terça-feira, 28 de julho de 2009

Exercício de Meditação


É recomendável que reserve pelo menos 20 minutos por dia para a prática da meditação. Escolha um sítio arejado e limpo em que possa estar sozinho e sem ser interrompido. Deverá sentar-se preferencialmente em postura de lótus, contudo se notar qualquer desconforto deverá simplesmente adoptar uma posição em que se sinta bem.

Algumas pessoas conseguem uma melhor concentração colocando uma música suave e relaxante como fundo. Verifique o que resulta melhor consigo. Feche os olhos ou mantenha-os semi-cerrados, se tem tendência a adormecer. De seguida siga os seguintes passos:


  1. Comece a controlar a sua respiração, inspirando e expirando profunda e prolongadamente.

  2. Relaxe cada músculo do corpo, um a um (cabeça, rosto, pescoço, costas, abdómen, braços, mãos, dedos, ancas, pernas e pés). Se notar qualquer tensão faça por relaxar os músculos ou tendões da área em questão.

  3. Se lhe ocorrerem pensamentos dispersos, não os reprima mas afaste-os com gentileza. Simplesmente deixe-os ir como se fossem cenas de um filme.

  4. Concentre-se na música, num som disperso ou numa imagem.

  5. Visualize-se envolto em luz, recebendo luz do universo e ao mesmo tempo iluminando tudo à sua volta. Mantenha-se focalizado na luz, somente na luz.

  6. A cada respiração tente ir mais fundo no seu estado de relaxamento.

Notará que sentirá paz e felicidade ao retornar deste exercício de meditação.

domingo, 26 de julho de 2009

Benefícios Mentais da Meditação


Além de inúmeros benefícios físicos, a prática da meditação oferece igualmente benefícios mentais. Os principais benefícios são a diminuição ou cura da ansiedade e da depressão e consequente aumento da tranquilidade e da paciência, resultantes do estado de serenidade e calma que acompanha a meditação e que contrasta com o ritmo agitado em que normalmente vivemos. A prática faculta à pessoa um relativo estado de equilíbrio, conferindo uma maior lucidez e afastando eventuais conflitos emocionais internos de origem afectiva. Obtém-se assim uma maior clareza mental e objectividade.

Outro benefício mental é o aumento da concentração e da memória. A meditação treina a mente para estar no momento presente, saindo das memórias do passado e das preocupações do futuro. Ao focalizarmo-nos unicamente no aqui e agora, permitimos que uma maior quantidade de experiências seja registada e transferida para a memória.

Um dos ensinamentos principais refere que devemos assumir o papel de observadores, tomando consciência em tudo o que possa surgir na mente mas mantendo-nos desassociados em vez de identificados com a nossa mente. Os pensamentos, as emoções, os sentimentos e as memórias devem ser observados sem serem julgados, mantendo a percepção que estes não são quem nós somos e que a nossa verdadeira identidade se encontra para além destas experiências transitórias.

Da meditação advém também uma tomada de consciência conducente à compreensão e compaixão para com os outros. A introspecção torna-nos conscientes de que o que vemos nos outros existe também em nós. As outras pessoas têm os mesmos sentimentos e emoções que nós. Cometem os mesmos erros que nós e procuram as mesmas metas e objectivos. Reconhecemos deste modo que prejudicar os outros é prejudicar-nos a nós próprios. Assim, adquirimos compaixão para com os outros seres pois passamos a entender as suas fraquezas e vulnerabilidades como imagens das nossas próprias fraquezas e vulnerabilidades. E daí advém a vontade de participar de um mundo pacífico e justo, onde todos possam viver sem guerras e tenham as necessidades básicas supridas.

Por último, a meditação coloca-nos em contacto com o outro nível da mente que normalmente se encontra escondido, ou seja o inconsciente. Ao permitir estabelecer a comunicação entre a mente consciente e a mente inconsciente, a meditação dá-nos a conhecer uma parte secreta da nossa própria essência. Podemos então compreender a razão de muitas das nossas esperanças, preferências e aversões e podemos também aceder a toda uma fonte de criatividade que de outra forma ficaria para sempre adormecida.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Paixão pelas Metas

A minha paixão impele-me a viver os meus sonhos. Eu sei o que quero na vida e sei definir metas para lá chegar. Sei que cada meta superada me coloca em alinhamento com o que eu desejo. Sinto renascer o vigor com cada sucesso. Ao atingir um objectivo, não importa se grande ou pequeno, reforço a minha confiança e auto-estima. Eu gosto desses sentimentos e esforço-me por os alimentar com a maior frequência possível.


