suas escolhas de vida. Não vale a pena argumentar que se está a sacrificar pelos seus pais ou pelos seus filhos, ou por quem quer que seja. Em última análise, partindo do princípio que é adulto e se encontra na posse de todas as suas faculdades, as escolhas são sempre suas.

Por outro lado e ao contrário daquilo que a publicidade nos quer fazer acreditar, a felicidade não se compra. O último modelo de automóvel a ser comercializado não garantirá a nossa felicidade. Os telemóveis de última geração, os cosméticos de marca, a roupa cara, o gel de banho de aroma tropical, e todos os artigos que possam engenhosamente publicitar em campanhas televisivas, por si só não garantirão a nossa felicidade. A felicidade não nasce no exterior, das circunstâncias que nos rodeiam, por mais que nos possa parecer que assim seja. A felicidade vem sempre do nosso interior, da nossa capacidade de apreender o mundo e da atitude que assumimos perante o que nos rodeia. Não raro, as pessoas mais felizes são aquelas mais simples e depreendidas.

Qualquer que seja o seu conceito de felicidade, poderá caminhar na sua direcção se atender aos seguintes pontos:

  • É importante cultivar uma visão optimista e assertiva. Lembre-se que falar ou manter-se concentrado em coisas infelizes o fazem afastar-se da felicidade em si. Assim, o inteligente, será abrir espaço para pensamentos de alegria e felicidade.
  • A felicidade aumenta com a partilha, por isso esbanje boa disposição. Ofereça sorrisos e palavras de gentileza aos outros. Partilhe bom humor e cordialidade. Seja portador de alegria e esperança, onde quer que se encontre. Rapidamente estará a receber dos outros o mesmo tratamento. Será meio caminho andado para se poder declarar genuinamente uma pessoa feliz. 
  • Faça por alimentar uma atitude de apreciação e gratidão por tudo o que existe de bom na sua vida. Muitas pessoas não conseguem valorizar as coisas positivas que fazem parte da sua vida. Não é por acaso que uma viagem aos países mais pobres e desfavorecidos, possa funcionar para muitos como uma lição de vida capaz de transformar toda a sua visão do mundo. Temos tanto para valorizar e estar gratos. É só necessário que nos concentremos na positividade, ao invés de nas coisas negativas que nos rodeiam.
  • Nos momentos mais difíceis, faça por se concentrar nas memórias dos bons momentos vividos. Não se trata de viver de ilusões, simplesmente de procurar reservas que permitam caminhar na direcção de novos momentos bons que acabarão por surgir. É preciso atravessar as tempestades da vida, vencer os obstáculos. Nesse contexto, as memórias de felicidade funcionarão como um bálsamo e incentivo para prosseguir caminho.
  • Por último mas talvez o mais importante: Descubra o que o faz feliz. Siga os seus sonhos e lute por os alcançar. Acredite na sua realização, mesmo que toda a gente à sua volta diga o contrário. Trata-se dos seus sonhos, não dos sonhos dos outros, por isso acredite mais em si. Focalize-se sempre em acções que o conduzam a esses sonhos. Passos pequenos, dirigidos ao longo do tempo, levam-no a percorrer distâncias longínquas. Lembre-se que a felicidade se conquista, não é um dado adquirido. Exige muito esforço e trabalho mas oferece recompensas incalculáveis.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Destino

Durante uma batalha, um general japonês decidiu avançar para o ataque, apesar do seu exército ser mais reduzido do que o do opositor. Ele estava confiante que iriam ganhar. Apesar da sua confiança, os seus homens estavam consumidos pelo receio e pela dúvida. No caminho do campo de batalha, pararam num pequeno santuário. Depois de rezar, o general pegou numa moeda e anunciou: «Vou atirar uma moeda ao ar. Se calhar cara, iremos ganhar. Se calhar coroa, iremos perder. O destino irá desta forma revelar-se perante nós.»

Atirou a moeda ao ar. Todos os olhares seguiram o seu movimento, expectantes, vendo o rodopiar da moeda e, finalmente, a sua queda. Calhou caras. Os soldados ficaram tão confiantes e eufóricos que se precipitaram para o campo de batalha. Atacaram vigorosamente o inimigo e decretaram-se vitoriosos.

Após a batalha, um tenente fez a seguinte observação ao general: «Ninguém consegue alterar o destino!»

«Sem dúvida!», respondeu o general enquanto mostrava ao tenente a moeda que tinha caras em ambos os lados.


Somos nós que fazemos o nosso próprio destino, através dos nossos pensamentos e acções dirigidas. Se acreditarmos ferverosamente que vamos ganhar seja o que for e lutarmos por essa coisa, ganharemos. Da mesma forma, se acreditarmos que vamos perder, perderemos.



Autor desconhecido.
Texto traduzido e adaptado de história publicada em http://www.spiritual-short-stories.com/

sábado, 18 de setembro de 2010

Os jogos dos golfinhos

Não conheço ninguém que não goste de golfinhos. São simpáticos, amigáveis e joviais. Achei espectacular este video em que brincam com bolhas e não resisti a partilhar as imagens. Video retirado do youtube: "Dolphin play bubble rings", de  chiajungchi.

domingo, 12 de setembro de 2010

Criar Rapport consigo próprio


Criar rapport com os interlocutores é essencial numa boa comunicação. Trata-se basicamente de criar empatia com os outros. Acontece quando equipara os seus gestos, comportamentos ou dicções aos da pessoa ou pessoas com quem pretende estabelecer comunicação. Ao estabelecer rapport cria semelhança e então consegue uma maior influência. Torna-se desse modo mais provável que as suas sugestões sejam bem aceites.


