segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Amar-se a si próprio

Será difícil sentir amor por si próprio se no seu subconsciente estiverem gravadas mensagens limitadoras. A maioria destas mensagens são registadas durante a infância mas os seus efeitos nocivos podem perdurar até ao final dos seus dias. Na realidade, mesmo sem o saber, continua sob a influência de ditames proferidos pelos seus pais ou familiares há décadas atrás.

Quando alguém lhe disse um dia que não era suficientemente bom, com certeza acreditou. Quando alguém lhe disse que não conseguiria alcançar os seus sonhos, com certeza acreditou. Quando alguém lhe disse que era estúpido ou esquisito, com certeza acreditou. O pior é que muito provavelmente continua a acreditar nisso nos dias de hoje, mesmo que não esteja consciente desse facto.

Não desanime porque é possível ultrapassar essas velhas mensagens e substitui-las por outras que o capacitem a ser bem sucedido e a evoluir. Seguem-se três boas indicações para pôr mãos à obra:

  1. Mantenha um romance consigo próprio. Pense no último relacionamento amoroso que teve. Certamente que no início do relacionamento tanto você como o seu par dedicavam muito tempo, atenção e afecto um ao outro. Sentia-se apaixonado e arrebatado pela beleza ou qualidades da sua cara-metade e provavelmente era correspondido da mesma forma. Uma das melhores maneiras de aprender a amar-se é entrar num processo idêntico, mas desta vez consigo próprio. Trate-se como se fosse especial, um rei ou rainha. Realize tudo o que o faça feliz. Aceite-se e acarinhe-se. Fale docemente consigo próprio. Ofereça-se coisas bonitas. Passe bons momentos consigo, simplesmente porque o merece.
  2. Explore as suas crenças.Poderá suspeitar que tem mensagens limitadoras a povoar-lhe o pensamento mas certifique-se que toma contacto consciente com elas. Para que descubra quais as crenças que o estão a impedir de avançar, poderá necessitar de fazer uma exploração pelo seu próprio interior. Pegue num papel e numa caneta e escreva respostas para as seguintes perguntas:

    “A última vez que me senti estúpido foi……..”.
    “A minha mãe sempre me fez sentir……”.
    “O meu pai sempre me tratou como ……..”.

    A ideia é fazê-lo recordar-se dos tempos recuados da sua vida em que os pensamentos limitadores tiveram início.
    Quando lá chegar, faça por alterar essas crenças. Elas ainda são verdade? E será que alguma vez foram verdade? Decida o que é verdadeiro para si e comece a substituir as velhas crenças, focalizando-se em crenças assertivas.
  3. Dê ênfase às suas boas qualidades. Quando se tem uma baixa auto-estima, existe tendência à focalização em coisas que “estão erradas”, ao invés de tudo o que possa existir a nosso favor.
    Comece a inverter a situação, elogiando-se e encorajando-se na sua conversa interior. Congratule-se quando completa qualquer coisa importante para si. Diga coisas como:

    “Ena, sinto-me orgulhoso por ter conseguido fazer isto! Não foi fácil, mas consegui suplantar-me!”.
    “Sou uma pessoa valiosa. Tenho muito para oferecer ao mundo pois tenho talento e boas qualidades”.

    Quanto mais o repetir, mais acreditará nessas palavras.

Sem comentários:

Enviar um comentário