terça-feira, 30 de junho de 2009

O que é a PNL?


A PNL, ou Programação Neurolinguística, foi criada nos Estados Unidos da América, na década de 70, por Richard Bandler, um matemático e perito em computadores, e por John Grinder, um linguísta especializado em Gramática Transformacional. Eles procuraram descrever o funcionamento do cérebro, de forma a poder explicar como fazem as pessoas consideradas modelos de excelência em determinada área ou habilidade.

Partindo de uma analogia entre o cérebro humano e um computador, eles conseguiram mostrar que tudo o que fazemos obedece a um programa interno. Logo, as pessoas consideradas excelentes possuiriam melhores programas ou estratégias mentais, que poderiam ser descritos, ensinados e aprendidos por qualquer outra pessoa.

Observaram que toda a informação que nos chega é recebida através dos sentidos da visão, audição, paladar, olfacto, tacto e sensação. Além disso, a nossa neurologia inclui também as nossas reacções fisiológicas diante de ideias e acontecimentos. Corpo e mente formam uma unidade inseparável. Em seguida, toda a informação recebida é codificada linguisticamente, sendo traduzida em sons, palavras, imagens, sensações/sentimentos, sabores, odores.

A linguagem, portanto, é a forma que usamos para organizar e representar a nossa experiência, ou seja a nossa visão do mundo. A linguagem poderia ser comparada a um imenso arquivo onde cada palavra, cada som, sensação, sentimento, representa uma categoria, uma pasta do arquivo.
Surge assim a noção de Modelo de Mundo, que nos diz que as possibilidades de um indivíduo são decorrentes de seu modelo de mundo, ou seja da forma como ele vê o mundo, como representa as suas escolhas e alternativas. Indivíduos com um modelo de mundo empobrecido terão escolhas limitadas, não contarão com alternativas de acção, pelo facto de não serem capazes de vê-las. E o modelo de mundo de cada indivíduo é expresso através de sua linguagem, não só em relação ao que ele diz às pessoas e a si mesmo mas também à forma como ele representa cada situação ou emoção.

Bandler e Grinder observaram pessoas excelentes em diversas áreas e em seguida descreveram os programas utilizados por elas, denominados estratégias. Em seguida estas estratégias foram ensinadas a outras pessoas, as quais foram igualmente capazes de apresentar resultados excelentes. Convém referir que um programa é uma combinação de diversos elementos subjectivos, tais como imagens, sensações, palavras, crenças, etc. E os programas permitem que façamos coisas automaticamente.

Bandler e Grinder descreveram o passo-a-passo de várias habilidades, como por exemplo estratégias de criatividade, de soluções de conflitos, de estabelecimento de objectivos, de comunicação, etc. Todas estas estratégias formam um vasto conjunto de técnicas e recursos que a PNL tornou disponível.

A PNL, em síntese, é um conjunto de anotações que descrevem processos e estratégias. É constituída por uma nova abordagem de crescimento pessoal, com muitas técnicas e ferramentas capazes de produzir resultados positivos num curto espaço de tempo. Esses resultados são espantosos, assemelham-se a magia, mas necessitam de todo um trabalho estruturado, seguindo uma sequência que pode ser descrita, aprendida e repetida por todas as pessoas.

domingo, 28 de junho de 2009

Precisa mudar?


Por mais acomodado na vida que se esteja, a maioria de nós aspira a algo mais profundo e significativo. Muitas pessoas têm tudo o que seria expectável para ser feliz (por exemplo uma carreira bem remunerada, um casamento feliz, família) e, contudo, sentem que lhes falta alguma coisa que não conseguem identificar. Isso deve-se ao facto de se ter sido educado para ser bem sucedido materialmente e não para se procurar a felicidade interior.

Por vezes diz-se que já não se é novo para tentar uma mudança de vida que traga significado. É muito utilizado o provérbio “Burro velho não aprende línguas”. Eu acredito que estamos sempre a tempo de aprender e de mudar, se for preciso e assim o quisermos, independentemente da idade que tenhamos. O mais difícil é saber em concreto o que se quer mudar.

Para ajudar nessa definição, tente responder por escrito às questões abaixo.