Da mesma forma que estabelece rapport com as outras pessoas, pode tentar estabelecer rapport consigo próprio. Para isso, procure ser atencioso consigo e respeitar-se profundamente. Muitas pessoas possuem uma má opinião de si próprias e diminuem-se constantemente perante os outros. Isso deve-se geralmente a uma baixa auto-estima, enraizada a maior parte das vezes na infância. Se se identifica  com este ponto, é necessário que aprenda a aceitar-se e a valorizar-se. Trabalhe a sua auto-estima, focalizando-se nos seus atributos positivos e pontos fortes. Desenvolva as suas competências e adquira outras que não tenha.

O processo de rapport tem início quando se toma atenção à outra pessoa, ao seu modo de representação, à sua postura, à sua tonalidade e maneira de falar. Significa mergulhar no mundo do outro, procurar afinidades e pontos em comum. Passa por apreender aquilo que para ela é importante e expressar compreensão de modo verbal e não verbal. É mais aceitar essa pessoa como ela é no momento, ao invés de embarcar em julgamentos.

O mesmo se aplica se pretender estabelecer rapport consigo próprio. Comece por se aceitar da forma que é. É certo que não é perfeito mas também é certo que ninguém ao cimo da terra o é. Também não tem de fazer de conta que tudo em si é maravilhoso e fenomenal, a humildade é uma qualidade primordial e recomenda-se. Simplesmente traga à consciência que se esforça por fazer as coisas da melhor forma que consegue. Aceite-se com as suas limitações e imperfeições. Acredite que pode melhorar a cada dia que passa. Para isso, basta que acredite em si e nas suas potencialidades.

Criar rapport passa por manter um relacionamento harmonioso consigo próprio. Só desse modo se poderá relacionar harmoniosamente com os outros.


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sábado, 4 de setembro de 2010

O Estado de Não-Mente



«...A mente não pode ficar quieta. Ela precisa estar continuamente pensando, preocupando-se.

A mente funciona como uma bicicleta: se você segue pedalando, ela continua; no momento em que você pára de pedalar, você cai.

A mente é exactamente como uma bicicleta; e o seu pensar é o constante pedalar.

E quando algumas vezes você esteja um pouco silencioso, imediatamente você começa a preocupar-se : "Por que estou tão silencioso?".

Qualquer coisa servirá para criar pensamento, preocupação, porque a mente só poderá existir correndo, sempre correndo, atrás de alguma coisa ou correndo de alguma coisa, mas sempre correndo.

Na corrida está a mente. No momento em que você pára, a mente desaparece.

Entretanto, a menos que você seja capaz de pôr a mente toda de lado e perceber o mundo directamente, instantaneamente, com a sua consciência, você nunca será capaz de perceber a verdade.

Neste mundo a coragem é colocar a mente de lado. A conquista maior é conseguir perceber o mundo sem a barreira da mente, simplesmente como ele é.

E ele é tremendamente diferente, incrivelmente belo, sem as distinções que a nossa mente cria.

Assim, somente uma pessoa em estado de não-mente saboreia a vida na sua totalidade.

E esta é toda a arte da vida. Viver sem nenhuma distinção, sem nenhuma discriminação, sem nenhuma escolha.

O estado de não-mente é o estado de êxtase.

O estado de não-mente é o estado do fluir da vida...»

(Osho)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Como criar mudanças efectivas


É frequente termos a percepção que nos falta qualquer coisa para ser feliz ou mesmo que a nossa vida se encontra completamente às avessas daquilo que deveria ser. Sabemos interiormente que precisamos mudar alguma coisa, às vezes precisamos mesmo mudar tudo, mas não sabemos por onde começar para criar mudanças significativas.

Se se identificou com o que acabei de escrever, sugiro que reserve algum tempo para reflexão pessoal. Sente-se confortavelmente num local tranquilo, assegurando-se que não será interrompido durante o processo. Pegue num bloco e numa caneta e considere a seguinte linha condutora:

  • Clarifique os seus objectivos
    É necessário que clarifique ao pormenor aquilo que pretende obter. Escreva tudo o que lhe vier à cabeça, por mais inacessível que possa parecer. O objectivo será definir claramente as coisas ou circunstâncias que trariam significado para a sua vida. O que lhe daria energia e razões para saltar da cama de manhã mal o despertador tocasse?
    Quando terminar, coloque também no papel tudo o que não aceita mais na sua vida. Podem ser situações ou mesmo comportamentos, seus ou de outros, que não está mais disposto a viver. É importante que coloque limites. Determinadas circunstâncias ou atitudes que tem vindo a tolerar poderão estar a bloquear o seu progresso e a afastá-lo das mudanças que pretende realizar.
  • Liberte-se de todas as crenças limitadoras
    Desenvolva um senso de certeza quanto ao facto de que é possível e irá mesmo proceder a mudanças efectivas na sua vida. É fundamental que acredite nas suas potencialidades e que reforce a convicção que tem o poder suficiente para alterar tudo aquilo a que se dispuser.
    Nos primeiros tempos, a sua mente irá criar resistências a qualquer mudança. Poderá dar por si a ter pensamentos negativos, do tipo: “Não vou ser capaz!”; “As coisas se calhar não estão assim tão mal e não preciso fazer mudanças nenhumas.”; “E se depois as coisas ainda ficarem piores do que estão?”; “E se isto não resultar?”.
    Tudo o que precisa fazer é libertar-se desses pensamentos negativos, dessas crenças. Esforce-se por adquirir a certeza que quer e pode alterar a sua vida para melhor. Trata-se de substituir os pensamentos negativos por outros positivos, do tipo: “Eu sou capaz!”; “Eu mereço ter a vida que defino para mim!”; “Tudo vai correr bem”; “Sei que a minha vida vai mudar para melhor”.
  • Altere a sua estratégia
    Não se esqueça que fazer as mesmas coisas é sinónimo de obter os mesmos resultados. Pelo contrário, acções diferentes produzem resultados diferentes. Assim, é preciso tomar acções que facilitem as mudanças que pretende trazer para a sua vida. Se determinada estratégia não oferece bons resultados, então vá procedendo aos ajustes que entenda necessário, até se assegurar que está no caminho correcto.

