sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A PNL e as Submodalidades

Em primeiro lugar, convém esclarecer que submodalidades não são mais do que distinções dentro das modalidades (ou sistemas de representação) e servem para lhes dar um significado mais abrangente.

Pegando nos sistemas de representação mais importantes, podemos fazer uma descrição sumária de alguns tipos de submodalidades:

VISUAIS

  • Cor, variando de intensidade do colorido intenso até ao preto e branco
  • Distância, variando de bem perto a bem longe
  • Profundidade, variando a dimensão convencional até uma imagem em três dimensões
  • Duração, variando de uma imagem rápida e passageira para uma imagem persistente
  • Luminosidade, variando de uma claridade cristalina até uma imagem sombria e indistinta
  • Contraste, ajustando a diferença entre claro e escuro
  • Movimento, variando de lento ou parado até muito rápido (considere por exemplo uma fotografia e transforme-a num filme)
  • Proporção, variando de comprido e estreito a curto e largo


AUDITIVAS

  • Volume, variando de alto a baixo
  • Tom, variando de grave a agudo
  • Ritmo, variando de rápido a lento
  • Localização, tomando atenção à direcção e procedência

CINESTÉSICAS

  • Pressão, variando de forte a débil
  • Temperatura, variando de quente a frio
  • Peso, variando de pesado a leve
  • Textura, variando de grossa a fina


Segundo Richard Bandler e a programação neurolinguística, podemos utilizar as várias submodalidades para transformar uma experiência negativa em positiva (ou vice-versa, se bem que tal facto em princípio não tenha muito interesse). A questão está em descobrir como a nossa mente processa a informação, para seguidamente aprender a controlar as experiências.

Geralmente e a título de exemplo, a maior parte das pessoas consegue ter uma lembrança mais agradável se fechar os olhos e visualizar uma cena com imagens em movimento, como se fosse um filme, trazendo-as bem para perto e aumentando a sua luminosidade à medida que se aproximam, fortalecendo o seu colorido. Pelo contrário, a lembrança não será tão agradável ao visualizar-se as imagens paradas, como numa fotografia, em preto e branco, distantes e desfocadas.

Todos nós temos experiências boas e más. O que faz a diferença é a forma como nos lembramos delas e reagimos a essas lembranças. Aprendendo a controlar a mente, poderemos dar um novo colorido à nossa vida e modificar a percepção que fazemos da realidade.

Poderá dizer-me que então estaremos a manipular a nossa realidade. E eu pergunto-lhe se, de qualquer forma, não o estamos sempre a fazer, nem que seja de uma forma inconsciente? Visto desta forma, vale mais manipular conscientemente a nossa realidade para positivo do que inconscientemente para negativo. Não concorda?

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