  1. Sinto-me confortável com o que estou a fazer actualmente? Estou realizado em que medida? E em que medida não o estou?
  2. Estou contente com o que consegui realizar até hoje?
  3. Fiz o suficiente por mim próprio?
  4. Qual o máximo a que poderei aspirar na vida? Tenho potencial para o conseguir?
  5. O que quero realmente? O que me motiva?
Lembre-se que poderá vir a ser tudo a que se venha a propor. Como o que custa mesmo é começar, não escolha desistir antes mesmo de dar início à jornada. Um passo a seguir ao outro, por mais pequeno que seja, leva-o garantidamente à meta pretendida. Desenvolvimento pessoal não se trata unicamente de empreender uma mudança física ou psicológica, seja ela qual for. É antes de mais uma tomada de consciência profunda que nos impele a evoluir e dar o máximo de nós próprios.

Artigo publicado em http://www.webartigos.com/ em 5/10/2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

Diários e Sonhos

Estabeleça a rotina de registar diariamente num Diário as mais significativas emoções, percepções ou sonhos. Esse procedimento será um precioso aliado para entrar em contacto com o seu interior mais profundo. Poderá colocar perguntas e, mais tarde, ir verificar que respostas ou “insights” recebeu posteriormente.

Mantenha-se na expectativa de receber informações através dos sonhos. Antes de se deitar, faça exercícios de alongamento e coloque uma música calma, para relaxar completamente o corpo e a mente. Coloque-se uma pergunta acerca de um problema que o preocupa e espere por uma resposta. Quando acordar, tente relembrar-se de tudo o que sonhou e escreva-o directamente no seu Diário. Se não está habituado a relembrar-se dos sonhos, precisará de tempo e de paciência mas acredite que se persistir o suficiente, começará a lembrar-se dos sonhos e a receber respostas.


Para o ajudar a lembrar-se dos sonhos existe uma técnica do Método Silva, denominada a técnica do copo de água. Quando estiver pronto para se deitar, encha um copo de água e leve-o para junto da cama. Enquanto bebe metade da água do copo, feche os olhos e mentalmente diga para si mesmo: «Isto é tudo o que necessito para encontrar a solução do meu problema.» Coloque de lado o copo com a outra metade da água. Deite-se e durma descansadamente. No dia seguinte, ao acordar, tome a outra metade da água, feche os olhos e repita novamente: «Isto é tudo o que necessito para encontrar a solução do meu problema». O resultado desta programação é que poderá acordar com a lembrança vívida de um sonho que contém a informação para solucionar o seu problema ou poderá, durante o dia, receber a solução através de qualquer fonte de informação.


Não se esqueça de anotar tudo no seu Diário pois só o facto de escrever ajuda a trazer informação do inconsciente para o consciente.

domingo, 21 de junho de 2009

O cochicho de Deus


Havia um jovem que tinha perdido o emprego e estava desesperado. Alguém o aconselhou a procurar um velho tido por sábio. O jovem assim fez e, ao encontrá-lo, cerrou os punhos e perguntou-lhe:
- Tenho em vão implorado a Deus para que me diga algo para me ajudar mas não obtenho nenhuma resposta. Diga-me, por que Deus não me responde?

O ancião deixou-se ficar calmamente sentado na sombra da árvore e proferiu algumas palavras inaudíveis.
O rapaz aproximou-se um pouco mais e perguntou:
- O que foi que o senhor disse?

O sábio repetiu, mas novamente num tom muito baixo, como um cochicho. Então o rapaz foi obrigado a aproximar-se ainda mais.
- Peço desculpa, mas eu ainda não consegui perceber o que o senhor me quer dizer.

Com suas cabeças muito próximas, o sábio falou mais uma vez baixinho:
- Deus, às vezes, cochicha. Então é preciso que estejamos bem perto Dele para ouvi-lo.
Desta vez, dada a proximidade, o rapaz escutou perfeitamente e entendeu a mensagem.

Por vezes pretendemos que a voz de Deus se faça ouvir como um trovão, em resposta aos nossos problemas. Mas a voz divina, na maioria das vezes, surge através de um suave cochicho. É necessário estar próximo de Deus o suficiente para entender a sua resposta.

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meditação


Disponibilize algum tempo unicamente para si. De preferência, escolha um sítio tranquilo onde não seja incomodado. Simplesmente fique sentado, sem expectativas. No início, isto pode parecer estranho e desconfortável mas seja persistente. Assim, está a abrir caminho para que a sua voz interior se faça ouvir. Esta poderá manifestar-se nesse período de silêncio ou talvez em outros acontecimentos ao longo do dia ou nos dias seguintes. Poderá ocorrer uma coincidência e encontrar-se com alguém que lhe diga exactamente aquilo que precisa ouvir. Poderá também por qualquer razão entrar em contacto com um livro que lhe forneça as informações que necessita para melhorar a sua vida. Ou poderá simplesmente ter um sonho revelador ou mesmo receber um “insight”.