Se seguir estes simples passos, estará na posição de proceder com sucesso a mudanças significativas na sua vida. Lembre-se que não há que ter medo das mudanças, pelo contrário há que ter medo da estagnação. Lutar por uma vida melhor sempre foi e sempre será inerente ao ser humano. Pronto para a mudança?


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domingo, 22 de agosto de 2010

Sky Sent (Disclosure)

Para hoje escolhi uma música de Anael, do Album "Spiritual Beings on a Human Journey". A faixa escolhida é Sky Sent (Disclosure).
Video retirado do youtube, com imagens dos polémicos círculos que surgiram em campos de trigo, cevada ou cânula (mais frequentemente no Sudoeste de Inglaterra), os conhecidos Crop-circles. Há várias teorias para tentar explicar o fenómeno, nenhuma das quais confirmadas pelas organizações que efectuam pesquisas nos locais.
Aqui, a intenção não é alimentar a polémica em torno da misteriosa origem dos Crop-circles, apenas usufruir da música inspiradora de Anael.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Falsas Percepções


A forma como encara as suas experiências de vida é extremamente importante. A maioria das pessoas vive de um modo reactivo, ou seja, tem tendência a tomar acções somente como resposta ao que vai acontecendo no exterior. Se tem a percepção de prazer, toma acções para se aproximar e integrar esse prazer. Se tem a percepção de perigo, toma acções para se defender ou afastar desse perigo.

O grande problema desta abordagem é que as reacções estão sempre interligadas com a percepção que se tem da realidade. E essa percepção pode não ser a mais adequada ou vantajosa. Por exemplo, ao sermos demasiado defensivos, estaremos no fundo a provocar ataques. Ao sermos pessimistas, estaremos a atrair mais obstáculos para a nossa vida. Se acreditamos que somos pobres e carentes de oportunidades, então não vamos encontrar motivação para melhorar as nossas vidas. Está a ver como as coisas se processam? Uma reacção baseada numa percepção derrotista poderá transformar-se em profecia de derrota.

Em vez de viver de uma forma reactiva, o ideal seria aprender a viver proactivamente. Esse poderia ser o pontapé de saída para transformar a sua vida de uma forma significativa. Mas será já um grande avanço se for exercitando a mudança do seu padrão de pensamento, caso este seja negativo. Ao fazê-lo, estará automaticamente a mudar toda a sua experiência de vida.

Saiba que os limites existem simplesmente na nossa mente. Para que possa confirmar essa realidade, convido-o a responder às seguintes perguntas:

  1. Acredita genuinamente que pode obter mais sucesso do que o que tem neste momento?
  2. Pensa que a falta de oportunidades o impede de ser mais próspero?
  3. Parece-lhe que existem demasiados obstáculos entre si e os seus sonhos?

Faça uma lista de tudo o que esteja a impedir ou a limitar a realização dos seus sonhos. Certifique-se que está a incluir todos os obstáculos internos e também os externos. Inclua informação acerca dos seus medos e dúvidas, bem assim como carências de oportunidades. Seguidamente, examine todas as respostas com atenção. Analise bem cada item e pergunte-se se isso será mesmo 100 por cento verdade. Se seguir esta metodologia com abertura de espírito e humildade, poderá ficar surpreendido com os resultados. E começara a duvidar de muitas coisas que antes lhe pareciam verdade.

Por exemplo, se numa das respostas tem algo como,”Não posso obter sucesso porque não tenho nenhum grau académico”, pergunte-se se não existem pessoas bem sucedidas no mundo que não tenham frequentado o ensino superior. Poderá consultar a biografia de figuras de grande renome na história e comprovar que grandes vultos não tiveram sequer educação escolar. Muitos deles tiveram infâncias de extrema carência e, mesmo assim ou apesar disso, participaram decisivamente no progresso da humanidade. As coisas mais importantes da vida não se ensinam nas escolas tradicionais e um diploma não lhe confere, por si só, sucesso na vida.

Este processo permite obter uma grande clareza e poderá ser uma preciosa ajuda para compreender onde está a colocar limitações ao seu próprio sucesso.

É importante que continue regularmente a questionar-se acerca das suas percepções, porque algumas delas poderão ser falsas, estar solidamente enraizadas no seu subconsciente e impedi-lo de realizar aquilo que é mais importante para si. Se tomar estas medidas, verá que as falsas percepções se esbatem e mesmo desaparecem com o tempo. Nesse momento, terá a certeza absoluta que não eram verdadeiras de todo e estará em condições de as substituir por outras mais motivadoras.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nada é impossível


Quando chega a altura de se definirem objectivos, não é raro deparar-nos com a sensação de inacessibilidade. E há a tendência a estacar assim que surge o incómodo pensamento que determinada ideia ou sonho é impossível de alcançar.

No entanto, já considerou que se toda a gente fosse dominada por esses pensamentos não haveria inovações ou invenções de espécie alguma? Basta olhar ao nosso redor para ver a quantidade de tecnologias que à primeira vista pareceriam inconcebíveis. Como foi possível materializar tanta maravilha? Pensava-se que seria impossível ao homem construir algum aparelho que lhe permitisse voar, contudo os aviões e outros meios de transporte aéreos aí estão para responder que essa percepção estava errada. Pensava-se que seria impossível falar com alguém à distância e aí estão os telefones, os telemóveis e até se foi mais longe ao conseguir-se comunicação directa com voz e imagem através da Internet. Pensava-se que seria impossível para o Homem ir à Lua ou explorar outros planetas. Tanta coisa que se pensava ser impossível e afinal, de um momento para o outro, deixou de o ser.

