quarta-feira, 10 de junho de 2009

Trabalhar a Auto-estima


Uma auto-estima saudável significa que nos consideramos iguais a qualquer um outro ser humano – nem melhores nem piores mas absolutamente idênticos. Não aceitar ser inferiorizado e também não pretender que alguém se venha submeter a nós próprios.

No entanto, viver em sociedade implica que aceitemos hierarquias sociais. No nosso quotidiano, em toda a parte, somos constantemente catalogados. Idade, sexo, habilitações literárias, profissão, cargo que se ocupa nas empresas. A mente está sempre a pretender diferenciar para exercer controlo. De que lado está o poder – do meu lado ou do outro?

A nossa mente tem de deixar de funcionar como a mente comum. A nossa mente tem de deixar de avaliar e de medir os outros. Partir sempre do princípio que estamos todos a fazer o melhor que sabemos e podemos. Perceber que a mesma essência habita no interior de cada um, independentemente dos papéis sociais que se possam estar a desempenhar. Procurar sempre o lado bom dos outros.

Tanto nos podemos cruzar com um ministro simples e acessível como com um motorista arrogante que se sente com o rei na barriga. Claro que o inverso também é possível e acaba por ser mais frequente. O segredo da coisa está em respeitar todos eles e não emitir juízos de valor. È a única maneira de sermos respeitados. Compete-nos trabalhar sobre nós próprios e não sobre os outros.

Isto dito assim até que soa bem e parece bonito. No entanto garanto que não é nada fácil de fazer. Acho que temos por aqui trabalho para o resto da vida.

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