Definir e atingir metas é um círculo imparável de positividade que alimenta ainda mais a minha paixão. E essa paixão encoraja-me a superar todos os obstáculos e a alcançar o sucesso. Eu utilizo diariamente ferramentas para alimentar e reabastecer a minha paixão, mesmo quando enfrento os maiores desafios. Essas ferramentas incluem afirmações para transformar pensamentos negativos em positivos, meditação para relaxar e rejuvenescer a minha energia, e anotações e imagens para me inspirar e me relembrar sempre dos meus objectivos.


Hoje, escolho sentir inspiração através das minhas paixões e permito que estas me conduzam aos meus objectivos, independentemente de quaisquer desafios que possam surgir.

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Perguntas de auto-reflexão:
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  1. Tenho paixão pelas minhas metas?

  2. Onde posso encontrar mais inspiração?
  3. Que tarefas posso realizar hoje que me transmitam paixão e me coloquem na direcção das minhas metas?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Caminho para o Sucesso


Mesmo quando tomamos um caminho errado, podemos sempre encontrar uma nova direcção para o sucesso. A qualquer altura podemos pegar num mapa que nos indique novos rumos. Parar não é uma opção. Desde que mantenhamos o foco na nossa meta, conseguimos sempre encontrar um caminho. E existem sempre inúmeras opções, inúmeros caminhos, não estamos limitados a apenas uma opção.


O sucesso é uma jornada, não um destino. É por isso que nos devemos esforçar para que cada passo seja significativo. Uma atitude positiva ajuda-nos a avançar e, mesmo quando não temos a certeza de onde estamos, isso não significa que estejamos perdidos.


Um trajecto diferente pode ser uma oportunidade para explorar o desconhecido. Por vezes temos medo de sair da auto-estrada da vida para tomar um caminho estreito e desconhecido, contudo os desvios podem ser benéficos na medida em que nos podem levar a descobrir as coisas belas da vida que de outra forma teríamos perdido. A estrada menos viajada costuma oferecer a recompensa das paisagens mais deslumbrantes.


Sempre que chegue a uma bifurcação, decida confiar na sua intuição para o orientar. Seja espontâneo e permita-se entrar em contacto com o seu interior. Espontaneidade dá-lhe liberdade e a possibilidade de obter sucesso em novos empreendimentos. Existe sempre a opção de nos tornarmos pioneiros. A geração vindoura poderá ter acesso a uma rota melhor e mais bem traçada, se tivermos a coragem de forjar um novo percurso.


Perguntas de auto-reflexão:
  1. O que devo fazer quando chegar a um beco sem saída?
  2. Como poderei tornar-me menos rígido e mais flexível?
  3. Que alterações posso fazer para garantir que desfruto tanto o destino final como a viagem em si?
 Artigo publicado em http://www.webartigos.com/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Bordado



Quando eu era pequeno, a minha mãe ocupava-se com bordados. Eu sentava-me no chão, brincando perto ela, e perguntava-lhe o que estava a fazer. Respondia-me que estava a bordar.

Todos os dias observava o seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:

- Mãe, o que a senhora está a fazer?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada.

Ela sorria, olhava para baixo e docemente explicava-me:
- Filho, vai brincar que quando eu terminar o meu trabalho chamo-te. Deixarei que vejas o trabalho da minha posição.

E eu continuava a perguntar-me a mim próprio lá de baixo: "Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que estão os fios tão desordenados e embaraçados? Por que estão cheios de pontas e nós? Por que não têm ainda uma forma definida? Por que demora tanto tempo para fazer o bordado?"

Um dia, quando eu estava a brincar no quintal, a minha mãe chamou-me:
- Filho, vem cá e senta-te no meu colo.

Eu sentei-me no colo de minha mãe e surpreendi-me ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tudo confuso e sem nexo mas de cima vi uma paisagem maravilhosa. Então a minha mãe disse-me:
- Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque não conseguias ver que na parte de cima havia um belo desenho. Mas agora que olhas o bordado da minha posição, já percebes o que eu estava a fazer.

Muitas vezes não entendemos o que está a acontecer nas nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando...