Como foi que se conseguiu avançar e realizar tanta coisa que à partida parecia impossível? Em primeiro lugar, é preciso querer. Através de um desejo profundo, os impossíveis transformam-se em possibilidades. É também preciso vencer os receios e as incertezas, acreditar-se em si próprio e acreditar também que é possível concretizar os sonhos. E depois é preciso trabalhar arduamente para atingir o fim pretendido. Thomas Edison disse um dia: “A genialidade é 1% de inspiração e 99% de transpiração”. Essa frase que se popularizou diz tudo. E é bom que esse 1% de inspiração seja de facto composto por ideias criativas e genuínas.
Verifica-se que algumas pessoas têm ideias fenomenais, contudo limitam-se a sonhar, não desenvolvendo acções específicas que conduzam à sua concretização. Por lhes parecer ter à sua frente um caminho muito longo de percorrer, não conseguem reunir nunca as energias necessárias para tomar o primeiro passo. Por essa via, os sonhos nunca passarão disso mesmo, serão eternamente quimeras intransponíveis.

A verdade inquestionável é que não basta sonhar. É necessário empreender esforços concretos para transformar os sonhos em realidade. É necessário que se ponham de parte quaisquer dúvidas ou incertezas só servem para nos limitar e para travar toda e qualquer hipótese de sucesso. É necessário acreditar nas nossas potencialidades e tomar acções diárias, por pequenas que sejam, que nos aproximem dos nossos objectivos.

Tente o seguinte exercício. Pegue numa folha de papel e escreva alguns dos objectivos que tem na vida e que lhe parecem impossíveis de realizar. Reveja com frequência esses objectivos e procure todas as alternativas criativas ao seu alcance que possibilitem a sua realização. Pergunte-se: “O que posso fazer para alcançar este objectivo?”. Com o passar do tempo, as respostas irão surgir e pode acontecer que muito em breve seja surpreendido pela percepção que, afinal, essas metas não são assim tão difíceis de concretizar.

Conheço alguém que tinha o sonho de viajar aos Estados Unidos, contudo as suas capacidades financeiras eram limitadas e garantiam à justa o pagamento dos encargos mensais. Essa pessoa considerava impossível que alguma vez conseguisse fazer essa viagem. Quando pensou a fundo sobre a questão, decidiu avançar para a procura de alternativas ao seu dispor. Analisou folhetos de companhias aéreas e hotéis, bem como roteiros e excursões para os sítios que desejava conhecer. Estabeleceu um plano e determinou os custos envolvidos. Faltava-lhe o dinheiro. Decidiu a elaborar um mapa financeiro para determinar quais as despesas fixas e imprescindíveis, coisa que nunca tinha feito até então. Tendo em mente reunir a quantia necessária para a viagem, procurou identificar custos supérfluos que poderia cortar. Entre deixar de beber cafés e levar para o escritório em determinados dias da semana refeições confeccionadas em casa, começou a colocar no mealheiro cerca de 150€ mensais. Mudou de fornecedor de TV por cabo e juntou mais alguns euros mensais. Ficou tão entusiasmado que ainda conseguiu mais alguns ajustes para juntar dinheiro. Em menos de dois anos conseguiu reunir mais do que a quantia necessária. Afinal, o seu sonho não era nada impossível. Bastava-lhe simplesmente aprender a gerir os seus recursos financeiros.

A verdade é que não existe praticamente nada que não se possa alcançar. Tome a decisão neste preciso momento de cultivar todas as emoções positivas que merece experienciar diariamente. É sempre possível escolher viver com mais alegria, entusiasmo, confiança ou paz de espírito. Defina claramente o que é que se compromete a realizar. Pense em grande e esforce-se por tomar acções contínuas que o aproximem desses sonhos. Verifique o que funciona e elimine tudo aquilo que não funciona, corrigindo a abordagem se for caso disso. Utilize a seu favor o que quer que seja que a vida lhe ofereça. À medida que avança e progride vai descobrindo que o impossível se torna cada vez mais viável.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Da Amizade

«...O vosso amigo são os vossos desejos cumpridos.

É o vosso campo que semeais com amor e colheis com gratidão.

É a vossa mesa servida e o vosso átrio.

Pois vos apresentais a ele com a vossa fome e nele procurais a paz.

Quando o vosso amigo vos diz o que pensa, não receeis o “não” do vosso espírito, nem retenhais o “sim”.

E quando estiver silencioso, não deixe o vosso coração de escutar o seu coração;

Pois, na amizade, todas as ideias, todos os desejos, todas as esperanças nasceram e foram partilhadas sem palavras e com uma alegria inexprimível.

Quando vos separardes do vosso amigo, não vos entristeçais;

Porque aquilo que de melhor amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como, vista da planície, a montanha é mais nítida para quem a escala.

E que não haja outro fim na amizade que não seja o aprofundar da alma.

Pois o amor que não procura revelar o seu próprio mistério não é amor, mas uma rede lançada que apenas consegue prender o supérfluo.


E que o melhor que haja em vós seja para o vosso amigo.

E se ele tiver de conhecer o refluxo da vossa maré, que conheça também o seu fluxo.

Pois para que serve o amigo se o procurais apenas para matar o tempo?

Procurai-o sempre para as horas vivas.

Pois ele vem para resolver as vossas necessidades, mas não o vosso vazio.

E que na doçura da amizade residam a alegria e a partilha dos prazeres.

Pois no orvalho das coisas pequenas o coração encontra a sua manhã e se reanima...»


Gibran, Khalil. In O Profeta

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Porta

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, mas levava-os a uma sala onde tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro no outro, sendo que nessa porta havia figuras de caveiras cobertas de sangue.