A meditação é uma ferramenta poderosa para disciplinar a mente e silenciar a ruidosa conversa que constantemente a preenche. Podem ser utilizadas várias técnicas, tais como concentrar-se na respiração ou fixar a atenção na chama de uma vela. Pode também visualizar uma bola de luz que cresce na zona do seu umbigo e se alastra por todo o seu corpo com energia curativa.

Se é uma daquelas pessoas que não consegue a disciplina necessária para levar a cabo a prática meditativa, considere inscrever-se num centro reconhecido onde sempre terá a vantagem de aprender directamente com bons instrutores.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O velho e a Jabuticabeira



Era uma vez um velho que estava cuidando de uma planta com todo o carinho. Um jovem aproximou-se e perguntou:

«Que planta é essa que o senhor está cuidando?».
«É uma jabuticabeira», respondeu o ancião com um acento de orgulho na voz.

«E quanto tempo demora essa árvore para dar frutos?», volveu o jovem após um curto período de silêncio.
«Pelo menos uns 15 anos.» informou o velho.

«E o senhor espera viver tanto tempo assim?», indagou o rapaz com ironia.
O ancião esboçou um sorriso e respondeu pacientemente:
«Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada.»

«Então que vantagem leva você com todo esse trabalho, meu velho?»
«Nenhuma, excepto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você.»

 
Não importa se teremos tempo suficiente para ver as coisas e as pessoas pelas quais lutamos mudarem. Basta-nos que demos o nosso melhor contributo, façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo.


(Autor desconhecido)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Como um jogo de cartas


Consigo olhar para mim própria e admitir-me como uma criação divina. Consigo imaginar o Universo como o palco de um teatro no qual todos nós somos actores.

No princípio sente-se um arrepio ao pensar na existência de um guião previamente estabelecido e do qual não seja possível escapar. Depois sente-se paz. Uma infinita paz.

Na prática, dessa forma tudo fica mais simples. Basta deixar as coisas acontecerem. Aceitar que tudo acontece de determinada maneira para nosso próprio bem e para a nossa evolução. Vivenciar cada experiência com a determinação de obter o melhor desempenho possível. Jogar com todas as cartas que temos na mão. Às vezes fazem-se bons jogos sem trunfos.

E nem tudo pode estar determinado. É preciso lembrar que o livre arbítrio existe. Pode não ser possível alterar as cartas que a sorte nos ditou mas afinal de contas somos nós os jogadores e a nós compete fazer a jogada. Tanto se pode estimar a honra como insistir em fazer batota. No final estará sempre nas nossas mãos a escolha entre crescimento ou estagnação.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Trabalhar a Auto-estima


Uma auto-estima saudável significa que nos consideramos iguais a qualquer um outro ser humano – nem melhores nem piores mas absolutamente idênticos. Não aceitar ser inferiorizado e também não pretender que alguém se venha submeter a nós próprios.

No entanto, viver em sociedade implica que aceitemos hierarquias sociais. No nosso quotidiano, em toda a parte, somos constantemente catalogados. Idade, sexo, habilitações literárias, profissão, cargo que se ocupa nas empresas. A mente está sempre a pretender diferenciar para exercer controlo. De que lado está o poder – do meu lado ou do outro?

A nossa mente tem de deixar de funcionar como a mente comum. A nossa mente tem de deixar de avaliar e de medir os outros. Partir sempre do princípio que estamos todos a fazer o melhor que sabemos e podemos. Perceber que a mesma essência habita no interior de cada um, independentemente dos papéis sociais que se possam estar a desempenhar. Procurar sempre o lado bom dos outros.

Tanto nos podemos cruzar com um ministro simples e acessível como com um motorista arrogante que se sente com o rei na barriga. Claro que o inverso também é possível e acaba por ser mais frequente. O segredo da coisa está em respeitar todos eles e não emitir juízos de valor. È a única maneira de sermos respeitados. Compete-nos trabalhar sobre nós próprios e não sobre os outros.

Isto dito assim até que soa bem e parece bonito. No entanto garanto que não é nada fácil de fazer. Acho que temos por aqui trabalho para o resto da vida.