(Prof. Damásio de Jesus)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Iniciando a meditação


Uma das coisas mais importantes que deve estar ciente antes de iniciar a prática da meditação é que nunca conseguirá dominar o processo simplesmente através da leitura de manuais e sua consequente memorização. Não se trata de uma disciplina idêntica à história ou à geografia, em que se decoram as matérias e se fica mestre no assunto. Aqui, o mais valioso é a prática e somente através desta se podem obter bons resultados. As técnicas são importantes na medida em que lhe indicam o caminho correcto e podem ajudá-lo a ultrapassar os diversos obstáculos que lhe possam surgir, mas os ensinamentos de quem já percorreu os trilhos que agora vai iniciar nunca poderão substituir a sua prática directa.

Podemos dizer que entramos em meditação sempre que a nossa mente consiga ficar atenta a determinado estímulo, sem pensamentos que nos provoquem distracção. Significa viver o aqui e agora. Assim, a meditação pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar. Podemos meditar num comboio ou enquanto esperamos pelo autocarro. Podemos meditar enquanto caminhamos ou mesmo enquanto aspiramos o chão da nossa casa ou lavamos a loiça do jantar. Por muito mundana que seja a tarefa que estamos a fazer, se nos absorvermos completamente na mesma, podemos considerar que estamos a meditar.

Seja qual for a técnica que decida adoptar para meditar, o mais importante será sempre a sua capacidade de concentração. Sem concentração não existe meditação. E se, à primeira vista, lhe possa parecer que será fácil obter esse poder de concentração, desde já lhe digo que vai mudar de ideias quando passar à acção. Somente através de uma prática regular e constante, conseguirá aprender a concentrar-se. Isto porque fomos desde sempre treinados a pensar em muitas coisas ao mesmo tempo. A própria mente parece funcionar independentemente da nossa vontade, como se nos fosse exterior, saltitando de pensamento em pensamento, evocando memórias passadas e aspirações futuras, desviando-nos sistematicamente para fantasias e devaneios.

A capacidade de concentração adquire-se simplesmente através de uma prática continuada. Os primeiros passos consistem no sentar-se num lugar confortável e sossegado, relaxando o corpo e ficando consciente de pensamentos que possam causar distracção. Se estes pensamentos surgirem não devem ser reprimidos, simplesmente se deve tomar consciência dos mesmos, como se fossemos um observador atento a um filme. Só isto, mais nada. Parece pouco mas conseguir este pouco representa ultrapassar o maior dos obstáculos com que todo o iniciante na meditação se depara.

domingo, 12 de julho de 2009

Benefícios Físicos da Meditação

Ao iniciar a prática da meditação, é conveniente não ter um objectivo definido e muito menos tentar obter esse objectivo a todo o custo. Não criar expectativas é a palavra chave para uma prática de sucesso. A melhor perspectiva é a de apenas se sentar com abertura de espírito e gozar a experiência por si só, entregando-se ao sabor do momento. Isto significa uma consciência total na própria meditação e no momento, sem impaciências nem expectativas.

Da prática regular da meditação podem resultar muitos benefícios físicos, incluindo o relaxamento muscular devido à diminuição do stress e da ansiedade, a diminuição da pressão arterial, o melhoramento da postura, o aumento de energia, a obtenção de um sono reparador, um maior controlo da dor e a melhoria da libido, o aumento da criatividade. Ao relaxar e acalmar o sistema nervoso, a meditação permite ao corpo um funcionamento eficaz, incrementando a sua capacidade de auto-cura e regeneração. Nenhum desses benefícios pode contudo ser garantido e daí a advertência inicial deste artigo.

A forma como respiramos e nos movimentamos, as posturas que adquirimos ao sermos sujeitos às pressões diárias, os resultados de uma alimentação incorrecta, do consumo excessivo de bebidas e do tabaco, a falta de exercício físico adequado – tudo isto se reflecte no nosso corpo físico. E a prática meditativa ajuda-nos a tomar consciência do que se passa no nosso corpo, permitindo assim uma correcção e modificação de hábitos nocivos.

No início, esta consciência pode durar apenas alguns minutos, mas com a prática irá fluir de uma forma mais prolongada, mesmo enquanto se ocupa das suas tarefas do dia a dia. Em situações de pressão, tente tomar atenção ao seu corpo. Repare nas tensões que se acumulam sobre os músculos e as articulações, bem assim como à forma como respira. Repare depois até que ponto se sente mais confortável à medida que se concentra em descontrair e libertar da tensão, respirando mais pausadamente e profundamente.

Poderá praticar o exercício de relaxamento abaixo indicado, para se preparar para a prática da meditação:

  1. Sente-se de forma a ficar confortável. Concentre-se no seu pé direito, mexendo os seus dedos para que se possa concentrar melhor.