Então o rei fazia-os ficar em círculo, e dizia:

- Vocês podem escolher: morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.

Todos os que por ali passaram escolheram morrer pelas mãos dos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:

- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?

- Diga, soldado.

- O que há por trás de tão assustadora porta?

- Vá e veja.

O soldado então abre a porta vagarosamente, e percebe que, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente. E vê, surpreso, que a porta levava rumo à liberdade.

Admirado, apenas olha para o rei, que diz:

- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.

Muitas vezes acomodamo-nos com situações de estagnação que nos causam infelicidade, simplesmente porque tememos o desconhecido. Damos preferência ao mal que conhecemos, em vez de aceitarmos o risco do desconhecido que pode nos trazer a felicidade.


Autor desconhecido



***********Nota: Os modernos conceitos de metáfora, baseados na obra de Milton Erickson, são adoptados pela PNL.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Controlar os Ciúmes

O ciúme é uma das emoções mais potentes e comuns a todos os seres humanos. Todos nós já sentimos ciúmes numa ou noutra fase da nossa vida, por isso não serão necessárias grandes definições. Na sua essência, consiste no medo de perder para outra pessoa alguém que amamos.

Para as pessoas que afirmam não sentir ciúmes, os especialistas alegam que estarão a enganar-se a si próprias ou então que estarão a fugir e a negar a vivência do amor em si. O ser humano tem o desejo inato de possuir os outros, principalmente aqueles que ama e considera importantes para a sua existência. Isto acontece desde a mais tenra idade e irá acompanhar-nos, em maior ou menor escala, até ao último sopro da nossa vida.

Por surgirem de uma forma instintiva, os ciúmes não devem ser negados ou reprimidos. Contudo, pela sua pesada carga irracional, devem ser objecto da nossa atenção e trazidos para o consciente. O facto de não reprimirmos essa emoção não significa que a aceitemos.

Na realidade, na medida certa, os ciúmes podem até trazer uma componente positiva ao relacionamento. Ao tomarmos consciência que não queremos perder a pessoa que amamos, os ciúmes podem contribuir para que cuidemos do relacionamento. Obviamente, cuidado não significa domínio nem controlo da outra pessoa. Tratar os outros como uma propriedade sua ou como uma extensão da sua pessoa não é saudável nem recomendável.

Quem sente ciúmes tem pensamentos e sentimentos negativos em relação à ameaça de perda de algo que é para si importante. Geralmente os ciúmes não são uma emoção simples, pelo facto de serem acompanhados por uma panóplia de outras emoções tais como medo, insegurança, ansiedade, desconfiança, raiva, humilhação, desgosto, depressão. Em suma, um cocktail altamente destrutivo quando desgovernado e se não for devidamente controlado pela razão. Enquanto que algumas pessoas conseguem gerir bem as emoções, dificilmente exteriorizando o que sentem, outras não possuem essa capacidade e necessitam expressar esse turbilhão de sentimentos através de palavras, acções ou comportamentos.

Existem poucos relacionamentos amorosos que não sejam abalados, num momento ou noutro, pelos ciúmes de um dos elementos do casal e até mesmo de ambos. Não raro, terão levado à ruptura de relações e até mesmo ter sido os ingredientes base de crimes passionais.

Se pensa que não é possível controlar os ciúmes, saiba que na verdade podemos e devemos fazê-lo. A bem da nossa sanidade mental e dos relacionamentos em si.

Para começar, a melhor coisa a ter em atenção será procurar não fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deixar que a sua imaginação corra mais veloz do que o vento, aceitando como realidade coisas que até podem nem o ser. Uma pequena palavra ou gesto pode desencadear os filmes mais loucos na sua cabeça. Como evitá-lo? Quem o explicou melhor terá sido Richard Bandler, através da seguinte citação:

“...Por que esperar até que o seu marido tenha uma aventura com outra mulher? Imagine-o tendo um caso agora, neste instante. Visualize-o a cortejar outras mulheres, a oferecer-lhes flores, por que não imaginar ainda mais e vê-los já à entrada de um hotel? Sinta crescer dentro de si um ciúme doentio. E depois, sinta-se tão mal que assim que ele pise a entrada da porta, o vá receber com gritos e palavrões. Afaste-o de si, e faça com que o vosso relacionamento seja tão mau que ele tenha mesmo que ir procurar outra pessoa para ter paz e ser feliz. A solução está em criar imagens positivas. Veja-se a si própria a ter uma aventura com o seu marido. Desfrute todas as sensações agradáveis produzidas por esse relacionamento amoroso. E quando ele chegar a casa, faça com que ele queira fazer tudo aquilo de bom com você...”

Identificou-se com a passagem anterior? Não se esqueça nunca que nem tudo o que parece o é e que por vezes a nossa mente se encarrega de ser o nosso pior inimigo.

Geralmente, os ataques frequentes de ciúmes são também desencadeados por uma baixa auto-estima. É necessário que aprenda a acreditar em si próprio e nas suas potencialidades. Nesse contexto, para que se sinta seguro de si, cultive tudo o que esteja ao seu alcance para que se sinta bem na sua pele. Cuide de si e do seu bem-estar. Potencie os seus pontos fortes e liberte-se de todos os hábitos que o enfraqueçam. Aumente os seus conhecimentos e a sua cultura geral. Mime-se e presenteie-se a cada pequeno sucesso que obtenha. É necessário que se respeite e se faça respeitar e que acredite que é um ser humano único.

Para trazer o problema ao consciente, poderá colocar-se as seguintes questões assim que sente os ciúmes aflorar:

  • Por que estou a sentir estes ciúmes? O que os provocou?
  • Como posso comunicar o que sinto ao meu parceiro? Em que medida ele me poderá ajudar?
  • O que posso fazer para amenizar estes ciúmes?

Para finalizar, compreenda a importância de cuidar do relacionamento e de fazer tudo o que esteja ao seu alcance para o fortalecer. Confiança e comunicação são essenciais. Fale abertamente acerca de coisas que o incomodam e da forma como se sentiu. Apoie o outro e faça planos para o futuro em conjunto. Fomente a partilha e a cumplicidade. Não encare o relacionamento como um dado adquirido: reconquiste e seduza permanentemente o outro, como nos tempos de namoro. Sobretudo, faça por se divertir e por aproveitar todos os momentos. Agindo desta forma, não terá sequer tempo para ser ciumento.

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domingo, 25 de julho de 2010

Return to Innocence

Escolhi para hoje uma das faixas mais conhecidas do Álbum "The Cross of Changes", composto pelo projecto Enigma em 1993. 

Aproveite para relaxar, inspirando-se nesta melodia calma e envolvente: Return to Innocence. O vídeo foi retirado do Youtube e tem a assinatura de Danielle S.


sábado, 17 de julho de 2010

Desenvolver a Auto-Estima


Para desenvolver a auto-estima é necessário trabalhar tanto no exterior como no interior. Para começar, é necessário que se afaste de ambientes pesados e de pessoas negativas. Evite tanto aqueles que têm por costume envolver-se em intrigas, criticando tudo e todos, como os que se consideram constantemente vítimas de toda a espécie de injustiças.

Em vez de se focalizar nas negatividades do mundo, é preciso que aprenda a esperar e fazer o melhor possível em todas as situações, mesmo as mais complicadas. Para isso, procure rodear-se de pessoas positivas e optimistas, determinadas a ver o melhor que o mundo tem para oferecer.

Na verdade, é difícil cultivar a auto-estima, quando os que lhe estão mais próximos se encarregam de o colocar para baixo, desvalorizando os seus sonhos e os seus esforços. Assim, trate de escolher bem os grupos em que se insere. Lembre-se que não pode escolher a sua família, contudo pode escolher os seus amigos e as pessoas com quem lida socialmente.

Torne-se responsável por quem é e pelo que faz. Não invista em ambientes de trabalho em que as pessoas passam por cima umas das outras, utilizando esquemas para obter promoções. Costuma-se dizer que “na terra do bem viver se deve fazer como se vê fazer”, mas neste caso acredite que essa não é uma solução viável. É verdade que hoje em dia é essencial ser competitivo no mercado de trabalho, contudo, em primeiro lugar, é necessário ser fiel a valores morais. O triunfo só compensa quando meritório e obedecendo a códigos de ética. Se constatar que qualquer esforço honesto e saudável para progredir nunca é apreciado no seu local de trabalho e que só aqueles que não têm escrúpulos conseguem progredir na carreira, então procure novas opções de emprego o mais rápido que lhe seja possível.

Procure ter a flexibilidade necessária para aceitar novas ideias e soluções. È um facto incontornável que a mudança é inevitável e necessária à evolução tanto individual como social. Com isto não quero dizer que tenha de se converter num camaleão ou de pretender agradar a gregos e troianos. Afinal de contas, independentemente daquilo que venha a realizar, haverá sempre quem não esteja de acordo com as suas decisões. O importante da questão é que seja coerente consigo próprio, com os seus valores e crenças. Se o fizer, vai ver que deixa de necessitar da aprovação alheia.

Acredite que tem a sua própria identidade. Se os seus pais são um fracasso, não quer dizer que você também o seja. Aprenda com as experiências dos outros, para que não tenha de repetir os mesmos erros. Muitas pessoas nasceram no seio de famílias desestruturadas e foram capazes de procurar os meios necessários para melhorarem a sua vida. Identificaram-se com figuras de sucesso e, modelando-as, vieram a desenvolver as suas melhores capacidades.

Ninguém nasce sendo líder ou tendo pensamentos positivos. Desenvolver uma auto-estima saudável e procurar evoluir como pessoa não é uma regra ou um talento inato. Trata-se de uma escolha.

E como é que se desenvolve a auto-estima? Sendo optimista e determinado. Acreditando em si próprio e nas suas aptidões e talentos. Desenvolvendo aquilo que de melhor existe em si, as suas qualidades e talentos. Libertando-se de tudo o que sirva de entrave às suas mais altas aspirações, quer se trate de hábitos, pessoas ou de situações.

Procure também ser grato por tudo o que já tem e por ver sempre a melhor faceta de si próprio e dos outros. Nunca perca a oportunidade de sorrir e de cumprimentar as pessoas à sua volta, independentemente de quem são ou do que fazem na vida.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Você não é a sua Mente


«...Há mais de trinta anos que um pedinte se sentava na berma de uma estrada. Um dia, passou por ali um estranho. “Dá-me uma moedinha?” pedinchou o pobre, estendendo automaticamente o seu velho boné de basebol. “Não tenho nada para te dar”, disse-lhe o estranho. Depois perguntou: “O que é isso em que estás sentado?” “Nada”, respondeu o pedinte. “Apenas uma caixa velha. Sento-me nela desde que me lembro.” “Algum dia viste o que tem dentro?”, tornou o estranho. “Não”, respondeu o pobre. “De que me serviria? Não há nada lá dentro.” “Vê o que tem dentro”, insistiu o estranho. O pedinte conseguiu forçar a tampa. Com surpresa, incredulidade e exaltação, verificou que a caixa estava cheia de ouro.

Eu sou aquele estranho que não tem nada para lhe dar, mas que lhe diz para olhar para dentro. Não para dentro de uma caixa qualquer, como na parábola, mas para dentro de uma coisa ainda mais próxima: para dentro de si próprio.

“Mas eu não sou um pedinte”, dirá você.