  2. Relaxe o pé e tome atenção na barriga da perna direita, reparando se existe alguma tensão. Se sim, liberte-a contraindo e, depois, relaxando os músculos.

  3. Concentre-se na coxa direita, depois na nádega, no abdómen e no peito, passando de seguida para o braço direito e para a mão e dedos, voltando de novo para o ombro, o rosto e, finalmente, para a cabeça. Se detectar alguma tensão, liberte-a através de relaxamento.

  4. Continue o processo, descendo pelo pescoço e percorrendo agora todo o lado esquerdo: ombro e respectivo braço e dedos, costas, nádega, perna e pé. Tenha sempre o cuidado de verificar se existem tensões, libertando-as através de relaxamento.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Criando Rapport consigo próprio


Rapport significa criar empatia e é essencial numa boa comunicação. Acontece muito naturalmente quando equipara o seu comportamento e pensamento aos da outra pessoa com quem pretende estabelecer comunicação. Ao estabelecer rapport cria semelhança e então consegue uma maior influência. Torna-se desse modo mais provável que as suas sugestões sejam bem aceites.

Pode estabelecer rapport consigo próprio da mesma maneira que estabelece rapport com as outras pessoas. É necessário que seja atencioso e tenha um profundo respeito por si próprio. Muitas pessoas, geralmente com uma baixa auto-estima, possuem uma má opinião de si próprias e diminuem-se constantemente perante os outros.

O processo de rapport tem início quando se toma atenção à outra pessoa, ao seu modo de representação, à sua postura, à sua tonalidade e maneira de falar. Significa mergulhar no mundo do outro, procurar afinidades e pontos em comum. Passa por aceitar a outra pessoa e aquilo que para ela é importante e expressar essa aceitação de modo verbal e não verbal. É mais aceitar essa pessoa como ela é no momento, ao invés de embarcar em julgamentos ou sugestões de mudança.

O mesmo se aplica se pretende estabelecer rapport consigo próprio. Comece por se aceitar da forma que é. É certo que não é perfeito mas também ninguém ao cimo da terra o é. Também não tem de fazer de conta que tudo em si é maravilhoso e fenomenal. Simplesmente traga à consciência que está a fazer as coisas o melhor que consegue. Aceite-se com as suas limitações e imperfeições do momento. Acredite que cada dia que passa pode melhorar, basta que acredite em si e nas suas potencialidades. É importante que mantenha um relacionamento harmonioso consigo próprio para que se possa relacionar harmoniosamente com os outros.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A importancia de saber quem de facto se é


Conta-se que numa aldeia distante, ao sul de Varsóvia, um rapaz de poucos recursos recebeu um bilhete de comboio para visitar um primo muito rico. Ele chegou na ferroviária segurando o seu bilhete com nervosismo. Como nunca tinha viajado de comboio, não sabia como agir. Percebeu de imediato que havia um grupo de pessoas bem vestidas e, como ele próprio estava vestido com umas pobres indumentárias, imaginou que não deveria se sentar com elas.

Reparou então que, no fundo da estação, estava um grupo de malandros maltrapilhos. Juntou-se então a eles imaginando que aquele era o seu lugar.

Os passageiros da primeira classe embarcaram, mas os maltrapilhos ficaram aguardando. De repente, ouviu-se um apito e o comboio começou a se movimentar. Os malandros pularam para dentro do vagão de bagagens, e o rapaz entrou com eles, ficando encolhido em um canto escuro do vagão, segurando o seu bilhete com medo.

Aguentou firme, até que a porta do vagão se abriu e entrou o maquinista acompanhado de dois polícias. Eles reviraram as bagagens até que encontraram os homens no fundo do vagão. O maquinista então perguntou, dirigindo-se ao rapaz: "Posso ver o seu bilhete?". Ele levantou-se e prontamente apresentou o bilhete que sempre segurara na mão.

O maquinista olhou e voltou a olhar o bilhete, não querendo acreditar, e começou a gritar: "Meu rapaz, você tem uma passagem de primeira classe. O que você está fazendo aqui no vagão de carga? Isto não faz sentido nenhum. Quando se tem um bilhete de primeira classe, o indivíduo deve-se comportar como um passageiro de primeira classe".

Desse episódio podemos concluir o quanto é importante conhecer-se e portanto procurar caminhos para o nosso auto-conhecimento, para que assim possamos estar ocupando na vida os lugares que nos estão reservados.



(Autor desconhecido)

domingo, 5 de julho de 2009

Viver no presente


Mantenha o seu foco no presente. Esteja atento a tudo o que acontece, sem deixar que a mente o retire do momento.