Todos aqueles que não encontraram a sua verdadeira riqueza, que é a radiosa alegria do Ser e a paz profunda e inabalável que a acompanha, são pedintes, por maior que seja a fortuna material que possuam. Esses, para terem valor, segurança ou amor, procuram fora de si vislumbres de prazer ou de realização pessoal, enquanto que dentro de si próprios possuem um tesouro que não só inclui todas aquelas coisas, mas é também infinitamente maior do que tudo o que o mundo tem para lhes oferecer.

A palavra iluminação invoca a ideia de uma realização sobre-humana, e o ego gosta de a encarar assim, mas ela não é mais do que o seu estado natural de união sentida com o Ser. É um estado de ligação com alguma coisa incomensurável e indestrutível, com uma coisa que, quase paradoxalmente, constitui a sua essência e, no entanto, é muito maior do que você. Trata-se de encontrar a sua verdadeira natureza, para além de um nome e de uma forma. A incapacidade de sentir essa ligação dá origem à ilusão da separação, tanto de si próprio como do mundo à sua volta. Você tem então a percepção de si próprio, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado. Surge o medo, e o conflito interior e exterior torna-se uma norma.

Gosto da definição simples que Buda deu da iluminação: “o fim do sofrimento”. Não há nada de sobre-humano nisto, não é verdade? É certo que, como definição, é muito incompleta. Apenas lhe diz o que iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta, quando deixa de haver sofrimento? Buda mantém silêncio quanto a isso, e o seu silêncio significa que cada um tem de o descobrir sozinho. Ele utiliza uma definição negativa para que a mente a não possa transformar numa crença ou numa realização sobre-humana, numa meta que não possa alcançar. Apesar desta precaução, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é para Buda, não para eles, pelo menos na vida presente...»

Tolle, Eckhart. In O Poder do Agora

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Islândia e o outro lado do vulcão

Para animar o seu dia, nada melhor do que visionar este video promocional da Islândia. Não sei se serve de redenção para os prejuizos causados pelas cinzas vulcânicas há bem pouco tempo, mas pelo menos esforçaram-se. Está muito bom. No mínimo, vai decerto sorrir. A mim deu-me vontade de dançar...



Inspired by Iceland Video from Inspired By Iceland on Vimeo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Rituais de Meditação

Vamos considerar por rituais o uso continuado de hábitos ou rotinas que ajudem a estabelecer a prática da meditação em si. O objectivo principal dos rituais é o de incentivar um determinado estado de espírito. Durante uma sessão de meditação, estes podem ajudar a ordenar as ideias e a aumentar a motivação para a prática.

Poderá começar por criar um espaço confortável em sua casa para a prática da meditação. Caso tenha o privilégio de possuir uma casa grande, a opção ideal seria mesmo reservar uma pequena sala unicamente para esse fim. Poderia preparar o espaço, decorá-lo com quadros e figuras alusivas ao tema, enfim, tornar essa dependência no seu templo privado. Caso isso não seja possível, o que é mais comum que aconteça nos dias de hoje, deve simplesmente escolher um espaço confortável na área mais tranquila da sua casa. O mais importante é que faça com que a prática da meditação ocorra sempre no mesmo sítio. Procure também reservar sempre as mesmas horas.

Escolha um sofá, poltrona, cadeira, almofada ou manta para se sentar. Procure não utilizar estes objectos para outros fins que não a meditação. A sua mente criará uma relação especial de associação, a qual será positiva para desenvolver um bom hábito de meditação. Assim que utiliza esse assento, a sua mente irá serenar por si só e preparar-se para o exercício da meditação. Algumas pessoas personalizam uma almofada, bordando-a ou enriquecendo-a com motivos especiais e transportando-a consigo sempre que se deslocam para outros locais. Poderá ser suficiente reservar um tecido especial para colocar sobre o assento.

Poderá também gostar de ter por perto certos objectos que funcionem como auxiliares. Pode acender velas ou incenso, aquecer óleos essenciais para libertar um aroma específico ou fazer soar uma campainha no início da meditação. Há quem utilize música calma e relaxante ou de teor religioso. Poderá também proceder à leitura de Salmos ou a passagens da Bíblia, para ajudar a criar esse ambiente propício à meditação. As escolhas são variadas e devem ser ajustadas às preferências de cada um.

Funcionará também como ritual o facto de usar roupa específica e exclusiva para as sessões de meditação. Poderá, por exemplo, reservar uma túnica confortável de algodão, de tons claros à sua escolha. Há quem utilize ornamentos especiais, tais como colares, pulseiras ou anéis. Mais uma vez, o critério depende das preferências de cada um. O que é importante é que se sinta confortável e que os rituais escolhidos sirvam de suporte e motivação para obter o máximo do exercício de meditação.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Libertar-se do Excesso de Objectos

Se é daquelas pessoas que guarda todos os objectos possíveis e imaginários e usa como argumento que não lhe fazem falta de momento mas poderão vir a fazer no futuro, então é o leitor alvo para este artigo. A verdade é que corre o risco de ter a casa atafulhada com objectos sem nenhuma utilidade e que apenas servem para gerar a desordem e ocupar espaço. Quanto ao facto de os poder vir a utilizar no futuro, acredite que muito dificilmente tal irá acontecer. O mais provável é que os ditos objectos fiquem eternamente arrumados a um canto, esperando que os seus descendentes e herdeiros lhes dêem o devido tratamento, um dia. Entretanto, terá passado toda a sua vida a queixar-se de falta de espaço e a lutar contra a desorganização e o caos.