Se por exemplo estiver a comer, traga a sua atenção para o facto de estar a comer. Explore a textura da comida, tome atenção ao paladar e à sensação de conforto que a ingestão da comida provoca. Mantenha-se atento ao ambiente, às pessoas ao seu redor, aos objectos e sons.

Se estiver a caminhar, traga a sua atenção para o facto de estar a caminhar. Observe os sítios por onde está a passar, as pessoas que vai ultrapassando ou que o ultrapassam, os automóveis que circulam na estrada ou as flores e as árvores que o rodeiam se estiver num parque.

Faça este exercício com regularidade, até verificar que a mente deixou de saltitar de memórias do passado para expectativas do futuro. Pretende-se trazer a consciência para o aqui e agora.

O presente é precioso, na medida em que somente o presente existe. Na verdade, o passado já passou e o futuro ainda está por acontecer. Não vai poder trazer de volta o passado e não vale a pena preocupar-se com o futuro pois este irá manifestar-se a seu tempo e a seu modo. Assim, esforce-se por limpar a sua mente de ilusões e preocupações e saiba extrair de cada acontecimento o seu significado mais profundo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pressupostos da PNL


Os pressupostos da PNL são a base sobre a qual se constroem todos os processos de mudança. Não existe uma lista definitiva de pressupostos, na medida em que a maneira de expressar estas ideias muda conforme a proposta de estudo do momento.

Indicam-se seguidamente alguns exemplos:

Nós sabemos muito mais do que julgamos saber
Mesmo que a nível consciente nos escape informação, o nosso inconsciente possui um manancial de sabedoria inesgotável.

O mapa não é o território
A representação que fazemos do mundo não é o mundo. O que para uns é verdade, para outros é mentira.

É impossível NÃO se comunicar
Mesmo o silêncio é uma forma de comunicação.

As pessoas sempre fazem a melhor escolha disponível para elas
Cada escolha que se tome, por mais errada que seja, é a melhor escolha que temos no momento.

O significado da sua comunicação é a reacção que obtém
Se recebe um bom “feed-back”, então a sua comunicação obteve sucesso.

As pessoas já possuem todos os recursos de que necessitam
Tudo o que necessitamos de verdade a cada momento encontra-se disponivel.

Não se muda a realidade, muda-se a representação que se faz dela
Porque a realidade corresponde exactamente à representação que cada um de nós faz dela. Se a minha representação for a pobreza, então a minha realidade é a pobreza; se a minha representação for a riqueza, então a minha realidade é a riqueza.

Quanto maior é o nosso leque de escolhas mais eficazes somos
Quantos mais meios e ferramentas soubermos utilizar, mais sucesso obteremos.

Todo o comportamento, em algum ponto no tempo, tem uma intenção positiva Cada pessoa dá o melhor de si mesmo, independentemente das suas possibilidades ou dos seus meios.

O comportamento de alguém não é a pessoa. Aceite a pessoa, transforme o comportamento
Não podemos tomar os outros pelo seu comportamento. E todo o comportamento pode ser transformado.

A resistência é um claro indicador da inflexibilidade do comunicador
Se obtém resistência do seu interlocutor, pense duas vezes se não estará a ser inflexível na sua forma de comunicação

Não há erros ou fracassos. Só há feedback

A experiência objectiva não existe
Tudo é subjectivo na vida.

Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também
Basta aprender quais os processos utilizados por essa pessoa para obter sucesso e tomá-los como modelo a seguir.

Corpo e mente são partes do mesmo sistema
Assim sendo, não se pode dissociá-los

Se o que você está fazendo não está funcionando, faça outra coisa
Saiba utilizar outros meios para obter aquilo que deseja e não repetir o que vem fazendo sem sucesso. È preciso saber utilizar todos os recursos disponíveis, todas as combinações possíveis, para obter o que se pretende.

É necessário flexibilidade para adaptar-se com sucesso e sobreviver num sistema
Sem flexibilidade não se alcançam bons resultados.

A mudança vem do emprego do recurso apropriado, ou a activação do recurso potencial

A pessoa com mais alternativas é a que tem o controle

A natureza do universo é a mudança
Tudo é mudança, nada está parado.

Não existe nada bom nem mau intrinsecamente, é o pensamento o que lhe dá o sentido
O bom e o mau não existe, é o nosso pensamento que faz essa distinção.

Tanto se pensa que sim, como que não, você tem razão
No fundo, você é aquilo que pensa. A sua realidade é formada, antes de mais, pelo seu pensamento.