A maior parte das vezes, o acumular de toda a espécie de “tralha” deve-se ao facto de consumirmos em demasia. Na verdade, sabemos que não precisamos de uma determinada coisa mas por algum motivo, ou porque o objecto até é uma “pechincha”, ou porque precisamos de nos compensar devido a qualquer frustração de momento, acabamos por trazer essa coisa ou coisas para casa. Passados alguns meses ou quem sabe, menos tempo ainda, deixamos de querer esse objecto e acabamos por o atirar para o fundo de um armário ou para um canto da sala, para o pé de outros objectos igualmente inúteis oferecidos ao longo da vida por amigos e familiares.

Porque nos mantemos agarrados a tanta coisa que simplesmente não nos faz falta e que só serve para nos dificultar a existência? Porque não nos livramos simplesmente desses objectos inúteis? Algumas pessoas referem não gostar de espaços vazios e, assim, ser uma forma de ter todos os espaços ocupados. Outras pessoas dizem guardar valor sentimental aos objectos em sua posse. Mesmo que estejam arrumados no fundo de um caixote, o que é certo é que estão ali, à mão de semear. A qualquer altura poderão abrir esse caixote e reviver as recordações. Mesmo que saibam por intuição que esse dia nunca chegará, preferem manter essa ilusão de revivalismo.

Ilusões à parte, o facto é que por vezes precisamos reconsiderar as nossas opções. Se chegou a um ponto em que sente que necessita de fazer alterações na sua vida e abrir espaço para o novo mas tem dúvidas em tomar uma decisão em concreto, então questione-se do seguinte:

  • Quando foi a última vez que utilizei este objecto?
  • Será que este objecto poderá fazer falta a alguém da casa?
  • Sentiria a falta deste objecto caso, por qualquer motivo, este desaparecesse de vez?
Considere o que ganharia caso se libertasse dessas coisas. No caso de ficar com espaço livre, poderão existir as seguintes vantagens:

  • Movimentar-se pela casa mais livremente
  • Melhor organização e desempenho das coisas que realmente fazem falta
  • Limpeza e manutenção mais rápida e fácil. Não acumulação de pó e sujidade
  • Espaço em aberto para a entrada de novas coisas
Por fim, poderá considerar aquilo que mais contribui para a sua felicidade e de que forma é que os seus bens materiais o reflectem. Procure rodear-se de objectos e bens materiais que dêem significado à sua existência, que o inspirem e o motivem a alcançar as suas mais altas aspirações. Tudo aquilo que lhe traga más recordações, que de uma forma ou outra lhe sirva de impedimento ou obstáculo a ser feliz, simplesmente faça desaparecer da sua vida. Não deite fora, simplesmente recicle. Distribua por quem sabe que apreciaria esses objectos. Se não conhece ninguém em especial, poderá sempre entregar numa instituição de solidariedade social, os mais necessitados agradecem.


domingo, 27 de junho de 2010

Garden Of Dreams

Do Album Fairy Heart Magic, de Gary Stadler, a faixa Garden of Dreams. As imagens são igualmente bonitas e transportam-nos a um mundo de sonho.



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vendo-se a Si Próprio Como Uma Criança


«...Se pegássemos numa criança de três anos e a puséssemos no meio de uma sala e se você e eu gritássemos com essa criança dizendo-lhe o quanto ela é estúpida, como nunca foi capaz de fazer alguma coisa de jeito, como deveria fazer isto e deveria deixar de fazer aquilo e para olhar para a confusão que fez; e, também, se lhe batêssemos algumas vezes, acabaríamos por ter uma criancinha assustada que ficaria sentada no seu canto, muito dócil, ou uma criança terrível que daria cabo da sala. A criança seguirá uma dessas duas vias, mas nunca conheceremos o potencial dessa criança.

Se pegarmos na mesma criança e lhe dissermos quanto a amamos e quanto nos interessamos por ela, que gostamos do seu aspecto e de ver como ela é esperta e inteligente e que apreciamos a maneira como ela faz as coisas e que não importa que faça erros à medida que vai aprendendo – e que sempre estaremos ao seu lado para qualquer coisa que ela necessite – então o potencial que surgirá dessa criança deixá-lo-à boquiaberto!

Cada um de nós tem dentro de si uma criança de três anos e passamos a maior parte do tempo a gritar com essa criança. E em seguida perguntamo-nos por que razão as nossas vidas não funcionam.

Se tivesse um amigo que passasse a vida a criticá-lo, gostaria de estar perto dessa pessoa? Talvez tenha sido esta a forma como foi tratado enquanto criança e, se assim foi, isso é lamentável. No entanto, já aconteceu há muito tempo e se, agora, escolhe tratar-se da mesma maneira, isso é ainda mais lamentável.

Pegue numa folha de papel e faça uma lista de todas as coisas que os seus pais lhe disseram que estavam erradas consigo. Quais foram as mensagens negativas que ouviu? Demore algum tempo para pensar com calma no maior número de coisas que consiga recordar. Uma meia hora usualmente chega.

O que foi que lhe disseram a respeito de dinheiro? O que foi que lhe disseram a respeito do seu corpo? O que foi que lhe disseram acerca do amor e dos relacionamentos? O que foi que lhe disseram a respeito do seu talento criativo? Quais foram as coisas negativas ou limitativas que lhe disseram?

Temos, pois, à nossa frente uma lista das mensagens negativas que ouvimos quando crianças. Até que ponto é que essa lista corresponde ao que você pensa que está mal consigo? Quase tudo? Provavelmente, sim.

É nessas mensagens dos nossos primórdios que estabelecemos as bases do guião das nossas vidas. Todos somos crianças bem-educadas e obedientemente aceitamos tudo o que “eles” nos dizem como verdades. Seria muito fácil culpar os nossos pais e ser vítimas até ao fim dos nossos dias. Mas não seria muito divertido e, com toda a certeza, não nos tiraria do pântano...»

Hay, Louise. In Pode Curar a Sua Vida